16/11/2021
Mais que um órgão de classe, a OAB tem o dever de tutelar a ordem jurídica, em benefício de toda a sociedade. É comum que se entenda que a OAB seja uma entidade de advogados, para advogados, e que tenha uma atuação classista, ou seja, de favoritismos, inclusive se omitindo perante determinadas irregularidades cometidas pelos seus.
🚫 Não é e não pode ser assim.
A OAB presta verdadeiro serviço público e tem papel importante na proteção de direitos coletivos, difusos e transindividuais. Em outras palavras, a OAB tem mecanismos jurídicos para atuar em prol da sociedade, inclusive propondo Ações Civis Públicas em temas de alta relevância social.
Mais ainda, a postura institucional da OAB deve refletir seu dever de tutela da sociedade, com voz e poder de ação na defesa de minorias e de grupos afetados em questões coletivas, difusas e transindividuais. Uma instituição forte, ao se posicionar, consegue movimentar por resultados, seja por firmar acordos, conseguir compromissos, ou promovendo uma melhor consciência social ao ser espaço aberto ao debate e importante vetor de informações.
Ao defender as prerrogativas de seus advogados e condenar as infrações disciplinares, a OAB também mantém aos cidadãos serviços jurídicos de qualidade e com ética, em que não há lugar para favoritismos.
✔️E como a OAB atua?
Todas as ações da OAB, mesmo que em gestões participativas, são materializadas por sua diretoria, nas Subseções, Conselhos Seccionais e no Conselho Federal.
Justamente por isso é necessário, em cada instância da OAB, que a diretoria seja um reflexo da sociedade, com composição representativa e diversa, e militante intransigente da ordem jurídica.
Não se pode ignorar a importância da OAB e, mais, das eleições de seu corpo diretivo.
Nesse ano de 2021, junto dos advogados, a sociedade precisa estar atenta aos candidatos e rumos que a OAB pode tomar nas eleições, assumindo um papel ativo na sabatina das chapas e na demanda por suas exigências.