Joel Silva Antunes & Associados - Agentes de Execução e Solicitadores

Joel Silva Antunes & Associados - Agentes de Execução e Solicitadores Atuamos com rigor e competência ímpar na recuperação de créditos e na prática de atos executivos, sendo um parceiro de confiança na defesa da legalidade.

Transformamos complexidade jurídica em decisões claras e seguras.

Há caras novas na JSA.Damos as boas-vindas à Maria Lourenço, que se junta à equipa como estagiária e começa agora a dar ...
07/09/2026

Há caras novas na JSA.

Damos as boas-vindas à Maria Lourenço, que se junta à equipa como estagiária e começa agora a dar os primeiros passos na profissão connosco.

Estagiar é, no fundo, aprender fazendo, com quem já faz há anos. E é também uma forma de a profissão se renovar, de geração em geração. F**amos contentes por acompanhar este início de caminho.

Bem-vinda, Maria. 😊

Uma das ideias mais difundidas em matéria de dívidas é também uma das mais mal compreendidas: a de que as dívidas prescr...
03/09/2026

Uma das ideias mais difundidas em matéria de dívidas é também uma das mais mal compreendidas: a de que as dívidas prescrevem ao fim de um certo tempo. É verdade, mas com nuances que fazem toda a diferença. ⏳

A prescrição é a extinção de um direito pelo decurso do tempo, quando o titular não o exerce. Aplicada às dívidas, significa que, passado o prazo legal sem que o credor atue, o devedor pode invocar a prescrição para se libertar da obrigação.

🔸O primeiro equívoco é achar que o prazo é sempre o mesmo. Não é. Varia consoante a natureza da dívida. Há prazos ordinários longos e prazos especiais bem mais curtos para certas prestações periódicas, como serviços, rendas ou juros. Confundir uns com outros leva a conclusões erradas.

🔸O segundo equívoco, o mais importante, é pensar que o prazo corre sozinho e ininterrupto. Não corre. A prescrição interrompe-se com atos como a citação judicial do devedor ou o reconhecimento da dívida por ele próprio. Cada interrupção faz o prazo recomeçar do zero. Um devedor que, de boa-fé, aceita um plano de pagamento ou admite dever, está a reiniciar o relógio sem o saber.

🔸O terceiro ponto é que a prescrição não opera automaticamente. Tem de ser invocada por quem dela beneficia. Um devedor que não a invoque, mesmo tendo direito, pode acabar condenado a pagar uma dívida prescrita.

Para credores, a lição é a diligência: deixar uma dívida adormecer pode custá-la por inteiro. Para devedores, é o oposto: há direitos que só se aproveitam se forem exercidos a tempo e da forma certa.

Que situações de prescrição vos têm surgido com mais frequência?

🚗 Comprar ou vender um carro em segunda mão é fácil na parte do negócio. A parte que se esquece é a que conta mais: o re...
31/08/2026

🚗 Comprar ou vender um carro em segunda mão é fácil na parte do negócio. A parte que se esquece é a que conta mais: o registo da mudança de propriedade.

Enquanto esse registo não é feito, o carro continua legalmente em nome de quem vendeu e isso significa que as multas, os impostos e as responsabilidades também. Fazer a transmissão dentro do prazo é o que fecha o negócio a sério.

➡️ Guarde para a próxima vez que mudar de carro.

Passar uma procuração é das coisas mais comuns e, ao mesmo tempo, das mais mal compreendidas. No fundo, é dar a alguém o...
28/08/2026

Passar uma procuração é das coisas mais comuns e, ao mesmo tempo, das mais mal compreendidas. No fundo, é dar a alguém o poder de agir por si num determinado assunto, quando não pode ou não quer estar presente.

➡️ O importante é que uma procuração diz exatamente o que a outra pessoa pode fazer, tem limites claros e pode ser revogada. É confiança, sim, mas confiança com regras escritas.

Volta o Glossário JSA, e desta vez com três palavras que aparecem sempre em heranças e que fazem franzir a testa a quase...
26/08/2026

Volta o Glossário JSA, e desta vez com três palavras que aparecem sempre em heranças e que fazem franzir a testa a quase toda a gente.

➡️ Usufruto, nua propriedade e quinhão. Parecem complicadas e, no fundo, descrevem coisas simples: quem usa, quem é dono, e a parte que cabe a cada um.

Guarde para a próxima conversa de família sobre partilhas. E diga qual a palavra que gostava de ver na próxima edição.

Poucos temas geram tantos conflitos entre vizinhos, sobretudo em meio rural, como as servidões de passagem.➡️ Uma servid...
24/08/2026

Poucos temas geram tantos conflitos entre vizinhos, sobretudo em meio rural, como as servidões de passagem.

➡️ Uma servidão de passagem é um direito que permite ao dono de um prédio passar pelo prédio de outro, normalmente para aceder à via pública. O caso mais clássico é o do terreno encravado, aquele que não tem qualquer saída para a estrada senão atravessando um terreno vizinho. A lei não deixa esse terreno inutilizado: reconhece ao seu dono o direito de exigir passagem pelo prédio confinante, mediante compensação ao vizinho onerado.

Há aqui distinções que importam. A servidão pode nascer de formas diferentes. Pode ser constituída por contrato entre os dois donos, por testamento, por usucapião quando a passagem é usada de determinada forma durante tempo suficiente, ou por imposição legal no caso dos prédios encravados. Cada via tem os seus requisitos e as suas consequências.

Um equívoco frequente é pensar que usar um caminho durante anos cria automaticamente um direito. Nem sempre. A tolerância do vizinho, que deixa passar por boa vontade, não gera necessariamente servidão, e distinguir a posse geradora de direito da mera tolerância é uma das questões mais delicadas nesta matéria.

Outro ponto sensível é a extensão da servidão. Por onde exatamente se pode passar, com que largura, para que fins, a pé ou com veículos, são questões que, quando não estão claramente definidas, alimentam litígios que se arrastam anos entre vizinhos que antes se davam bem.

Para quem lida com propriedade rústica, com heranças de terrenos ou com transações no interior, clarificar as servidões existentes antes de comprar ou partilhar evita conflitos que, uma vez instalados, são dos mais difíceis de resolver.

Todos os anos, entre agosto e o início do ano letivo, um número enorme de famílias procura quarto ou casa para um filho ...
21/08/2026

Todos os anos, entre agosto e o início do ano letivo, um número enorme de famílias procura quarto ou casa para um filho que vai estudar fora. É um mercado sazonal, feito com pressa, e a pressa é má conselheira em matéria de contratos.

Há pontos que vale a pena verificar antes de assinar, e que raramente recebem atenção no calor da procura.

📄 O primeiro é a natureza do contrato. Um arrendamento de quarto num apartamento partilhado não é o mesmo que o arrendamento do imóvel inteiro, e as responsabilidades sobre despesas comuns, danos e denúncia mudam consoante o caso.

📄 O segundo é a caução. É prática pedir um ou dois meses de renda como garantia, mas as condições da sua devolução no fim do contrato devem estar escritas, não combinadas de palavra. É uma das causas mais frequentes de conflito no fim do ano letivo.

📄 O terceiro é a duração e a renovação. Contratos para estudantes têm frequentemente duração alinhada com o ano letivo, mas a forma como cessam, e os pré-avisos exigidos, precisa de estar clara para evitar que a renda continue a correr depois de o estudante já ter saído.

📄 O quarto é a identificação correta das partes e do imóvel. Parece básico, mas contratos assinados com dados incompletos ou com quem não é o legítimo proprietário são mais comuns do que se pensa, sobretudo em subarrendamentos.

Para famílias, mediadores e senhorios que operam neste mercado sazonal, a regra é simples: um contrato claro em agosto evita um litígio em junho do ano seguinte.

Que cuidados consideram essenciais neste tipo de arrendamento?

Volta o Mito ou Facto, a rubrica que testa as ideias que toda a gente dá por certas. Desta vez sobre casas, casamentos e...
19/08/2026

Volta o Mito ou Facto, a rubrica que testa as ideias que toda a gente dá por certas. Desta vez sobre casas, casamentos e procurações.

➡️ Quantos acertou? Diga nos comentários o que mais o surpreendeu.

É um clássico do verão. A viagem está marcada, as malas quase feitas, e só à última hora surge a dúvida: é preciso autor...
17/08/2026

É um clássico do verão. A viagem está marcada, as malas quase feitas, e só à última hora surge a dúvida: é preciso autorização para o menor sair do país? ✈️

A resposta depende de com quem a criança viaja. Com os dois pais, em regra é simples. Só com um, com os avós, ou em situações de pais separados, pode ser exigida uma autorização formal, e é melhor tratá-la com antecedência do que descobrir o problema no controlo de fronteira.

➡️Partilhe com quem viaja com netos ou sobrinhos.

14/08/2026

Acontece em quase todas as famílias. O tema da casa, do terreno ou da herança aparece a meio de um almoço, faz-se um silêncio, e muda-se depressa de conversa. F**a tudo por resolver até à próxima vez que alguém tem coragem de o trazer de volta.

A verdade é que estas conversas, tratadas com calma e com quem sabe orientá-las, são muito mais simples do que o receio que lhes temos. O difícil é começar.

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