10/10/2026
Que tristeza, gente tão pequena. Grande Ronaldo! És mesmo o maior, um símbolo de Portugal e dos portugueses que vieram de baixo, que têm verdadeiro substrato, que trabalham, que não gostam de viver de favores, de subsídios ou de partidos, que querem vencer pela integridade, pelo mérito e pelo trabalho. Que são exigentes consigo próprios, que querem sempre ir mais longe e não se conformam com a mediocridade.
Talvez seja isso que incomoda tanta gente: essa insatisfação saudável de quem não se acomoda. Essa vontade permanente de se superar é um individualismo construtivo, que não é egoísmo, é responsabilidade sobre a própria vida e vontade de fazer melhor.
E confesso que sinto que esta forma de estar se tem vindo a perder um pouco na Europa, onde por vezes parece quase mal querer distinguir-se ou ambicionar mais. Mas em ti há outra dimensão inseparável dessa ambição: nunca esqueceste as tuas origens.
Começaste pela tua família, e isso diz muito.
Família e pátria não são palavras fora do tempo, são referências, afetos, identidade.
Chegar longe não tem de significar esquecer quem esteve connosco desde o início nem as raízes que nos fizeram quem somos.
Grande Ronaldo, és mesmo o maior.
Quem não te respeita são os invejosos e os que sobem por compadrios.
Esquecem o que conquistaste e tudo o que tens dado, primeiro à tua família e depois a quem precisa.
E, para desgosto de gente mesquinha, és rico, muito rico, mas à custa do teu esforço, do teu talento, da tua disciplina e do teu trabalho.
E é isso que muitos não te perdoam.
Continuarás a ser um símbolo de Portugal e, acima de tudo, uma inspiração positiva e construtiva para muitos jovens em todo o mundo.
Prova de que se pode ser ambicioso, exigente e chegar longe, sem deixar para trás a família, as origens e o país a que pertence.
E olha que eu nem ligo nada a futebol."