Ana Leonardo / Advogada / Mediadora de Conflitos Familiares

Ana Leonardo / Advogada / Mediadora de Conflitos Familiares Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Um
Exerce advocacia desde então até ao presente.

Inscrita no Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados desde 22 de Fevereiro de 1994.

23/02/2026

Algumas informações acerca do divórcio

Quando se esgotaram todas as formas de diálogo; quando deixa de exsitir respeito por si próprio e pelo outro, pode acontecer a rutura irremediável do casamento.

Existem duas formas para se obter o divórcio:
• por mútuo consentimento (a instauarar na Conservatória do Registo Civil) e
• sem consentimento do outro cônjuge (por via judicial) – antes conhecido como divórcio litigioso.

Quando se trata do primeiro, importa esclarecer que são requisitos cumulativos os seguintes:
• havendo filhos menores, acordo acerca do exercício das responsabilidades parentais;
• apresentação de uma relação de bens comuns;
• acordo acerca do destino da casa de morada de família (quando existir);
• acordo no que respeita aos animais de companhia (quem f**a com os mesmos a seu cargo);
• embora seja um regime excepcional, pode ser necessário formalizar um acordo acerca do direito a alimentos de um cônjuge em relação ao outro.

02/10/2025

Mais algumas dicas ...

O que é a empatia?

1 – saber estar no lugar do outro;

2 – aceitar o outro como ele é e

3 – tentar compreender o que o outro sente

Como se pode comunicar com empatia?

1 – Através da escuta ativa;

2 – Utilizando o rapport e

3 – acolhendo as emoções dos outros, sabendo identificá-las e respeitá-las

01/10/2025

Ainda sobre a comunicação… notas breves sobre o Rapport

1 - O que é?

Reconhecer o outro no seu próprio mundo

2 – Como se utiliza?

• Com uma linguagem que possibilite ao outro sentir-se escutado, por meio de frases e palavras semelhantes

• Falando de forma construtiva, sem julgamento

04/08/2025

Algumas dicas sobre comunicação verbal positiva

I – evitar os juízos de valor, a crítica, as comparações e os insultos;

II – aprender a distinguir emoções de necessidades;

III – aprender a escutar;

IV – utilizar afirmações empoderadoras;

V – evitar expressões generalizadoras como nunca, sempre, ninguém, todos, tudo, nada, jamais, sempre

Boas conversas!

21/03/2025

Muito se diz e escreve acerca da família. A próxima, a distante, a que supostamente aceita, acolhe e protege.
Supostamente porque ... nem sempre assim é.
Não há pessoas perfeitas; também por esse motivo, não há famílias perfeitas. Mas que criança ou adolescente exige perfeição? Apenas reclama, de direito, diga-se, o colo, o não julgamento. E os pais dizem: "não há tempo!!!!"
Até que um dia, numa fração de segundo, tudo muda e aquela criança que cresceu num ápice é um adolescente que quer ser adulto e ... já não está em casa! Agora ... sobra tempo. Agora ... a culpa é infinita. Agora ... já não vão a tempo!
Quero acreditar que há sempre tempo para o Amor, para o colo, para o "Volta sempre, estamos de braços e corações abertos para te receber. Volta, sim?"

07/02/2025

Aspetos práticos da Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais

1 – poderes deveres de natureza:
a) Pessoal – guarda, vigilância, auxílio, assistência e educação
b) Patrimonial – administração dos bens
c) Mista – um pouco das duas anteriores

2 - O que se regula?
Existem matérias consideradas de especial relevância para o saudável desenvolvimento, saúde e educação das crianças, pelo que a lei determina que estas decisões são tomadas de comum acordo pela mãe e pelo pai - p. ex. a fixação de residência das crianças.
b) Por vezes, em situações urgentes e relativamente às mencionadas questões de particular importância, o progenitor com quem a criança esteja pode decidir, devendo comunicar quanto antes ao outro progenitor o que se passa com o (a) filho (a) de ambos;
c) é fixado o regime de convívios da criança, que podem ser diferentes consoante a idade da criança / jovem, sempre respeitando os horários escolares e de descanso;
d) também se fixa o regime de férias escolares, como serão os dias de aniversário da criança / jovem, bem como da mãe e do pai; Natal, Ano Novo;
e) as decisões sobre educação, cuidados de saúde, ocupação de tempos livres, frequência de atividades extracurriculares também devem ser decididas por acordo entre a mãe e o pai;
Sempre considerando que o regime fixado pode ser alterado devido a mudanças na vida da criança / jovem, da mãe ou do pai.

Tudo o que for decidido deve ser pautado pelos interesses dos filhos - o seu saudável desenvolvimento (físico e emocional) a sua saúde e a sua educação.

29/01/2025

O que os filhos querem saber sobre o divórcio dos seus pais:

informação reduzida e simplif**ada, dada pelo pai e pela mãe em simultâneo;
se foram, ou não, os culpados;
ouvir que a separação é definitiva;
que, apesar de se separarem um do outro, não vão separar-se dos filhos.

29/01/2025

Acerca do divórcio e da alienação parental
Parte III

“O tempo foi passando. Eu sentia-me um traidor em relação à minha mãe quando estava com o meu pai.
Fiquei muito confuso porque adorava estar com o meu pai aos fins de semana: era divertido, ele estava sempre muito feliz!
Mas tinha de voltar para a minha mãe. Triste e deprimida.
Chorei com a minha mãe, dormi com ela muitas noites para a acalmar, até que assumi o papel de pai e tomei conta dela.
Eu só queria que ambos me tivessem dito que não me abandonariam e seriam, para sempre, o meu pai e a minha mãe."

27/01/2025

Acerca do divórcio e da alienação parental
Parte II

“Após a separação, a minha mãe, talvez de forma inconsciente, tinha atitudes com as quais eu não sabia lidar: por exemplo, quando eu ía para casa do meu pai, a minha mãe f**ava agarrada a mim durante imenso tempo e dizia que se eu quisesse, ela iria lá buscar-me. Para mim, era como se o meu pai não conseguisse tomar conta de mim e que eu não ia gostar de estar com ele.
Quando eu regressava para a minha mãe, fazia-me imensas perguntas e dizia quase sempre: “já vi que gostas mais de estar com o teu pai”.
Ao mesmo tempo, as discussões e os insultos recíprocos aumentaram e muitas discussões já eram sobre mim. Durante cerca de um ano, ouvia a minha mãe chorar e pronunciar frases do género: “o teu pai não quer saber de nós”; “o teu pai não paga nada, sou eu que pago tudo!”; “ele não quer saber de ti, só da namorada nova”; “o teu pai não gosta de ti e por isso destruiu a nossa família”.

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