26/12/2025
Me diga quem tu segues que direi quem tu és!
Seguir alguém nas redes sociais não é apenas apertar um botão, é se conectar a valores, comportamentos e riscos. Nunca foi tão fácil influenciar, mas também nunca foi tão perigoso, porque qualquer pessoa pode posar como referência em temas sérios como saúde, finanças e escolhas pessoais.
A liberdade de expressão é essencial numa sociedade democrática, mas ela deixa de ser legítima quando vira instrumento para práticas ilícitas, enganosas e prejudiciais. É o que acontece quando pessoas “comuns”, sorridentes e aparentemente saudáveis passam a vender remédios não regulamentados, soluções milagrosas e promessas impossíveis. Não é ciência, é influência disfarçada de cuidado.
O mesmo ocorre com o universo das apostas e jogos de azar, vendidos como caminho para riqueza rápida por quem ostenta carros, viagens e uma vida de luxo. Não é apenas publicidade, é sedução emocional que explora vulnerabilidades reais.
Liberdade de expressão não significa liberdade para causar dano. O digital não pode ser território sem lei. Não se trata de censura, mas de responsabilidade, fiscalização inteligente e proteção de quem é alcançado por essas mensagens.
Por isso, sim: importa quem você segue. Porque seguimos promessas, narrativas e comportamentos que moldam decisões e podem construir ou destruir vidas. Influenciar é poder. E poder exige responsabilidade.