06/26/2023
“Essa foi de mais um desses dias viajando por aí sem destino, tentando cobrir o vazio existencial que existia dentro de mim e encontrar algum propósito em coisas, lugares, pessoas.
Eu já morava a algum tempo na Europa mas nunca havia ido a Paris, e sempre foi um dos lugares dos meus sonhos.
Ainda estava na euforia de ter descoberto dois sites que são incríveis para quem mora na Europa (Algo em torno de €20 a €50 por passagens de avião.)
Abri sem pretenção alguma o site para começar programar tudo e por coincidência estava lá: “Paris - €20 / 1€”” para o dia seguinte, comprei sem pensar duas vezes.
E no outro dia lá estava eu, a caminho do Charles De Gaulie.
Quando cheguei não imagina o frio que estava fazendo, doía cada membrana do meu corpo, mas eu tinha que sorrir… “Estava em Paris
E esse é o ponto. Quando mais você está vazio de si mesmo, mais você passa a buscar fora tudo aquilo que já dentro dentro de você mesmo.
E isso é perigoso.
Porque você entra em modo automático e quando vê está rodeado de pessoas que não foram feitas para ti, lugares que você nem se quer sabe o propósito de estar ali.
Quando desperta, está com um copo de Whiskey na mão e ouvindo músicas que antes nunca prestou atenção e sofrendo por amores superficiais.
Você começa viver uma busca incessante de todo aquele vazio que a falta de você mesmo te faz até você entende que é você, sempre será você a encher o seu copo no final da noite.
Se o príncipe vir? Que seja para derramar uma outra garrafa do melhor champanhe, pois quando ele chegar você estará com feliz com a sua própria companhia que ele terá que fazer um esforço algum tempo para chamar sua atenção.
Não tem essa de metade cheio ou metade vazio, de ser ou não ser narcisista. É sobre se completar de dentro para fora.”
Felipe Pimentel