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Censo 2022 e autismo: o número de 2,4 milhões está em todas as manchetes. Quase ninguém leu o que o próprio IBGE escreve...
01/11/2026

Censo 2022 e autismo: o número de 2,4 milhões está em todas as manchetes. Quase ninguém leu o que o próprio IBGE escreveu sobre ele.

O Censo não perguntou quem é autista. Perguntou quem já tinha recebido diagnóstico de um profissional de saúde. Parece detalhe, mas muda tudo: quem nunca foi avaliado entrou na conta como “não”, mesmo sendo autista. A amostra é sólida. A pergunta é que mede outra coisa, e o IBGE deixou isso claro na própria publicação.

Os números do próprio Censo mostram o tamanho dessa lacuna. Entre crianças de 5 a 9 anos, 2,6% têm diagnóstico. Entre adultos, de 0,8% a 1%. O autismo não diminui com a idade: o que faltou a essa geração foi avaliação.

E a avaliação continua difícil. Estudos brasileiros apontam idade média de diagnóstico acima dos 4 ou 5 anos. Um levantamento com mais de 23 mil autistas e famílias encontrou só 1 em cada 5 diagnósticos feitos pelo SUS. É uma pesquisa online, de participação voluntária, que não retrata a população inteira, mas expõe o gargalo.

2,4 milhões é o piso, não o teto. E isso importa, porque o diagnóstico é a porta de entrada para terapias, benefícios e proteção legal.

Com que idade veio o diagnóstico na sua família? Conte nos comentários e salve este post para consultar quando precisar.

Fontes: IBGE, Censo Demográfico 2022 (resultados preliminares da amostra, 2025); Sallum et al., Children, 2026; Mapa Autismo Brasil, Instituto Autismos, 2026.

30/10/2026

André Melecchi Freitas | Advogado da Saúde Isenção do IPVA para quem possui dependentes autistas.
A possibilidade de buscar esse benefício mesmo que o carro esteja no nome do representante legal da criança é real.
No RS, onde esse cenário não era tão favorável, as coisas mudaram e hoje é possível afirmar que o entendimento amplamente majoritário do Judiciário é pela possibilidade da isenção.
O que você precisa é provar que o carro é usado em benefício da pessoa com deficiência (além de preencher os demais requisitos).
Se quiser saber mais sobre o assunto, comenta IPVA que eu te mando no direct o acesso a um material explicativo completo.

30/10/2026

O Brasil pode passar a ter o maior imposto sobre consumo do mundo. E, para nós, pais atípicos, essa conta pesa ainda mais.

O alerta veio com o cálculo da nova alíquota federal da reforma tributária, que ficou acima do que o próprio governo previa. Somada aos impostos de estados e municípios, a carga sobre o consumo no Brasil pode superar a de qualquer outro país. E ela vem embutida no preço de quase tudo o que entra em casa. Para quem já sustenta terapias, escola, medicação e adaptações, não existe folga no orçamento.

Por isso eu insisto: se não dá para escolher o imposto que se paga no caixa, dá para parar de pagar a mais no Imposto de Renda. A Receita limita a dedução com educação a R$ 3.561,50 por ano. Mas a Turma Nacional de Uniformização firmou tese no Tema 324: os gastos com a instrução da pessoa com deficiência são integralmente dedutíveis como despesa médica, mesmo quando ela estuda em escola regular.

Na prática, quem lança a escola do filho como despesa de instrução paga mais imposto do que deveria, ou recebe uma restituição menor, ano após ano. Como a Receita não aplica esse entendimento por conta própria, o caminho é judicial. Por ele é possível buscar o que foi pago a mais nos últimos cinco anos, com correção pela Selic. O resultado depende dos valores e da documentação de cada família.

Quer saber quanto isso pode representar com os seus números? Comente CALCULADORA que eu envio o link no seu direct. E compartilhe com aquele pai ou aquela mãe atípica que precisa ver isso antes da próxima declaração.

O Brasil pode ganhar o maior imposto sobre consumo do mundo. E muita família atípica continua pagando Imposto de Renda a...
30/10/2026

O Brasil pode ganhar o maior imposto sobre consumo do mundo. E muita família atípica continua pagando Imposto de Renda a mais sem saber.

No fim de outubro, o TCU calculou em 11,3% a alíquota de referência da CBS, o novo tributo federal da reforma tributária, acima do que o próprio governo projetava, e o noticiário econômico acendeu o alerta. Esse imposto chega embutido no preço de quase tudo, e ninguém escapa dele.

Mas existe outro imposto em que você pode agir. A Receita Federal limita a dedução com educação a R$ 3.561,50 por ano. Só que a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais firmou tese no Tema 324: os gastos com a instrução da pessoa com deficiência são integralmente dedutíveis como despesa médica, mesmo quando ela estuda em escola regular. E despesa médica não tem limite de dedução.

Na prática, quem lança a mensalidade do filho com deficiência como despesa de instrução está, todo ano, pagando mais imposto do que deveria ou recebendo uma restituição menor. Como a Receita não aplica esse entendimento na via administrativa, o caminho é judicial, e ele permite buscar o que foi pago a mais nos últimos cinco anos, com correção pela Selic. Cada caso depende dos valores e da documentação da família, e o resultado não é automático.

Para ter uma estimativa com os seus números, comente CALCULADORA que eu envio o link no direct. E salve este post para consultar na hora de organizar a próxima declaração.

28/10/2026

TDAH não é deficiência. Mas pode ser — e essa diferença muda tudo.

Existe uma confusão muito comum quando o assunto é direito da pessoa com deficiência. Como a legislação brasileira afirma expressamente que a pessoa com autismo é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, muita gente conclui que só tem direitos quem tem um diagnóstico “listado” em lei. Não é assim que funciona.

A Lei Brasileira de Inclusão não traz um rol fechado de doenças ou condições. Ela define a deficiência pelo impacto: impedimento de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir a participação plena da pessoa na sociedade, em igualdade de condições com as demais. O que importa, portanto, não é o nome do diagnóstico, mas o quanto ele compromete a vida daquela pessoa.

No TDAH, isso significa que nem todo diagnóstico caracteriza deficiência. Mas, quando a condição é severa, persistente e gera prejuízo concreto na escola, na socialização e na rotina, é possível, sim, enquadrá-la como deficiência e acessar os mesmos direitos garantidos às pessoas com deficiência.

Um dos exemplos mais relevantes está no imposto de renda. Com base no entendimento firmado pela TNU no Tema 324, as despesas com instrução de dependente com deficiência podem ser deduzidas como despesas de saúde, sem o limite que a Receita aplica à educação. Para crianças com TDAH, esse caminho passa por uma ação judicial e, sobretudo, por uma prova bem construída: relatório médico fundamentado, relatórios dos terapeutas e relatórios escolares que demonstrem que a criança já precisa — e já recebe — suporte em razão da sua condição.

Em resumo: o diagnóstico abre a porta. A prova é o que permite atravessá-la.

Se esse conteúdo pode ajudar alguém, compartilhe, inclusive nos grupos de WhatsApp de mães e pais. Muitas famílias com TDAH em casa nem imaginam que esse direito pode existir.

A escola do seu filho com deficiência pode estar no campo errado da sua declaração de imposto de renda.Na declaração, a ...
27/10/2026

A escola do seu filho com deficiência pode estar no campo errado da sua declaração de imposto de renda.

Na declaração, a mensalidade escolar entra como despesa de educação, que tem um teto baixo de dedução. Despesa médica não tem teto. Quando o dependente tem deficiência, essa diferença de classificação pesa bastante no resultado final.

A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais firmou o Tema 324, um entendimento que permite tratar como despesa médica, sem o limite da educação, os gastos com a escola do dependente com deficiência quando ligados ao seu tratamento.

Há um ponto, porém, que pouca gente conta: a Receita Federal não aplica esse entendimento por conta própria. Lançar a mensalidade como despesa médica na declaração, sem respaldo judicial, pode levar direto à malha fina. O caminho passa pela Justiça, e o que o sustenta é prova: laudo, relatórios e comprovantes de pagamento. E não vale apenas para as próximas declarações: é possível discutir também as dos últimos cinco anos.

Comente CALCULADORA e eu envio para você uma ferramenta para entender melhor o tema e fazer a sua própria simulação.

26/10/2026

A escola do seu filho com deficiência ainda pode entrar no Imposto de Renda como despesa de saúde.

Na declaração comum, a mensalidade escolar entra como despesa de instrução, e a Receita só deixa abater até R$ 3.561,50 por ano para cada dependente. Para quem paga escola, apoio e acompanhamento de uma criança com autismo ou outra deficiência, esse teto quase não faz diferença. Sou pai de uma criança com deficiência e sei o quanto essa conta pesa todo mês.

A Justiça Federal tem reconhecido outro caminho. No Tema 324, a Turma Nacional de Uniformização (o órgão que unifica o entendimento dos Juizados Especiais Federais) admitiu tratar esse gasto como despesa de saúde, que não tem limite de dedução, quando a escola faz parte do desenvolvimento do dependente com deficiência. Isso vale mesmo quando a escola é regular, não só a especial.

Esse reconhecimento depende de uma ação judicial. Se ela for julgada procedente, a família paga menos imposto nos anos seguintes e pode pedir de volta o que pagou a mais nos últimos cinco anos, com correção.

Hoje esse entendimento é majoritário e continua valendo. Mas entendimento de tribunal não é lei e pode ser revisto. Por isso vale olhar para isso agora.

Comente CALCULADORA que eu te mando o link para você fazer a sua própria simulação, com os números da sua declaração. É uma estimativa, não um parecer nem garantia de resultado.

direitodasaude

26/10/2026

Desafiei o algoritmo e fiz este vídeo de forma espontânea e sem roteiro para tratar sobre a realidade que parece que não é enxergada por muitos.

Aqui eu conto a história real de uma mulher autista, diagnosticada tardiamente e sem nenhuma rede de apoio.

Conte também a sua história nos comentários.

21/10/2026

Terapia só no horário da escola? Isso tem nome: falta de rede credenciada.

Quando o plano indica uma lista de profissionais e clínicas, e os horários disponíveis caem todos (ou quase todos) no turno escolar, a rede existe só no papel. A criança não pode ser obrigada a escolher entre a escola e a terapia: educação e saúde andam juntas.

Por isso, guarde a prova: anote com quem você falou, o dia e o horário oferecido, e peça ao plano, por escrito, um horário fora do turno da escola. A resposta (ou o silêncio) é o que mostra que não havia rede disponível.

Salve este vídeo e compartilhe com quem está passando por isso.

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