07/11/2025
Vejo tantas vezes pessoas perante esta situação que me faz refletir sobre a importância de estarmos conscientes e presentes em cada momento e em cada decisão, sem nos deixarmos guiar por espectativas, ilusões e medos que nada são e que nos perturbam o discernimento.
Quando um casal decide comprar uma casa, um carro, ou seja o que for, normalmente compra em comum, sem pensarem quem o está a pagar, só sentem que estão numa união e que o que faz sentido é que tudo seja dessa união. O dinheiro não interessa, é menor, não tem importância se é meu ou teu, é nosso. Muitas vezes estas decisões são guiadas por medos, de ferir susceptibilidades, de que o outro se sinta inferior, excluído e por isso também nos rejeite. Medo que estejamos a pensar no fim da relação e esse pensamento o atraia.
Mas quando essa união se quebra, aí o dinheiro já interessa, já tem valor, já não é menor. Porque de facto precisamos dele, precisamos do carro, da casa, do dinheiro, para seguirmos a nossa vida. Porque o dinheiro não é menor, é útil, assim, simples.
E porque a relação se quebrou os medos concretizaram-se e por isso deixaram de nos amedrontar. Porque é assim que acontece, quando o vives, o que te amedrontava deixa de ser assustador.
E é nesse momento que a verdade vem, é neste momento que percebemos que de facto não é justo eu ter pago e a casa ser dos dois, se ele pagou o carro ser dos dois, mas foi isso que foi feito e agora há que honrar o que foi feito e aceitar. Lutar contra isso só te vai desgastar e gastar.
Mas se naquele momento eu estivesse presente e consciente, e liberto de ilusões, espectativas e medos…Ai se isso tivesse acontecido!
Sabemos lá o que teríamos feito.
Se calhar faríamos o mesmo, ou se calhar teríamos feito diferente. Mas não podemos voltar atrás, àquele momento e por isso é importante que estas decisões sejam tomadas com conhecimento, que é a melhor forma de nos trazermos para o presente e para a consciência.
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