11/08/2026
Há anos escolhi o Direito de Família como meu lugar na advocacia. Aprendi a lidar com separações, guarda, convivência, alimentos, conflitos e, principalmente, com pessoas vivendo alguns dos momentos mais delicados de suas vidas.
Sempre soube que, por trás de cada processo, existia uma família. Mas a descoberta e a chegada do Antônio mudaram a forma como eu enxergo tudo isso.
A gestação e, agora, a maternidade não mudaram apenas a minha rotina. Mudaram o lugar de onde eu observo o Direito de Família.
Hoje, entendo que o melhor interesse de uma criança tem outro peso. Penso ainda mais sobre presença, cuidado, vínculo e responsabilidade. Consigo dimensionar de uma maneira diferente o direito do meu cliente.
Porque agora eu também sei o que é olhar para alguém tão pequeno e desejar, acima de qualquer coisa, protegê-lo.
O Antônio me fez perceber ainda mais que, no Direito de Família, quase nunca estamos discutindo apenas direitos e obrigações: estamos falando sobre infâncias que serão lembradas. Sobre vínculos que estão sendo construídos ou rompidos. Sobre decisões de adultos que podem acompanhar uma criança por toda a vida.
E talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem escolhe advogar nessa área: compreender que vencer uma discussão nem sempre signif**a proteger uma família.
Às vezes, o melhor trabalho está justamente em conseguir olhar além do processo.
Neste 11 de agosto, celebro a advocacia de um jeito diferente. Continuo sendo a mesma advogada apaixonada pelo Direito de Família, mas agora existe uma mãe por trás desse olhar profissional.
E o Antônio, sem sequer saber, já me ensinou uma das lições mais importantes da minha carreira: quando existe uma criança no meio de um conflito familiar, nunca existe “só um processo”. Existe uma infância acontecendo enquanto nós, adultos, decidimos o que fazer com ela.