02/11/2025
Eu aos 3 anos: uma criança silenciosa, sensível, vivendo num mundo barulhento demais para mim.
Naquela época, ninguém falava sobre autismo, meus pais e todos ao meu redor não tinham informação, nem ferramentas para reconhecer os sinais.
Aos meus pais, tenho tamanha gratidão por tudo que fizeram!
Bom, fui diagnosticada apenas na fase adulta, onde finalmente entendi por que tantas coisas eram tão difíceis, por que eu me sentia “fora do lugar”.
Essa descoberta tardia trouxe alívio, mas também revelou as marcas invisíveis de anos sem compreensão.
Escrevo isso para alertar aos pais que principalmente nas meninas, o autismo pode se camuflar e passar despercebido.
Quando o olhar é atento e a informação chega cedo, é possível oferecer apoio, acolhimento e ferramentas para que essas crianças vivam plenamente sua infância, não apenas sobrevivam a ela.
Reconhecimento não é um rótulo, é uma chance de futuro, de dignidade e de saúde emocional.
Não é “mania”, não é “timidez exagerada”. São sinais de um jeito diferente de sentir e existir.
Quanto antes houver reconhecimento, mais cedo virão apoio, acolhimento e oportunidades de uma infância inteira e não de sobrevivência.
Que essa foto seja um lembrete: informação salva infâncias, acolhimento transforma vidas.
autismo.tdah
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