23/08/2025
Uma das coisas mais bonitas do nosso ordenamento jurídico
Apadrinhamento Civil - Apadrinhar é escolher Cuidar
Em Portugal, existem centenas de crianças e jovens acolhidos em Casas ou Famílias de Acolhimento. Algumas mantêm uma relação com a sua família de origem, mas infelizmente esta não garante que elas possam aí viver de forma estável e segura. Outras crianças não mantêm contacto com as suas famílias, mas nem todas puderam ser adotadas. Assim, mantêm-se sem um verdadeiro projeto de vida que garanta o seu pleno desenvolvimento.
Todas as crianças precisam de alguém que as veja, as escute e as acolha — alguém que escolha estar presente. Alguém que ESCOLHA CUIDAR.
Para estas crianças, o apadrinhamento civil pode ser uma resposta transformadora.
O apadrinhamento civil é um instituto jurídico (providência tutelar cível, prevista na Lei nº Lei n.º 103/2009, de 11 de setembro) que permite que um adulto ou um casal estabeleçam com a criança ou jovem um vínculo afetivo, permanente e juridicamente reconhecido. Não se trata de adoção, nem de tutela, nem de regulação das responsabilidades parentais, mas sim de uma relação jurídica do tipo familiar em que uma criança ou jovem, com menos de 18 anos, passa a viver com outra pessoa ou outra família (que pode ser constituída por dois irmãos, ou tios, ou padrinhos de batismo, ou vizinhos etc.). O(s) padrinho(s) passa(m) a ter as responsabilidades e deveres dos pais, criando laços afetivos com a criança ou jovem numa relação baseada na presença, no compromisso e no afeto.
Mais do que um ato simbólico, o apadrinhamento é um caminho de criação de vínculos seguros. É levar à escola, contar histórias, ir ao jogo de futebol, estar nos momentos importantes e, sobretudo, nos momentos difíceis. É ser figura de referência e de presença. É dizer, daquela forma que ampara e sossega: “Estou e estarei aqui para ti”.
A experiência demonstra que crianças com pessoas afetuosos e consistentes na sua vida, revelam melhor adaptação emocional, escolar e social. Porque se sentem vistas. Porque finalmente sentem que pertencem a alguém.
São necessárias mais pessoas dispostas a este compromisso. Famílias com tempo, com afeto, com sentido de missão. Pessoas que saibam que ser família também pode ser uma ESCOLHA construída, dia a dia, passo a passo.
Apadrinhar não muda o mundo. Mas muda o mundo de uma criança que, finalmente, deixa de estar sozinha.
Para mais informações consulte o Guia Prático do Apadrinhamento Civil na secção Documentação de Apoio.
Se sente que pode fazer a diferença, informe-se junto do organismo de segurança social da sua área de residência:
Portugal Continental - Centro Distrital de Segurança Social;
Açores - Instituto da Segurança Social dos Açores;
Madeira - Instituto da Segurança Social da Madeira;
Distrito de Lisboa - Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Em alternativa, poderá sempre contactar-nos através do e-mail institucional: [email protected].
Abrace esta causa!
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