Ana Neves Torres - Advogada

Ana Neves Torres - Advogada Advogada desde 2017, decidi criar um projeto próprio em 2019 abrindo um escritório em Paços de Ferreira.
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Defendendo uma advocacia preventiva, procuro solucionar todas as questões com que os clientes se deparam com dedicação, rigor e transparência.

Dia da Criança 🤍Hoje quero convidar à reflexão do que é essencial.O amor. A presença.Num mundo em que somos bombardeados...
01/06/2026

Dia da Criança 🤍

Hoje quero convidar à reflexão do que é essencial.

O amor. A presença.

Num mundo em que somos bombardeados com notícias sobre violações dos direitos mais elementares das crianças, muitas vezes por quem lhes é mais próximo, é urgente refletirmos sobre o tema.

Todas as crianças merecem nascer e crescer em amor e em presença.

Presença real. De adultos disponíveis, seguros, responsáveis — que olham, que escutam, que protegem.

E quando a família não consegue garantir isso sozinha, cabe-nos a nós sociedade assegurar que nenhuma criança f**a esquecida.

Porque as crianças são o melhor do mundo.
E merecem, sem exceção, o melhor dos adultos.

Maio,Mês cheio.Presença,Haverá algo mais importante do que a nossa presença?
31/05/2026

Maio,
Mês cheio.

Presença,
Haverá algo mais importante do que a nossa presença?

Ladies First — quando o humor diz o que a sério ninguém quer ouvir! Através do humor, este filme convida-nos a refletir ...
26/05/2026

Ladies First — quando o humor diz o que a sério ninguém quer ouvir!

Através do humor, este filme convida-nos a refletir sobre o papel do homem e da mulher na sociedade atual. Sobre o ridículo que é um homem considerar-se superior a uma mulher — ou uma mulher considerar-se superior a um homem.
Sobre os desafios que as mulheres ainda enfrentam nas relações com os colegas de trabalho, na conciliação entre maternidade e carreira, e em tantos outros palcos do quotidiano onde a desigualdade continua a instalar-se em silêncio.

Ao ver o filme, penso nas mulheres que todos os dias se desdobram entre a vida profissional, os cuidados com os filhos e a gestão da casa — enquanto os seus maridos canalizam toda a energia para o trabalho, como se essa divisão fosse natural, justa...

O direito da família tem mecanismos para corrigir as injustiças patrimoniais que nascem dentro do casamento. Mas a questão que se coloca é: não deveria ser o próprio casal, sem necessidade de intervenção dos Tribunais, a equilibrar todas as desigualdades patrimoniais?

O casamento não deve ser uma fonte de enriquecimento. Mas também não deve ser uma fonte de empobrecimento.

Muitas vezes é isso que acontece, silenciosamente.

Ontem, no Jornal Meia-Noite, no canal Now, participei num momento de reflexão e discussão sobre o caso das crianças fran...
24/05/2026

Ontem, no Jornal Meia-Noite, no canal Now, participei num momento de reflexão e discussão sobre o caso das crianças francesas abandonadas pela mãe e pelo companheiro em Portugal.

A minha intervenção centrou-se na defesa dos interesses e dos direitos das crianças, integrada num painel multidisciplinar, porque o Direito da Família não pode caminhar isolado — tem, necessariamente, de andar de mãos dadas com outras ciências, em especial com a Psicologia.

Só através desta articulação entre o mundo jurídico e a compreensão dos desafios emocionais e traumáticos vividos por estas crianças é possível encontrar respostas verdadeiramente protetoras e adequadas ao seu superior interesse.

Foi um momento particularmente rico na troca de ideias e de perspetivas sobre o presente e o futuro destas crianças, refletindo sobre a forma como a sociedade, os Tribunais e os diferentes profissionais podem contribuir para a sua proteção, estabilidade e recuperação emocional.

Ontem tive a oportunidade de participar no Jornal da Noite da CMTV para comentar um dos casos mais mediático da atualida...
24/05/2026

Ontem tive a oportunidade de participar no Jornal da Noite da CMTV para comentar um dos casos mais mediático da atualidade em Portugal e além-fronteiras.

O objetivo da minha intervenção passou por esclarecer, de forma clara e objetiva, algumas das principais questões levantadas por este caso, simplif**ando as complexas questões técnicas que se levantam, com especial enfoque nas matérias de Direito da Família e nos Direitos das Crianças.

Num contexto emocionalmente tão sensível e mediático, considero essencial que exista espaço para uma análise jurídica séria, equilibrada e centrada, acima de tudo, na proteção das crianças e no superior interesse das mesmas.

Trata-se de um caso complexo, que certamente continuará a acompanhar-nos nos próximos tempos, até ao apuramento integral dos factos, permitindo uma reflexão cada vez mais completa e consciente sobre todas as suas implicações jurídicas, familiares e sociais.

“O que acontece na infância não f**a na infância.”A primeira vez que ouvi esta frase foi na voz do Dr. Paulo Guerra, alg...
22/05/2026

“O que acontece na infância não f**a na infância.”
A primeira vez que ouvi esta frase foi na voz do Dr. Paulo Guerra, alguém que dedica o seu trabalho na defesa dos direitos das crianças e que muito admiro. E, perante este caso mediático que tantas emoções, opiniões e julgamentos tem despertado, volto inevitavelmente a essa frase.

Temos assistido a debates sobre responsabilidades parentais, sobre o que signif**a ser mãe e pai, ser padrasto e madrasta, sobre limites, afeto, presença e proteção.
Mas, no meio do ruído mediático, existe algo que não pode ser esquecido: as crianças. Crianças que, independentemente do desfecho, carregarão consigo marcas emocionais que não desaparecem quando as notícias terminam.

Porque aquilo que uma criança vive na infância molda profundamente a forma como aprende a amar, a confiar, a relacionar-se e até a olhar para si própria. A ausência de cuidado, os conflitos, a instabilidade emocional, o sentimento de abandono não f**am “lá atrás”. Crescem com elas.

E isso leva-me inevitavelmente a uma pergunta difícil: o que leva pais a adotarem comportamentos que colocam os filhos em sofrimento? Estamos verdadeiramente a viver relações assentes no amor, na presença e no cuidado? Ou estaremos, demasiadas vezes, presos em dinâmicas de dor, ego, conflito e incapacidade emocional?

Quando o ambiente familiar deixa de ser um espaço seguro, o papel da sociedade e do Estado torna-se essencial. Proteger crianças não é apenas intervir quando o dano já aconteceu. É criar estruturas de apoio emocional, educação parental, respostas de saúde mental e mecanismos ef**azes de prevenção. É garantir que nenhuma criança cresce sem referências de afeto, estabilidade e dignidade.
Ganhando aqui as famílias de acolhimento um lugar de destaque.

E talvez também seja tempo de ampliarmos o próprio conceito de família. Porque família é muito mais do que laços de sangue. Família é quem cuida, quem protege, quem permanece, quem dá segurança emocional e ensina uma criança que ela merece amor sem medo.

No fim, a forma como tratamos as nossas crianças diz tudo sobre a sociedade que escolhemos ser.

Dia do/a Advogado/a ⚖️Há anos que escolho, todos os dias, esta profissão.Ao dedicar-me ao Direito da Família e das Direi...
19/05/2026

Dia do/a Advogado/a ⚖️
Há anos que escolho, todos os dias, esta profissão.

Ao dedicar-me ao Direito da Família e das Direito das Sucessões lido com as perdas, as ruturas, o que constroem e o que deixam para trás.
Por isso, desde cedo percebi que a advocacia que quero exercer Tem de ser próxima. Tem de ser humanizada.
Ao longo destes anos fui crescendo — como advogada e como pessoa. Conciliar a advocacia com a maternidade ensinou-me coisas que nenhum código consegue ensinar.

A minha perspectiva foi evoluindo, a minha escuta foi-se aprofundando, cada vez mais consciente de que, do outro lado, há sempre alguém numa das fases mais difíceis da sua vida.

Que os próximos anos continuem a trazer evolução, aprendizagem e propósito.
Sempre a caminho de ser melhor. 🤍

Ao longo dos anos, tenho acompanhado famílias em alguns dos momentos mais difíceis das suas vidas. O luto do fim de um c...
15/05/2026

Ao longo dos anos, tenho acompanhado famílias em alguns dos momentos mais difíceis das suas vidas.
O luto do fim de um casamento.
A reorganização de si próprio.
Novas rotinas.
Novas pessoas.
As discussões do que é melhor para os filhos.
As discussões sobre os bens.

E depois de tudo isso — algo que ainda me surpreende — a força das famílias, a capacidade de acreditarem e criarem novas formas de felicidade.

A família não termina com o divórcio, transforma-se.
Essa transformação não é nem pode ser uma transformação standard, mas uma transformação à medida de cada família porque cada família é única.
Essa transformação não torna a família incompleta.

Cada família deve definir-se como entender, sempre com presença, com consistência, com amor que se escolhe todos os dias.
A legislação e a jurisprudência têm de acompanhar as famílias.

Feliz Dia da Família — a todas as famílias, em todas as formas que existem 🤍

14/05/2026

Quando o cônjuge sócio de uma empresa morre, a mulher passa a ser sócia?

A resposta é: depende. E é precisamente da antecipação deste “depende” que deve ocupar-se o planeamento sucessório.

Em regra, a participação social entra na herança.

No entanto, é possível estabelecer cláusulas no contrato de sociedade que limitam a transmissão das participações sociais mortis causa.

A lei prevê expressamente a possibilidade: Exclusão dos herdeiros da qualidade de sócios: a sociedade f**a obrigada a adquirir ou amortizar a quota, pagando o devido valor aos herdeiros. Consentimento dos sócios: a entrada dos herdeiros f**a sujeita à aprovação dos sócios remanescentes. Direito de preferência dos sócios: os sócios sobrevivos têm prioridade na aquisição...

Estas cláusulas constituem elementos essenciais no planeamento da sucessão na empresa, uma vez que permitem fechar a sociedade a pessoas estranhas a ela.

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