11/04/2022
Muito se fala de foro privilegiado no Brasil. Trata-se de um mecanismo pelo qual se altera a competência penal sobre ações contra autoridades públicas, ou seja, se você tem foro privilegiado não será julgado por juiz de primeira instância conforme todos os demais cidadãos.
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Em sua essência, o princípio do foro faz sentido: proteger um cargo ou função pública, não propriamente a pessoa que ocupa ele. Assim, assegura a estabilidade política. Em tese, é uma boa medida, mas indo mais a fundo na questão o privilégio perde o sentido.
No dia a dia, percebemos que esse mecanismo vem sendo distorcido ao longo dos anos. Com isso, aquela máxima de que todos são iguais perante a leite perde totalmente o sentido.
Assim, o foro embute uma série de IMPUNIDADES, já que diversas pessoas que se envolvem em escândalos de corrupção e outros crimes graves o utilizam como um escudo, mantendo uma barreira contra eventuais punições.
A luz no final do túnel é que há uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), a 10/2013, que propõe a redução drástica do foro privilegiado.
A PEC já foi aprovada pelo Senado e encaminhada à Câmara dos Deputados. Mas isso ocorreu em 2017, estando pendente de votação há quase cinco anos. Obviamente, porque a mudança de regras não interessam a muitos legisladores …