Alberto Muianga

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Alberto Muianga Olá e seja bem-vindo! O meu nome é Alberto Muianga e sou advogado de profissão. Bom gozo!

Dedico esta página a prossecução da educação jurídica como forma de contribuição para a harmonia social e o desenvolvimento da personalidade humana.

“O direito de ser feliz” — publicado no Diário de Moçambique, em 14 de Setembro de 2026.Neste artigo, reflicto sobre a f...
15/09/2026

“O direito de ser feliz” — publicado no Diário de Moçambique, em 14 de Setembro de 2026.

Neste artigo, reflicto sobre a felicidade da criança não como um conceito meramente emocional, mas como uma realidade relacionada com a dignidade, liberdade, desenvolvimento integral, protecção e participação da criança.

Felicidade, para uma criança, também significa ser ouvida, brincar, aprender, participar, receber carinho, estar protegida contra a violência e desenvolver-se livremente.

O interesse superior da criança exige que família, comunidade, sociedade e Estado criem condições para que cada criança possa desenvolver plenamente a sua personalidade e viver uma infância digna.

Porque proteger os direitos da criança é também proteger o seu direito de construir uma vida com sentido.

Mais do que a defesa de interesses, a advocacia exige a defesa de princípios.Visto a partir do nosso lado pessoal, advog...
15/09/2026

Mais do que a defesa de interesses, a advocacia exige a defesa de princípios.

Visto a partir do nosso lado pessoal, advogar pressupõe um esvaziamento da avidez pelo poder ideológico e económico (quiçá, o político), e um consequente colocar-se no lugar do desfavorecido juridicamente, sentir-se as suas dores.

Posto isto, o Advogado volta a investir-se do seu poder, para combater os agentes que causam a dor no necessitado de justiça, para oferecê-lo alívio das intempéries da injustiça e insegurança.

A advocacia é valor.Ser advogado pressupõe, ao nosso entender, habilidades técnico-profissionais e uma inclinação à defe...
05/09/2026

A advocacia é valor.

Ser advogado pressupõe, ao nosso entender, habilidades técnico-profissionais e uma inclinação à defesa da justiça.

Mas, mais que justiça, a advocacia é valor de ordem moral, é escrúpulo, é ética e deontologia, qualidades que distinguem a advocacia do mercantilismo.

A criança tem o direito a ser feliz.Tal significa viver em condições que favoreçam o seu desenvolvimento integral, a sua...
05/09/2026

A criança tem o direito a ser feliz.

Tal significa viver em condições que favoreçam o seu desenvolvimento integral, a sua dignidade, liberdade, participação, segurança, afectividade, realização e outros.

O conceito da criança pressupõe um processo de desenvolvimento, fisico e moral, e a restrição dos direitos e liberdades da criança impedem este desenvolvimento.

Toda a decisão que pode prejudicar a saúde, segurança, educação, lazer, cultura e, no geral, a dignidade da criança deve ser tomada "no interesse superior da criança", o que se contrapõe à ideia de conveniência da família, da escola, da vizinhança, da sociedade em geral ou do Estado.

O interesse superior da criança se relaciona com aquilo em concreto que melhor protege os direitos, o desenvolvimento e a dignidade da criança.

O modelo para o gozo do direito à felicidade da criança é, a nosso ver, objectivo.

O estado de espírito de uma criança, as suas emoções e sentimentos, a "satisfação geral com a vida" transcende o poder subjectivo da família, comunidade, sociedade ou o Estado, ou seja, ninguém pode obrigar uma criança a sentir-se feliz, contudo, o oferecimento de meios para se chegar a esse estado de felicidade é um dever inegociável de toda a sociedade.

A felicidade da criança depende de atribuir-se-lhe uma voz, a expresssão artística, a protecção contra o bullying e a violência doméstica, o oferecimento de exemplos de civilidade e moralidade, a inclusão, o carinho e amor, a protecção do Estado, a segurança, entre outros.

"Uma criança pequena, sentada diante de adultos, que fala e faz perguntas sem medo, conta o que sente, diz do que gosta, manifesta o que não entende e discorda quando pensa diferente dos outros. Embora ainda não saiba muitas coisas, os adultos escutam-na, enquanto ela participa na construção de sua própria vida, com liberdade suficiente para dizer ´eu penso´, ´eu sinto´, ´eu quero´, ´eu não quero´, ´eu não compreendo´ e, sobretudo, ´eu existo."

A deficiência também é uma questão de direitos humanos“Perdi a minha perna numa mina terrestre quando tinha 5 anos de id...
24/06/2026

A deficiência também é uma questão de direitos humanos

“Perdi a minha perna numa mina terrestre quando tinha 5 anos de idade. Naquela época fui para o campo de arroz com a minha mãe para pegar lenha. Infelizmente pisei numa mina. (…)

Eu costumava ficar em pé com a minha muleta feita de madeira e desejava poder brincar livremente também como as outras crianças.

E quando caminhava para a escola, algumas crianças me chamavam de “kombot”, o que significa pessoa deficiente (…)” (Organização Mundial da Saúde, Relatório Mundial sobre a Deficiência, 2011).

As pessoas com deficiência sofrem limitações diversas.

Entretanto, a limitação não reside unicamente no corpo da pessoa, mas resulta das barreiras existentes no meio em que vive.

A deficiência não constitui apenas uma condição física, sensorial ou intelectual. Em muitos casos, ela transforma-se numa questão de direitos humanos.

Segundo relatório acima citado, muitas pessoas com deficiência não têm acesso igualitário à assistência médica, educação, e oportunidades de emprego, não recebem os serviços correspondentes à deficiência de que precisam, e sofrem exclusão das actividades da vida quotidiana.

Um desnível na calçada, a falta de intérpretes de língua de sinais, ou a ausência de rampas de acesso são exemplos de barreiras sociais que transformam uma deficiência em uma limitação severa de participação.

Enquanto persistirem obstáculos que excluem, discriminam ou limitam oportunidades, a deficiência continuará a ser também uma questão de direitos humanos.

Promover a inclusão e assegurar a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência é uma medida do grau de justiça e desenvolvimento social.

A construção de uma sociedade mais justa exige o respeito pela dignidade e pelos direitos de todas as pessoas.A legislaç...
15/06/2026

A construção de uma sociedade mais justa exige o respeito pela dignidade e pelos direitos de todas as pessoas.

A legislação nacional e os instrumentos internacionais de direitos humanos reconhecem às pessoas com deficiência o direito de trabalhar em condições de igualdade, sem discriminação e com acesso às adaptações razoáveis necessárias para o exercício pleno dos seus direitos.

Nesta publicação, partilho alguns aspectos fundamentais sobre a protecção jurídica das pessoas com deficiência, reforçando a importância da inclusão, da igualdade de oportunidades e do combate a todas as formas de discriminação.

A promoção dos direitos humanos é uma responsabilidade colectiva.

Alberto Muianga
Advogado e Jurisconsulto

Nem todo trabalho exigido de uma pessoa constitui trabalho forçado. A legislação nacional e os instrumentos internaciona...
14/06/2026

Nem todo trabalho exigido de uma pessoa constitui trabalho forçado. A legislação nacional e os instrumentos internacionais estabelecem critérios claros para distinguir situações ilegais de situações legalmente admissíveis.

Nesta publicação, apresento:
• O conceito jurídico de trabalho forçado ou obrigatório;
• As principais exceções reconhecidas pela lei;
• Os elementos que o caracterizam.

A informação jurídica acessível é uma ferramenta de cidadania.

Partilhe esta publicação para que mais pessoas conheçam os seus direitos.

Tive a honra de ver publicado este artigo de opinião sobre a protecção da infância e os desafios do trabalho infantil.Ne...
08/06/2026

Tive a honra de ver publicado este artigo de opinião sobre a protecção da infância e os desafios do trabalho infantil.

Nele sustento que a pobreza, a vulnerabilidade económica e as dificuldades do agregado familiar não podem servir de fundamento para relativizar os direitos fundamentais da criança.

A protecção da infância constitui um imperativo jurídico, constitucional, internacional e moral, cuja observância não pode depender das circunstâncias económicas do momento.

Acompanhe-o na edição de sábado, dia 6 de junho do corrente ano, do jornal Diário de Moçambique.

Desejo uma boa leitura.

Tive a satisfação de participar num debate radiofónico sobre os direitos da criança e os desafios da prevenção e erradic...
03/06/2026

Tive a satisfação de participar num debate radiofónico sobre os direitos da criança e os desafios da prevenção e erradicação do trabalho infantil.

A experiência reforçou a convicção de que a proteção da infância exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo o direito, a educação, as políticas públicas e a mobilização social.

Agradeço a oportunidade de contribuir para uma discussão tão relevante para o desenvolvimento humano e para a construção de uma sociedade mais justa.

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01/06/2026

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