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Prémio Especial de Jornalismo “15 Anos de Reversão da HCB”-Veja os Termos de Referência em:
18/03/2022

Prémio Especial de Jornalismo “15 Anos de Reversão da HCB”-Veja os Termos de Referência em:

Introdução No dia 27 de Novembro de 2007, teve lugar, na Vila do Songo, a cerimónia de Reversão e Transferência do Controlo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) do Estado Português, para o Estado Moçambicano. A reversão e transferência da HCB para o Estado Moçambicano foi um acto de gr...

06/09/2021

Ao longo dos últimos 57 anos, os moçambicanos têm vivido em guerras intermitentes, desde a luta armada de libertação nacional, iniciada em 1964, até à guerra...

“Muito para além das sentenças que o tribunal vier a decretar, no chamado “caso das dívidas ocultas”, é o sistema de gov...
24/08/2021

“Muito para além das sentenças que o tribunal vier a decretar, no chamado “caso das dívidas ocultas”, é o sistema de governação de Moçambique a ser julgado”

O julgamento do “processo das dívidas ocultas”, iniciado no dia 23 de Agosto em Maputo, vai produzir um impacto extremamente forte, na consciência política dos moçambicanos, renovando profundos questionamentos sobre como o seu país tem sido governado.

Inevitável e compreensivamente, o julgamento deste mega processo judicial vai acordar, entre os moçambicanos, aqueles sentimentos, primeiro de estupefação, de incredulidade, que tiveram, em 2016, quando as primeiras notícias chegaram ao seu conhecimento, ainda revelando, apenas, o calote resultante do negócio da EMATUM.

Sim, primeiro ficamos todos incrédulos; não queríamos acreditar que tais notícias, divulgadas por um jornal americano, constituíssem verdade. Porque não cabia, na nossa consciência, a ideia de que os nossos governantes, aqueles que, com os nossos votos, confiamos a gestão dos negócios da Nação, nos tivessem, tão vilmente, traído, abusando dessa mesma confiança, que neles havíamos depositado.

Da incredulidade, os sentimentos dos moçambicanos haveriam, rapidamente, de passar para um nível ainda mais doloroso: o da revolta, senão mesmo do asco, quando, nos meses seguintes o quadro, de cinzento, passou a preto, com a revelação de mais dívidas, contraídas para a criação de outras duas empresas, de sustentabilidade duvidosa, à nascença: a MAM e a Proindicus!

E quando o véu da tramolhada é finalmente levantado, de novo por fontes externas, os moçambicanos dão-se, então, conta da profundidade do abismo: afinal, em 2013, banqueiros europeus, empresários baseados no Medio Oriente, políticos e altos funcionários do Estado moçambicano, tinham conspirado para estruturar um empréstimo de mais de dois mil milhões de dólares americanos! O governo moçambicano urdira tamanho conluio ao arrepio mais estridente da Constituição da República, reduzindo-a mero conjunto folhas de papel, desprezíveis.

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24 Ago 2021 Para além das sentenças…a Nação precisa de conversar! “Muito para além das sentenças que o tribunal vier a decretar, no chamado “caso das dívidas ocultas”, é o sistema de governação de Moçambique a ser julgado” O julgamento do “processo das dívidas ocultas”, ini...

Narração de SofrimentoAo longo dos últimos 57 anos, os moçambicanos têm vivido em guerras intermitentes, desde a luta ar...
17/08/2021

Narração de Sofrimento

Ao longo dos últimos 57 anos, os moçambicanos têm vivido em guerras intermitentes, desde a luta armada de libertação nacional, iniciada em 1964, até à guerra dos 16 anos, que terminou com o Acordo Geral de Paz, em 19992. Contudo, pelo carácter particularmente cruel e sórdido dos actos dos terroristas, que produzem profundos traumas aos sobreviventes, estes consideram esta guerra como a violenta de todas. Sobretudo as mulheres, frequentemente obrigadas a assistir, impotentes, ao assassinato e decapitação, a sangue frio, de seus maridos e filhos, no meio de gritarias selváticas, dos facínoras, então embriagados de sangue humano.

“Cortaram as cabeças dos nossos maridos, obrigaram-nos a embrulhá-las em capulanas e transporta-las às costas, leva-las até a aldeias vizinhas, para anunciar que eles já chegaram e estão próximos. Assim nós devíamos ficar a saber que devíamos abandonar as nossas aldeias, que eles iam queimar, e nunca devíamos pensar em regressar”.
Relatos pesados e traumatizantes, de mulheres que, impotentes, foram obrigadas a assistir a actos barbáricos, de morte e esquartejamento de seus maridos, pelos facínoras da guerra terrorista de Cabo Delgado, sua província “amaldiçoada” . Vezes sem conta, ao narrar suas estórias de amargura, estas emocionavam-se, chorando convulsivamente. Contagiadas, as pesquisadoras do SEKELEKANI, Palmira Velasco e Nelcia Tovela, desatavam, também, a chorar.

A equipa do SEKELEKANI percorreu recentemente centros de acolhimento de deslocados desta guerra na Província de Nampula, onde, além de testemunhos de sofrimento e horror, também ouviu estórias de anónimas heroínas, que deram à luz seus bebés na mata, em condições de fuga, bem como relatos de gestos de profunda solidariedade e ajuda mútua entre famílias despojadas de tudo, sobretudo da sua própria dignidade.

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17 Ago 2021 Terroristas obrigam mulheres a levar às costas cabeças decepadas de seus maridos Narração de Sofrimento Ao longo dos últimos 57 anos, os moçambicanos têm vivido em guerras intermitentes, desde a luta armada de libertação nacional, iniciada em 1964, até à guerra dos 16 anos, qu...

14/06/2021

O processo de reassentamento para dar lugar à construção do Aeroporto de Internacional de Chongoene, na Província de Gaza, tem gerado muita indignação no seio dos membros das comunidades de Poiombo, Nhancutse, Chau, Chipenhane, Banhine e Chimutane, neste distrito. Para avançar com o processo ...

As potências indústrias que integram o chamado G7 acordaram esta Sexta-feira em parar com qualquer financiamento interna...
25/05/2021

As potências indústrias que integram o chamado G7 acordaram esta Sexta-feira em parar com qualquer financiamento internacional para a indústria do carvão. A medida entra em vigor no fim do presente ano, num esforço visando alcançar as metas de contenção das mudanças climáticas. O G7 inclui os Estados Unidos da América, a Franca, a Alemanha, o Japão, a Itália e o Reino Unido da Grã-Bretanha.
A mineração do carvão esteve sob forte pressão na semana passada, depois de um comunicado da Agência Atómica Internacional defendendo que nenhuma nova mina de carvão deverá ser aberta, se o mundo quiser cortar as emissões de carbono para o grau zero em 2050, informa o Financial Times.
No comunicado, o G7 afirma que, “reconhecendo que a geração de energia a partir do carvão é o maior contribuinte singular para o aumento global da temperatura, sublinhamos que investimentos internacionais em energia de combustível fosseis devem para agora”.

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As potências indústrias que integram o chamado G7 acordaram esta Sexta-feira em parar com qualquer financiamento internacional para a indústria do carvão. A medida entra em vigor no fim do presente ano, num esforço visando alcançar as metas de contenção das mudanças climáticas. O G7 inclui...

24/05/2021

Terá lugar na próxima quinta-feira, em Maputo, um workshop sobre a eficácia do regime fiscal sobre petróleo e gás e dos mecanismos de alocação e uso das receitas de partilha de benefícios pelas comunidades locais. O evento integra-se no debate nacional ora em curso, sobre a criação de um F...

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