Machado, Mazzei & Pinho Advogados

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que a divisão desigual da herança não impede a homologaçã...
21/05/2026

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que a divisão desigual da herança não impede a homologação de uma partilha amigável, desde que todos os herdeiros sejam maiores, capazes e concordem com a forma de divisão dos bens. O entendimento foi firmado no julgamento do REsp 2.225.451.

Na decisão, o STJ destacou que a legislação busca incentivar soluções consensuais entre os herdeiros, permitindo que a partilha seja ajustada de acordo com a realidade e os interesses da família, sem exigir igualdade absoluta entre os quinhões.

O Tribunal também entendeu que eventuais discussões tributárias relacionadas à divisão escolhida devem ser analisadas posteriormente pelo Fisco, sem impedir a homologação da partilha acordada entre as partes.

O recente caso de interdição de um lote de produtos de limpeza de um grande fabricante nacional chamou atenção não apena...
19/05/2026

O recente caso de interdição de um lote de produtos de limpeza de um grande fabricante nacional chamou atenção não apenas pela repercussão do episódio, mas pelos impactos que situações como essa podem gerar para uma empresa.

Independentemente do mérito da questão e das conclusões técnicas sobre o caso, o episódio reforça uma realidade importante: nenhuma empresa está imune a crises, e uma intercorrência regulatória pode desencadear reflexos que vão além da fiscalização, envolvendo danos à imagem, insegurança entre consumidores, impactos comerciais, questionamentos judiciais e necessidade de respostas rápidas e estratégicas.

⚠️ Nesse contexto, a atuação jurídica deixa de ser apenas reativa. A presença de uma assessoria especializada é fundamental para orientar decisões, auxiliar na condução da crise, definir estratégias de comunicação, reduzir riscos e dar segurança às medidas adotadas pela empresa durante e após o episódio.

‼️Em cenários de alta exposição e repercussão imediata, preparação, governança e orientação jurídica adequada fazem diferença.

A reforma do Código Civil propõe mudanças relevantes na apuração de haveres, o cálculo do valor devido ao sócio que se r...
14/05/2026

A reforma do Código Civil propõe mudanças relevantes na apuração de haveres, o cálculo do valor devido ao sócio que se retira de uma sociedade.

A tendência é de maior valorização do que estiver previsto no contrato social, com critérios mais claros para definição do método de avaliação e redução de disputas judiciais sobre o valor da participação. Isso reforça a importância de cláusulas bem estruturadas, que antecipem cenários de saída, exclusão ou falecimento de sócios.

Na prática, empresas que não revisarem seus contratos podem enfrentar insegurança e conflitos no momento da apuração. Um planejamento societário adequado, com regras objetivas e alinhadas ao novo cenário, é essencial para garantir previsibilidade e proteção aos envolvidos.

⚖️ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou, na última semana, um entendimento importante sobre locações de curta...
11/05/2026

⚖️ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou, na última semana, um entendimento importante sobre locações de curta temporada por plataformas como Airbnb em condomínios residenciais.

No julgamento do REsp 2.121.055, a Corte entendeu que, quando a atividade ocorre de forma reiterada e com finalidade econômica, ela pode descaracterizar a finalidade residencial do imóvel. Nesses casos, as locações só podem ser realizadas mediante aprovação de ao menos 2/3 dos condôminos.

Embora a decisão não tenha efeito vinculante, ela representa a primeira definição consolidada da seção responsável pelos casos de Direito Privado no STJ e deve servir de orientação para os tribunais de todo o País em processos semelhantes.

‼️Na prática, o entendimento reforça a necessidade de analisar convenções condominiais, regras internas e possíveis restrições antes de investir em imóveis destinados à locação por curta temporada.

O tema tem ganhado relevância em diversas cidades do mundo devido aos impactos da alta rotatividade de hóspedes em condomínios residenciais, especialmente em questões relacionadas à segurança, sossego e convivência entre moradores.

Em artigo publicado no jornal A Gazeta, as advogadas Mariah Ferrari e Bianca Marconi Machado, sócias da Machado, Mazzei ...
07/05/2026

Em artigo publicado no jornal A Gazeta, as advogadas Mariah Ferrari e Bianca Marconi Machado, sócias da Machado, Mazzei & Pinho, analisam como o planejamento jurídico pode ser decisivo para prevenir conflitos familiares e assegurar o respeito à vontade de uma pessoa em situações de incapacidade decorrente de questões médicas.

A reflexão parte do caso de Anita Harley, maior acionista das Casas Pernambucanas, e destaca a importância de instrumentos jurídicos capazes de trazer segurança, previsibilidade e proteção patrimonial.

Passe para o lado e confira!

A terceirização é uma prática comum nas empresas, mas não elimina o risco de a contratante responder por obrigações trab...
05/05/2026

A terceirização é uma prática comum nas empresas, mas não elimina o risco de a contratante responder por obrigações trabalhistas não cumpridas pela prestadora de serviços.

Para reduzir esse risco, é essencial ir além do contrato: escolher fornecedores confiáveis, acompanhar de forma contínua o cumprimento de obrigações trabalhistas, como o pagamento de salários e encargos, e manter registros dessa fiscalização. A omissão nesse acompanhamento pode gerar responsabilização.

Também é importante evitar a gestão direta dos funcionários terceirizados, preservando a autonomia da prestadora. Uma terceirização bem estruturada depende de controle, organização e acompanhamento efetivo ao longo de toda a relação contratual.

O mundo corporativo mudou, e as relações de trabalho também. Hoje, não basta que empresas estejam apenas em conformidade...
01/05/2026

O mundo corporativo mudou, e as relações de trabalho também. Hoje, não basta que empresas estejam apenas em conformidade com a legislação: é preciso construir relações que funcionem na prática, sejam sustentáveis e alinhadas às novas dinâmicas do mercado.

Relações mais sustentáveis são aquelas baseadas em regras claras, coerência entre contrato e realidade, transparência na gestão, respeito aos limites legais e capacidade de adaptação a novos modelos de trabalho. São estruturas que reduzem conflitos, aumentam previsibilidade e sustentam decisões ao longo do tempo.

O Dia do Trabalho nos convida e revisitar essa agenda para revisar práticas, ajustar modelos e garantir que a forma como o trabalho está estruturado hoje seja, de fato, compatível com a realidade da empresas e defensável do ponto de vista jurídico.

❌ Um dos erros mais comuns na sucessão patrimonial é tratar todo o patrimônio como herança, quando, na prática, existe u...
28/04/2026

❌ Um dos erros mais comuns na sucessão patrimonial é tratar todo o patrimônio como herança, quando, na prática, existe uma etapa anterior que muda completamente o resultado da divisão.

✅ Antes de qualquer partilha, é preciso separar a parte que já pertence ao cônjuge, conforme o regime de bens. Só o que excede essa parcela é que será considerado herança e distribuído entre os herdeiros.

Essa diferença, embora pareça sutil, impacta diretamente quem recebe o quê, e é justamente onde surgem muitos conflitos. Por isso, estruturar previamente essas regras é o que garante uma transição patrimonial mais clara, segura e alinhada às expectativas das partes.

O uso de inteligência artificial nas relações de trabalho tem avançado rapidamente, inclusive em decisões sensíveis, com...
23/04/2026

O uso de inteligência artificial nas relações de trabalho tem avançado rapidamente, inclusive em decisões sensíveis, como avaliação de desempenho e desligamentos.

Do ponto de vista jurídico, sua adoção exige observância a parâmetros como transparência algorítmica, finalidade legítima, não discriminação e respeito à privacidade, nos termos da legislação trabalhista e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A ausência de critérios claros, auditabilidade e supervisão humana pode comprometer a validade dessas decisões e ampliar a exposição a passivos.

Mais do que eficiência, o uso de IA demanda governança estruturada, com definição de limites, registros de decisão e mecanismos de controle. É essa base que sustenta uma atuação segura e juridicamente defensável.

🐶😻A disputa pela guarda de pets ganhou os tribunais nos últimos anos, e passou a refletir uma nova realidade das relaçõe...
20/04/2026

🐶😻A disputa pela guarda de pets ganhou os tribunais nos últimos anos, e passou a refletir uma nova realidade das relações afetivas. Em resposta a esse cenário, entrou em vigor na última semana a Lei 15.392/2026, que estabelece regras para a guarda e a divisão de despesas de animais de estimação em casos de separação sem acordo. A norma surge justamente para reduzir conflitos que se tornaram cada vez mais comuns entre os chamados “pais de pets”.

A legislação prevê que, quando houver convivência compartilhada ao longo da relação, o animal poderá ser considerado de propriedade comum. Nesses casos, caberá ao juiz definir a custódia - que tende a ser compartilhada - e a repartição dos custos, sempre com base em critérios objetivos e, principalmente, no bem-estar do animal.

🚫Ao mesmo tempo, a lei estabelece limites que podem levar à atribuição exclusiva da guarda do pet a uma das partes, como situações de violência doméstica ou maus-tratos comprovados ao animal.

⚖️ A legislação acompanha transformações sociais já consolidadas, ao reconhecer juridicamente vínculos afetivos que ganharam centralidade nas relações contemporâneas. Com isso, todos ganham: o Judiciário, com a redução de conflitos; as partes, com regras mais claras; e, principalmente, os pets, com seu bem-estar colocado no centro das decisões.

15/04/2026

Nosso sócio Rodrigo Mazzei participou, nesta quarta-feira (15), de audiência pública da Comissão Temporária do Senado Federal dedicada à Reforma do Código Civil, contribuindo nos debates sobre temas centrais do Direito das Coisas e do Direito Empresarial.

Em sua exposição, abordou os Direitos Reais sobre Coisas Alheias, um eixo estruturante para a dinâmica econômica brasileira, com impactos diretos na indústria, no comércio e no agronegócio, especialmente na viabilização de garantias, circulação de riquezas e segurança jurídica nas operações.

O debate reuniu especialistas, professores e advogados, reforçando a importância de uma construção legislativa qualificada, alinhada às demandas contemporâneas.

Sócio da Machado, Mazzei & Pinho, Rodrigo Mazzei é doutor em Direito Processual Civil, pós-doutor com ênfase nas relações entre Direito Material e Processual, membro do IBDFAM e professor da UFES e da Fucape.

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