Intervenção Política

Intervenção Política Educação para a cidadania em prol do bem comum com o fim da corrupção e dos interesses político-partidários.

22/01/2026

Presidente ou Primeiro-Ministro? Onde seria mais perigoso André Ventura para a democracia portuguesa
A ascensão de André Ventura no panorama político português deixou de ser um fenómeno marginal para se tornar uma hipótese concreta de poder. A pergunta que muitos começam a colocar já não é se Ventura poderá chegar a cargos de topo, mas onde o seu estilo político seria mais nocivo: em Belém como Presidente da República, ou em São Bento como Primeiro-Ministro.
Responder a esta questão exige compreender não apenas a personalidade política de Ventura, mas sobretudo a arquitetura do regime semipresidencial português.
Dois cargos, dois poderes muito diferentes
O Presidente da República em Portugal não governa no dia-a-dia. Não dirige ministérios, não elabora orçamentos, não executa políticas públicas. O seu poder é sobretudo institucional: nomeia o Primeiro-Ministro, promulga ou veta leis, pode dissolver a Assembleia da República e é o comandante supremo das Forças Armadas.
O Primeiro-Ministro, pelo contrário, é o verdadeiro chefe do poder executivo. Controla a administração pública, define políticas económicas, sociais e fiscais, orienta a polícia, a imigração, a educação, a saúde. É aqui que se exerce o poder real.
Dito isto, o perigo assume formas distintas consoante o cargo.
Ventura como Presidente: o risco da instabilidade permanente
Um Presidente André Ventura teria poucos instrumentos para impor uma agenda governativa própria. Estaria limitado pela Constituição, pelo Governo e pelo Parlamento. No entanto, teria um palco privilegiado para fazer aquilo que melhor sabe: pressionar, dividir e dramatizar.
O risco principal em Belém seria a instabilidade institucional:
• Uso abusivo do veto político para bloquear sistematicamente o Parlamento;
• Dissoluções estratégicas da Assembleia da República para forçarem eleições em momentos de fragilidade;
• Confronto permanente com o Governo para alimentar um clima de crise política;
• Pressão populista sobre tribunais, comunicação social e minorias, mesmo sem poder executivo direto.
Não seria um Presidente autoritário no sentido clássico, mas poderia ser um Presidente incendiário, usando a magistratura de influência para corroer a confiança nas instituições.
Seria mais um fator de desorganização do sistema do que de controlo efetivo do Estado.
Ventura como Primeiro-Ministro: o risco do poder executivo concentrado
O cenário muda radicalmente em São Bento.
Como Primeiro-Ministro, André Ventura teria controlo direto sobre:
• Forças de segurança e política criminal;
• Política de imigração e nacionalidade;
• Administração pública e nomeações;
• Orçamento do Estado e política fiscal;
• Legislação ordinária com maioria parlamentar de apoio.
Aqui, o perigo deixa de ser retórico e passa a ser estrutural.
O discurso punitivo, a lógica de inimigos internos, a desconfiança em relação à comunicação social, às universidades, às organizações da sociedade civil, poderiam traduzir-se em políticas concretas: restrições de direitos, instrumentalização da justiça, perseguição administrativa, erosão gradual de garantias constitucionais.
A história europeia recente mostra que o populismo autoritário não começa com golpes de Estado, mas com governos eleitos que usam o poder executivo para desmontar o sistema por dentro.
Então, onde seria pior?
A resposta honesta é clara:
• Como Presidente, Ventura seria mais ruidoso do que perigoso.
• Como Primeiro-Ministro, Ventura seria menos ruidoso, mas potencialmente muito mais perigoso. Em Belém poderá perturbar.
Em São Bento, poderia transformar.
O Presidente pode atrasar, vetar, dissolver.
O Primeiro-Ministro pode legislar, governar, nomear, controlar.
E é no exercício quotidiano do poder executivo que as democracias se desgastam — não nos discursos simbólicos, mas nas decisões administrativas, nas leis aparentemente técnicas, nas nomeações silenciosas.
Conclusão
Se a questão é saber onde André Ventura representaria um maior risco para a democracia portuguesa, a resposta não depende da antipatia política, mas da análise institucional.
O perigo maior não está no cargo que fala mais alto.
Está no cargo que decide mais.
E esse é, sem dúvida, o de Primeiro-Ministro.

Zeferino Boal

O Parlamento Europeu debaterá e votará duas moções de censura a Ursula von der Leyen durante sua sessão plenária de 6 a ...
23/09/2025

O Parlamento Europeu debaterá e votará duas moções de censura a Ursula von der Leyen durante sua sessão plenária de 6 a 9 de outubro, de acordo com um e-mail interno da presidente do Parlamento, Roberta Metsola, visto pelo POLITICO.

Dois grupos políticos — os de extrema direita Patriotas pela Europa e A Esquerda — apresentaram moções de censura separadas ao presidente da Comissão Europeia à meia-noite de 10 de setembro, a primeira oportunidade possível de fazê-lo segundo as regras parlamentares. Os Patriotas apresentaram a moção 20 segundos antes da A Esquerda, disseram duas autoridades.

As medidas ocorreram poucas horas depois de von der Leyen fazer seu histórico discurso sobre o Estado da União no Parlamento em Estrasburgo, e apenas dois meses após o último voto de confiança em sua liderança, ressaltando a fragmentação política da UE .

Anúncio
Anúncio
Os Patriotas acusam von der Leyen de falta de transparência e responsabilização e criticam duramente os acordos comerciais do Mercosul e dos EUA. A Esquerda também critica a política comercial da Comissão, mas dá maior ênfase ao que consideram ser a inação do executivo da UE em meio à guerra de Israel em Gaza.

Ter duas moções de censura apresentadas ao mesmo tempo é inédito e gerou debate no Parlamento sobre como a coreografia permitirá dois debates e duas votações.

O momento dos debates e votações será decidido pelos líderes dos grupos políticos quando eles discutirem a pauta final do plenário em 1º de outubro, disse a porta-voz do Parlamento, Delphine Colard.

A opção mais provável é que haja um debate conjunto na segunda-feira, 6 de outubro, seguido por duas votações separadas na quinta-feira, 9 de outubro, de acordo com duas pessoas com conhecimento dos procedimentos parlamentares.

É provável que os Patriots reivindiquem o direito de ter o primeiro voto, já que venceram a corrida para entregar a papelada no prazo.

Tags relacionadas

The Patriots for Europe and The Left groups both want to vote on Commission chief’s leadership.

https://youtu.be/ejyWhYSaZY0?feature=shared
10/09/2025

https://youtu.be/ejyWhYSaZY0?feature=shared

Há alguns meses atrás fomos desafiados a promover uma tertúlia sobre o período vivido há 50 anos, agendada a data, promovida a iniciativa, agradecemos a pres...

Esta da coligação da cocaina acusando a elite dominante de drogados partindo dum Juiz Militar dá que pensar... "Na Ucrân...
21/08/2025

Esta da coligação da cocaina acusando a elite dominante de drogados partindo dum Juiz Militar dá que pensar...
"Na Ucrânia temos de um lado os miseráveis n***s, satanistas, corruptos, drogados – que também se consideram uma raça superior -, a querer exterminar os que eles consideram os “pretos da neve”, pelo que e como tal, são apoiados pelos outros fascistas seus semelhantes (Von der Layens, Macrons, Merzs, Starmers, Sstubbs, Melonis e Costas – a coligação da “cocaína”).
Estes facínoras continuam a tentar provocar uma guerra a nível mundial, convictos que estão que assim poderão talvez preservar os seus poderes e mordomias, não os incomodando minimamente que, para satisfazer os seus egos e ambições, sejam sacrificados milhões de ucranianos e russos e quiçá toda a população europeia (menos eles claro, pois quando tocar a aflitos, certamente se piram para um paraíso fiscal)."

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 20/08/2025) Afinal, as guerras que estão a decorrer e que tanto nos afetam e perturbam, têm subjacente uma muito mais profunda razão: malgrado as suas motiva…

https://youtu.be/lnc5Q9fpw24?feature=shared
18/06/2025

https://youtu.be/lnc5Q9fpw24?feature=shared

GrowUp Douro Tâmega – O GrowUp Douro Tâmega surge na ADCEIDT, com um espaço de incubação para empresas, convidamos o Dr. Pedro Costa e Silva, para dar-nos a ...

Portugal um pais adiado...Sendo actualmente livre pensador e independente antevejo umas eleições inconclusivas com entre...
01/05/2025

Portugal um pais adiado...
Sendo actualmente livre pensador e independente antevejo umas eleições inconclusivas com entre os grandes partidos o vencedor ser o Ministério Publico e nos pequenos a afirmação de egos individuais nada contribuir para o bem comum

O Frente a Frente, que juntou Bruno Fialho, do ADN, Ricardo Loureiro do Volt, e Rui Fonseca e Castro, do Ergue-te, ficou marcado por uma acesa troca de palavras entre o cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Porto do ADN e pelo cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa do Ergue-te.

Endereço

Rua Drive Mario Moreira , N. 3 Colinas Do Cruzeiro
Odivelas

Telefone

+351916037261

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Intervenção Política publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Intervenção Política:

Compartilhar

Categoria