Félix Soibelman

Félix Soibelman Formado em Direito pela UFF, advogado do processo que originou a súmula vinculante 57, no RE 330.817. Felix Soibelman, advogado, OAB-RJ 76117
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21/05/2026

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Estranho porque mesmo os meus artigos menos apreciados tem 200 ou mais curtidas. Apareceu para vocês este artigo?

Felix Soibelman

20/05/2026

O LOGOS DE DISSUASÃO DO VALOR DO OCIDENTE PELO PRÓPRIO OCIDENTE

(Uma seção de um longo texto meu, bem maior)

2. O logos de dissuasão das bases do Ocidente. O paradoxo da instrumentalização do déficit de dignidade, pela esquerda, como resultado desse logos.

O “logos” é uma das noções mais viscerais, continuamente enriquecida ao longo da filosofia. É entendido, entre as principais acepções, como “razão principial” que permeia o universo; é a uma só vez a inteligência constitutiva deste universo e aquilo que permite a inteligibilidade do mundo.

A forma de funcionar a razão foi conduzida pela esquerda para dentro de um universo concebido por premissas que adquiriram a forma axiomatizada, quase apodítica, o que quer dizer que a partir de sua inseminação deixaram de ser pensadas, funcionando como um ponto apriorístico a partir do qual processa-se a dissuasão da ideia da possibilidade de cognição da verdade na construção cultural e moral do Ocidente.

Signif**a que o condicionamento pensante já está direcionado por certos avatares cosmovisivos, que o farão estar sempre apto a negar qualquer dimensão apreensional e não relacional de sentido ou certeza, relativizando, “par excellence” a profissão de verdade que não seja por meio da lógica, estabelecendo um marco epistemolológico de degradação ontológica.

Dito doutro modo, não há verdades possíveis fora das relações lógicas que as suportem, sejam relações entre objetos empíricos ou abstratos. As categorias mentais possíveis são presa de um reducionismo, como se devessem sempre estar superditadas, todas, ao âmbito de uma só categoria de validação epistêmica que será a lógica. Logo, essa validação se dá por meio das tautologias (as verdades puramente lógicas) ou aquelas constatações empíricas, porém, articuladas pela lógica.

Os passos de Wittgenstein (que não por acaso foi comunista) e de toda a filosofia analítica no curso do empobrecimento epistêmico da linguagem se fazem sentir, aqui.

No contexto, emerge um mundo no qual o homem é equacionado nas relações lógicas que resultam nos seguintes pilares redutores:

a) as relações lógicas econômicas, surgindo o “homo economicus”, o contexto social embasado puramente na economia, aí exsurgindo Marx;

b) as relações lógicas biológicas redundando numa antropologia darwinista, o homem como puro ser biológico, e neste contexto desdobrando-se o reino dos instintos, amparados no horizonte dos sentidos físicos, onde estará a libido e seu papel central no exame da realidade psicológica tento Freud por pioneiro;

c) as relações lógicas inerentes à linguagem pelo que a filosofia analítica virá a se tornar um farol de deposição da legitimidade das expressões metafísicas e a formação da mente será invertida, com a linguagem precedendo o aparelho mental, isto é, formando a mente e a maneira de pensar.

Estes vetores de entendimento convergem num denominador comum: o relativismo. Tudo será “conforme”, isto é, relativo a uma condição qual seja a condição econômica, biológica, sexual e/ou linguística, não havendo verdade senão aquela que esteja “conforme”, isto é, conforme o meio.

Não importa aqui inventariar os antecedentes filosóficos, ou seja, averiguar se do kantismo procedeu o empirismo moderno pelo qual enveredaria Marx, transpondo a dialética hegeliana ao materialismo ou se Nietzsche, como pós-kantiano, veio a afirmar a realidade exclusiva do mundo evidente, pois, o que nos ocupa precipuamente é a redução do homem ao status de “coisa entre coisas”, como conciliação ontológica com os seres animados e inanimados, por compartilharem o mesmo status de objeto no mundo,

Desses vetores dimanam uma série de subconjuntos entre os saberes.

Por exemplo, a ideia do psicologismo (a lógica como resultado da empiria) deriva do materialismo inerente aos três, por não haver nenhum acento metafísico ou anamnese, enfim, um conhecimento que precede a experiência.

O relativismo moral em contraposição à antropologia etnocêntrica, as posições fisicalistas na filosofia da mente, serão um fruto combinado dos três, os dois primeiros vetores que expressam a condição reduzida do homem à matéria, e o terceiro vetor pela impossibilidade de estabelecer verdades morais por ser objeto metafísico, assim intangível pela linguagem.

O próprio existencialismo será também rebento desse materialismo conjuntural dos três vetores, na célebre afirmação sartreana de que a existência precede a essência, servindo como uma coroação da recusa da metafísica de uma essência ontológica e da ecceidade (aquilo sem o que a coisa não é), entendida a essência como o que a coisa porta consigo mesma e a substância o que subsiste, por ela, em todas as transformações (posição aristotélica), estando tudo isso já contemplado pre-socraticamente no paradoxo do barco de Teseu, proposto por primeiramente por Plutarco.

A sociologia será consequência direta do primeiro vetor, contemplando o estado de produção no homo economicus, pelo que as relações sociais serão talhadas na esfera da superestrutura, conforme classif**a o marxismo.

A religião será subjetivação das relações econômicas transposta a uma justif**ação não econômica do estado de sujeição de uma classe à outra.

Eu desafio, mesmo, que consigam me apresentar um só saber, entre as ciências normativas (ciências do dever ser) que não passe pelo filtro desses três vetores da equação materialista.

Formou-se assim um "logos da dissuasão" contra o Ocidente, que é como nomeio o éter pensante que se formou neste lastro para condensar num reflexo pavloviano o pensamento que degrada tudo que venha do Ocidente.

Evidentemente, não estou aqui designando o assento ontológico da palavra “logos”, que concebo como realidade metafísica, como a presença do princípio inteligente do universo, a ligadura da razão, o Verbo, etc. Apenas aproveito o termo para designar uma conformação da razão pela qual o pensamento f**a desidratado de qualquer outra via de entendimento senão aquele outorgado pela esquerda. Esse “logos” aqui, longe de ser uma realidade ontológica que acato como existente e fundamental, é aporético, ou seja, na verdade, a negação do pensar.

Já se entende facilmente, sendo ocioso repeti-lo, que a esquerda age perspectivando seus ideais na coluna da sociedade, e o faz se introduzindo subliminarmente para formar este logos.

Denomino, portanto, este processo como um “logos de dissuasão das bases do Ocidente” porque, como um logos, o conjunto dos esquemas mentais formados pelo identitarismo, o wokismo, o feminismo, a misandria, o ambientalismo, a qualif**ação da servidão moderna como exploração econômica, a ideologia de gênero e diversos outros elementos do tipo fazem a civilização ocidental voltar-se contra si mesma de forma a aceitar a culpa da cultura ocidental. Esta passa, por essa ação do logos dissuasivo, a ser assumida como um mal, chegando a ponto de desprezar a maravilhosa síntese entre a cultura helênica e a tradição semítica da qual resulta o moderno Ocidente, como se fosse construída por sublimações dos móveis econômicos e nada tivesse a ser preservado.

Logo, a auto-ojeriza do ocidente protagonizou a luta, de maneira que os que se opõem a isso estão contra a emancipação dos oprimidos, acalentada nessas temáticas acima citadas.

Foi preciso, para os esquerdistas atuais, criar uma ideia de justiça que sensibilize as pessoas mediante a exposição do déficit de dignidade humana dos oprimidos, mais do que discursar diretamente contra a desigualdade econômica, que passou a vir infusa nessa percepção direta do estado de indignidade.

A dignidade humana, como digo sempre, foi roubada pela esquerda da Imago Dei, o homem feito à imagem e semelhança de Deus dotando-lhe, por isso, de um status especial na Criação, de forma que para a esquerda somente será recuperada essa dignidade pela consciência social, habilmente sintonizada com a imagética dos desafortunados e discriminados, polarizando-se os socialistas como se fossem eles detentores exclusivos da bandeira da dignidade.

A plataforma de ação da esquerda se presentificou inseminadamente, em doses homeopáticas na sociedade (enquanto no meio acadêmico prodigalizava-se a pulso firme, transmudando-se o ideário da luta de classes em inclusivismo social).

Esse inclusivismo virou uma espécie de “cláusula de santuário” contra o qual levantar a palavra, por conta de deformações ou ampliações indevidas tramadas com o fito de torná-lo o novo estatuto moral, transformava automaticamente o emitente de críticas em pessoa que “odeia a diferença”, f**ando incabível postular contra a relativização da moral ou da verdade.

De aí nasceu, assim, uma das formas estereotípicas da imputação de “discurso de ódio”. Afirmar que existem os gêneros se***is como standards naturais, mostrar que há versões de historiadores sustentando que entre os povos negros houve sociedades compostas por pessoas negras que enriqueceram escravizando outros negros, ou que islâmicos praticaram a escravidão negra em larga escala no continente africano, passou a ser o mesmo que odiar aqueles que têm orientação sexual distinta, ou negar à raça negra o reconhecimento de sua discriminação e sofrimento.

Postular contra o humanismo secular, entendido como redução da realidade às relações e condições humanas como centro da história, que fundamenta antropocentricamente a civilização ocidental com a dispensa de referências metafísicas, passou a ser algo emparelhado com o fascismo e a religiosidade que servira de apoio à classe abastada.

Logo, esse condicionamento da mentalidade é o que tem permitido intercambiar a rejeição dessa cosmovisão materialista com “discurso de ódio”.

Não é uma percepção de facilidade táctil, mas qualquer um que preste mais atenção consegue enxergar “o id esquerdista”, medrando sua genética conforme seu surrado DNA totalitário mediante o disfarce do inclusivismo, passando facilmente, de aí, a transbordar para outras categorias com o corolário do “discurso de ódio”.

Defender a legitimidade do movimento de 64 antes do endurecimento militar, falar contra o anticristianismo da esquerda atribuindo-o a Lula, dizer que Lula era um “descondenado”, dizer alguém que vai investigar a polícia federal, tudo isso passou a ser “discurso de ódio”, como se ser veementemente contra o que Lula representa fosse querer seu mal pessoal.

No polo oposto as manifestações de Paulo Betti, Hélio Schwartsman ou Zé Abreu desejando a morte de Bolsonaro, ou jogo de futebol com a bola tendo o rosto de Bolsonaro, como se fosse a sua cabeça, nunca eram vistas como grave deformação moral.

As medidas totalitárias empanadas nesse combate ao “discurso de ódio”, inicialmente encampando as causas identitárias para depois mimetizar com esse epíteto toda a oposição à esquerda no papel de redentora das injustiças sociais a partir do inclusivismo (mera etapa da luta de classes aproveitando o embalo do “capitalismo humanitário”) cooptando o egocentrismo e a presunção intelectual de juízes ignorantes, foi uma das estratégias mais bem sucedidas operadas no Brasil para chegar-se a um “golpe de Estado branco”, ou “golpe de Estado judicial” como dizem outros, subvertendo as liberdades no Brasil.

Toda empreitada não foi nada mais, nada menos, do que a alma genética da esquerda ingressando na sociedade por meio desses artifícios.

É por tal razão que improcede a desculpa de que a as atrocidades cometidas pela esquerda traduzindo-se em milhões de cadáveres não necessariamente repetir-se-ão no Brasil; essa condição distópica só não se concretizou aqui, como vemos, porque ela ainda não tem o poder total, mas onde ela vai se arquiteta o processo de supressão das liberdades, como comprova-se com o quinhão de poder que já adquiriu mediante o STF, ao incrementar este ensaio totalitário no Brasil, confirmando a regra.

Bastaria ler as últimas páginas do “Manifesto Comunista” quando Marx fala que o comunismo será implantado, entre outra coisas, gradualmente, com tributos cada vez maiores, até o Estado (numa forma bem afeiçoada ao fascismo - digo eu), ter a inteira custódia da iniciativa privada.

Marx fala dessa implantação gradativa a despeito da tomada violenta do poder coisa que ele enuncia explicitamente, que seria seguida das medidas para fazer definhar, aos poucos, o capitalismo.

É assaz interessante para confirmá-lo, ver como o comunismo foi estabelecido na Alemanha Oriental (RDA).

Diante da vizinhança fronteiriça ocidental, o bloco soviético decidiu transformar a sua parte na Alemanha na vitrine da prosperidade comunista para o mundo. A RDA seria convertida numa espécie de “campo de Theresienstadt econômico do comunismo” (para quem não conhece, informa-se que o campo de concentração de Theresienstadt foi transformado pelos nazistas numa colônia-modelo para convencer a Cruz Vermelha de que os judeus estavam sendo bem tratados).

Logo, não foi, por isso, truculenta e imediata a transformação da RDA num regime comunista, vindo a ser medrada exatamente pelo processo de asfixia da iniciativa privada até que milhares de empresas particulares foram sendo fechadas.

O processo foi tão dissimulado que a princípio não se viram na necessidade de construir o Muro de Berlin, pois a migração livre de pessoas para o lado ocidental era visto pela URSS como desencargo da obrigação de alimentá-las, até que se deu conta de que todos os cérebros estavam fugindo do lado oriental.

Não obstante, será que Alexandre de Moraes indiciaria Marx no crime de “tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito” pelo que está escrito no Manifesto Comunista, ou em suas “Críticas ao programa de Gotha” quando o filósofo assume a “ditadura do proletariado” como meta?

Reparem que de início, na Alemanha Oriental, até mesmo o “pluralismo político” foi simulado. Se na ADPF 1045 se quer proibir interpretações do art. 142 da Constituição que legitimem uma intervenção militar para conter a asfixia dos demais Poderes pelo Poder Judiciário, muito mais, sob o ângulo da coerência, deve-se censurar os livros de Marx e manter sob firme cabresto todos os professores universitários de esquerda.

É certo que para Marx, Engels e Lenin, as classes não serão demovidas do seu poder sem ser pelo terror. Pela mesma razão as prisões em massa seguiram-se na Rússia logo após a revolução.

Mitigar a liberdade de expressão política e ideologicamente, e não por elementos que incluem bens penalmente tutelados, não relacionados com visões ideológicas, é o licenciamento para o arbítrio. A atecnia jurídica de Alexandre libertaria facilmente o pretexto censor para qualquer coisa. Bem, por que não censurar Marx, já que querem criminalizar a hermenêutica do art. 142?

O STF, como podemos ver em meu artigo sobre “a longa noite de cristais nos últimos dias de Pompéia”, aproveitou habilmente essa cortina randômica do “discurso de ódio” que não passa, como disse Musk, do “discurso que eles odeiam”, para tentar, pela lavra de Gilmar Mendes, conceituá-lo como rejeição ao adversário político.

Depois Gilmar Mendes iria enriquecer este conceito fornecendo a chave mestra de seu pensamento em artigo de 08/01/2024 na Revista Conjur: segundo Mendes o discurso de ódio fora pavimentado por Deltan Dallagnol e Moro, implodindo os partidos tradicionais, havendo em Bolsonaro o sequestro de símbolos nacionais. Dito doutro modo, para Mendes, odiar a corrupção e a vampirização dos recursos públicos pelos donos do poder e amar o Brasil como um grande país que pode dar certo, livre da casta política que o consome na ilicitude, virou “discurso de ódio”, claramente manipulando a expressão com outros propósitos.

Bem, podemos ver que este processo de incrementação gradual da esquerda no seio do poder prefaciando-se pela gestação das mentalidades é algo muito mais concreto, mas também muito mais complexo, do que Alexandre e o youtuber das focas podem vislumbrar.

A sociedade ocidental moderna, e principalmente a brasileira, está fortemente compenetrada, viciosamente, por este “logos de dissuasão” derivado da esquerda. "

Felix Soibelman

19/05/2026

MORAES E CONTRATO DE 129 MI; HAVERIA CORRUPÇÃO? UMA HIPÓTESE DE "BOA-FÉ DA CORRUPÇÃO" TRAÍDA. EM SENDO VERDADE, SÓ MESMO VORCARO CONSEGUIRIA FAZER ALEXANDRE AJUDAR, INDIRETAMENTE, O PATROCÍNIO DO FILME DE BOLSONARO 🤣
Os novos relatos e a lógica interna do vício

Paulo Figueiredo entrevistou Mario Frias, o deputado, produtor de "Dark Horse" e finalmente muitos fios soltos foram conectados.

Resumo da ópera: Vorcaro nunca depositou nem por ele nem pelo Master dinheiro no fundo que foi criado para financiar o filme; ele foi procurado por Flavio, que a partir de um contato chegou a ele, para pedir financiamento e Vorcaro disse que iria apresentar alguns conhecidos e entre estes veio a empresa "Entre". Esta empresa sim, teria assinado um contrato como investidora, depois de Eduardo fazer apenas um contrato prévio para garantir a presença de um roteirista, contrato que foi depois substituído.

O fundo foi constituído especif**amente para o filme, não sendo possível, segundo a sua constituição, pegar dinheiro para qualquer coisa que não fosse a produção. É mentira, portanto, que qualquer casa tenha sido comprada com dinheiro desse fundo para Eduardo, que ontem afirmou a Paulo Figueiredo que vive num imóvel alugado e dos dois milhões que Bolsonaro lhe deu, após ter todas as contas bloqueadas no Brasil, ter perdido o cargo e também a aposentadoria na Polícia Federal (tudo isso por ter praticado o crime de "lesa ditadura" ao denunciar o que ocorre no Brasil).

Essas espécies de coação judicial "extra lege", que passam da pessoa, que nem condenada é, para atingir toda a família, são uma violação do princípio da intranscendência da pena, previsto no Artigo 5º, Inciso XLV da Constituição Federal.

Nos tempos idos nos quais tínhamos uma Constituição, impedia que as restrições de liberdade ou direitos atingissem a família.

Vejam que nem mesmo Vorcaro tinha a coragem de colocar o nome entre os patrocinadores do filme, além do que, estando comprometido com todos lados, fazer jogo.duplo tinha de ser por baixo dos panos; logo, funcionou como alguém que trazia outros investidores. Mario Frias afirmou que não sabia de quem que era a empresa "Entre", se Vorcaro integrava seus quadros, etc., e que ela foi verif**ada rigorosamente pelos órgãos americanos.

Mario Frias ainda confirmou que, de fato, era do Fundo que recebiam, e que havia contratos de investimento com a Entre.

Explicou que seriam 24 milhões de dólares apenas se eles, do Brasil, tivessem o controle absoluto da produção, e, então, que de fato a produção custou 12 milhões de dólares e mais e mais 12 milhões iguais de divulgação.

Mario Frias ainda informou que tentaram falar com a empresa "Entre", quando esta deixou de depositar no fundo e ninguém dela atendia ao telefone, e que por isso pediram a Flávio, que havia falado com Vorcaro, que o interpelasse, pois este último é que havia apresentado a Entre, o que esclarece plenamente a menção de Flavio a um contrato.

Frias disse ainda que a produtora americana tem todas as notas de transferência, nada era aprovado sem a anuência fundo.

Porém, o mais irônico dessa história é que o principal inimigo de Bolsonaro, Alexandre de Moraes, se verdadeiro for que o contrato de 129 milhões seria uma corrupção num sentido amplo, estaria blindando, e assim, ajudando, quem seria um mentor do patronato do filme em homenagem a Bolsonaro.

Nada poderia ser mais hilário do que isso, ou seja, essa mera hipótese de que o carrasco de Bolsonaro, em sendo corrupto, fosse enganado em sua "boa-fé" para ajudar sua vítima a ser enaltecida por meio de uma superprodução.

Sinceramente, seria uma corrupção em que o corrupto tem direito a "danos Moraes", podendo invocar o Código do Consumidor da categoria e ainda o "princípio da Boa-Fé da corrupção".

Se verdade for que é corrupto, Moraes poderia processar Vorcaro pela vulneração de sua Boa Fé da Corrupção, jamais imaginando :tamanha torpeza" de que estivessem fazendo tais coisas tamanhamente imora(es) consigo. "Que deslealdade, vou reclamar na justiça a afronta ao estatuto ético da Máfia!", iria Moraes pensar...

Mas isso tudo é uma fantasia, claro, não sabemos nada, quem é ou não é corrupto, são apenas elucubrações...

Felix Soibelman

17/05/2026

SOBRE A VISITA DE TRUMP À CHINA E A QUESTÃO IRANIANA. STF: UM ZERO À ESQUERDA DA GEOPOLÍTICA.

As coisas mais preocupantes da viagem de Trump à China são:

a) a entrega de chips da Nvidia para a China;

b) a ideia de que passa pela cabeça de Trump usar Taiwan como moeda de troca, mesmo com perigo de entregar poderosa tecnologia de chips.

Sobre "a" penso que isso será limitadíssimo e que "b" só ocorreria com a transferência da tecnologia de chips para a segurança dos EUA.

Evidentemente, essa replicação do ambiente produtivo dos chips taiwaneses pelos EUA implica um ecossistema que depende de diversos outros atores técnicos, mas não é impossível.

Tudo não passa de uma jogada fortíssima de Trump perante uma China que está energeticamente de joelhos para cortar o elo com o Irã com o fito de que este seja totalmente estrangulado econômica e militarmente.

A ideia de alguns de que a diminuição populacional na China seja um problema por fazer seu seu mercado consumidor diminuir parece uma piada delirante.

Se a China pudesse matava metade de sua população e sairia economicamente muito melhor com isso. E não duvido nada que esse apetite de assassinatos em massa do comunismo, sempre presente, faça por acontecer isso.

Grande parte da população chinesa está fora do mercado. O governo tem de se preocupar em alimentar essa gente toda, buscando se expandir na África e em todos os países que possam dar-lhe alimento, como aqui. As campanhas de controle de natalidade, por isso, foram fortíssimas lá.

Logo, se a China tivesse "apenas 600.000.000 de pessoas" estaria ainda em número de pessoas com o maior mercado do mundo. A ideia de que volume populacional signifique prosperidade é estrábica.

A visita de Trump foi um sucesso total impondo à China uma reorientação geopolítica pelo menos momentânea.

Se a China continuar com uma política de apoio clandestino ao Irã, vai f**ar sem energia e aí sim, será obrigada a entrar numa guerra contra os EUA.

Uma coisa que me passa pela cabeça é se os ataques ucranianos às refinarias na Rússia não têm as digitais americanas, uma vez que a Rússia poderia ser uma alternativa de petróleo que quebraria o enforcamento econômico do Irã que os EUA medram.

De todos os modos, pelo menos o foco sobre o Brasil no que tange à doutrina Donroe, e à sujeição cada vez mais inevitável da América Latina aos EUA, f**a quase desenhado.

Trump foi fazer uma redistribuição geopolítica de áreas de dominação, com blocos de Poder, recolocando os EUA na sua graça hegemônica.

E aí surge a pergunta envolvendo as terras raras, quanto ao Brasil: Trump vai trocar a oportunidade de ter um governo de direita confiável dentro de apenas 7 meses por promessas de um governo falido que odeia os EUA sonhando com a multipolaridade antiamericana do eixo eurasiano? Olhem, isso seria quase impossível. Seria aliás estupido.

E muito mais hilário é pensar que o poder brega-industrial dos Joeslays Wandercraissons da JBS vai contar alguma coisa nesse cômputo.

Paulo Figueiredo pensa que lutam ele e Eduardo Bolsonaro contra um grande poder brega-industrial, mas é o contrário, ou seja, os irmãos Batista Wandercraisson podem pensar que Washington é Brasília, com um centro distribuidor de propina que lá se chama lobby, e que lutam ao lado do establishment brasileiro e do STF contra toda essa ordem de fatores mundiais, mas a verdade é que eles são insignif**antes neste jogo.

Já o STF, com seus Gilmares e Moraes, bem, essa é a estirpe mais periférica de qualquer coisa, uma gente saída das faculdades de direito para dentro de uma miopia geopolítica total, muito aquém da visão necessária a um grande jurista, que perceberia facilmente a tensão civilizacional envolvida. Hilariamente essa gente sonha com os "juízes guias de povos" dentro do "mapa mundi de Brasília".

Não é à toa que Gilmar Mendes elogiou a censura do governo chinês mostrando seu completo descompromisso com qualquer constitucionalismo no Estado de Direito; é porque, na verdade, toda a sua biblioteca interior é composta de agendas no lugar de qualquer visão de mundo. Uma pessoa dessas poderia estar numa Suprema Corte, tem ela quilate intelectual para tanto? Nunca!

Felix Soibelman

16/05/2026

O CASO MASTER-FLAVIO – A FALSA CRISE CUJO VAZIO TRANSBORDA COMO SUBSTÂNCIA HISTÉRICA. A INVEJA PE***NA DA ESQUERDA COM O FILME (PREPARAÇÃO PARA IMPEDIR SUA EXIBIÇÃO NA DEMOCRACIA DE CONSTITUCIONALIDADE RELATIVA?)

O áudio entre Flávio e Vorcaro é de 08/09/2025, antes de estourar o escândalo do Master, que foi em 18/11/2025, não havendo obrigação legal nenhuma de Flavio de conhecer patavina.

Muito antes aliás, porque era cobrança de cumprimento de contrato, havendo meses, a saber, desde maio de 2025, que Vorcaro deixara de pagar, de forma que em 08/09/2025 é que Flavio o procura.

Note-se o que o contrato fora feito em dezembro de 2024 quando Vorcaro ainda era visto como um super star financeiro do Brasil.

Porém, alguns idiotas teimam que tudo de Vorcaro seria do conhecimento de todos. Um argumento inválido porque não há como provar essa premissa.

Se fosse do conhecimento de todos Vorcaro não teria dado o golpe do CDB inventando rendimentos que existiam apenas no computador.

Tão logo o caso eclodiu vi que era, portanto, algo completamente insubstancial.

O primeiro exame começa na legalidade. Se não há nenhuma ilegalidade, a crise é metade falsa. E não há ilegalidade porque Flavio poderia pedir patrocínio a qualquer banco privado, o que não poderia fazer é dar alguma contrapartida usando sua função pessoal como senador.

O dinheiro teve destino certo: o filme. Ao que parece era depositado num fundo sediado no Texas, que seria o Havengate Development Fund LP, registrado na SEC (Securities and Exchange Commission), que o respassava à produtora do filme.

A razão de assim ser: os empresários temiam ter sua marca apresentada e sofrer perseguições mui comuns de ocorrer na "democracia de constitucionalidade relativa" que vivemos.

O advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto seria o gestor do fundo e agora o Intercept, sempre esse pivô de sensacionalismos abstrusos, diz que o fundo era de Eduardo, como se isso mudasse alguma coisa, uma vez que bancos privados poderiam dar a Eduardo o que bem entendessem, até mesmo para ser produtor de um filme pornô para passar no "Cine Trancoso", com algumas celebridades institucionais....

Logo, afirmar a produtora responsável pelo filme que não tinha contrato com Vorcaro justif**a-se com facilidade, porque recebia mediante um tabelamento com o fundo, não diretamente dele.

Não obstante, é diametralmente diferente o caso de Flavio daquele do contrato de Moraes/Barsi, que não tem nenhuma outra explicação possível senão aquelas mais negativas sobre ambos. As explicações que deram se mostraram incapazes de elidir as suspeitas de favorecimento e blindagem jurídica do Master e Vorcaro por Alexandre, por ser a única hipótese de justif**ação que conseguimos formular com algum grau de razoabilidade e probabilidade.

Sabemos que não é pelo fato de não haver mais explicações que aquela que encontramos é verdadeira, sob pena de ser a falácia do argumento "ad ignorantiam", pois, por exemplo um selvagem pode dizer para o outro que quando relampeja é o Deus do trovaão, e, ao ser questionado pelo interlocutor, responder: "se você não tem outra, então a minha é verdadeira". Não, não é o fato de não explicarmos de outro modo que faz a única explicação encontrada ser verdadeira. Por outro lado, as hipóteses puramente lógicas (aquelas não comprovadas como impossíveis) mas sem nenhum amparo na realidade, como vir um ser reptiliano e atuar no lugar de Moraes, são consideráveis como inexistentes. E tampouco alguém normal acreditará que seriam pagos milhões para Viviane redigir um código de ética, etc.

A segunda metade corresponde ao exame de moralidade. Para que tenham clara a distinção dos planos legal e moral basta lembrar do caso de Lula, que teve sua pena extinta pela prescrição, sendo cuidadosamente planejada a decisão para a época em que esta ocorreria, caindo pela metade o prazo prescricional devido à idade.

A suspeição de Moro foi a "ratio decidendi", a razão de decidir. Ela chega a ser infinitamente menor do que aquela que refulge à vista sobre Moraes. E foi decretada com bases fragilíssimas, como a conversa que não parece em nada uma combinação, etc. Foi assim declarado no corpo do texto da decisão que eram anulados até os atos instrutórios e o prazo começava a partir dali, ou seja, recomeçava tudo desde a data em que o crime ocorreu, e, assim considerado, restava prescrito.

Porém, livrando-se Lula pela prescrição, que signif**a simplesmente decurso de tempo, não houve o que chamamos em Direito de "absolvição de mérito", como certeza positiva de inocência por estar provado que o réu não cometeu o crime (Art. 386, IV do Código de Processo Penal – CPP), não exista prova de ter o réu cometido o crime (Art. 386, V do CPP) ou, de forma mais genérica, por não existir prova suficiente para a condenação (Art. 386, VII do CPP), aplicando-se o princípio do "in dubio pro reo", ou, ainda, quando por não houver prova da existência do fato (Art. 386, II do CPP),

Reparem que o povo entende muito bem essa lei, ou seja, que uma pessoa não pode ser considerada culpada se f**ar provado que não foi ela que fez, e, com um pouco menos de tolerância, se não f**ar provado que ele fez. Se nem houver prova da existência do fato o povo também entende perfeitamente. Porém, se a pessoa se livra unicamente pela prescrição, ninguém do povo concorda com que ele seja inocente. E qualquer um do povo não concorda com que conversas de Moro e do MP eliminem os documentos objetivos provando o que tenha Lula feito.

Logo, aqui está um exemplo perfeito da distinção entre o que é legal e o que é moral, no caso de Lula. Ele pode estar legalmente livre e espernear, mas nunca vai se livrar da condenação moral.

Como vemos, no caso de Flavio, não há nem ilegalidade nem imoralidade. Haveria imoralidade apenas se a atividade bancária fosse condenada, como talvez devesse ser no Brasil, dados os juros extorsivos, e se fosse reprovada a usura institucionalizada que fazem os bancos, o que remontaria a sua vedação pela Igreja, que desde s pais da Igreja, de São Basílio a Sto. Agostinho, passando por Aquino, o Concílio de Latrão, etc., coisa que deixaria bastante desconfortável muita gente da "esquerda caviar" que faz filmes com apoio do Itaú como "Central do Brasil” e “Diários de Motocicleta" (pura rasgação de seda para Che Guevara).

No final das contas, viu-se que todos pedem patrocínios a bancos. Vorcaro parece ter patrocinado filmes de Lula e Temer, como noticia o Globo (https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/05/vorcaro-tambem-financiou-filmes-sobre-lula-e-temer.ghtml), o Novo recebeu dinheiro do pai de Vorcaro em 2022 (https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pai-de-vorcaro-doou-r1-milhao-para-partido-de-zema-em-2022/), e Flavio conseguiu impactar o Brasil todo ao deixar atônitos os entrevistadores da Globo News ao fazer voltar contra a emissora seu próprio argumento, dizendo que a emissora recebeu 160 milhões de reais de Vorcaro, ao que vieram dizer que era um contrato de patrocínio, como se o contrato de Vorcaro com a produção do filme não fosse patrocínio (https://revistaoeste.com/politica/em-entrevista-a-globo-flavio-questiona-repasse-de-vorcaro-a-emissora-e-dinheiro-sujo/) .

Aliás, Malu Gaspar f**a constrangedoramente contrariada em sua exigência moral ao falar que desde 12/07/2024 havia publicado matéria escandalosa sobre o Master, como se isso implicasse conhecimento universal da natureza deletéria de suas ações, quando Daniel Vorcaro jantou na casa de Luciano Huck em 05/08/2024, e, ainda em 2025, mais de um ano depois a Globo, em outubro de 2025, assinou o contrato de 160 milhões em patrocínio com um banco controlado pelo Master.

Não obstante, o erro de Flavio era, até ontem, não apresentar o "follow the money", o caminho do dinheiro, mostrando os depósitos no fundo e o repasse integral para a produtora. O que resolveu, em entrevista na CNN (https://youtu.be/n71P5OeSFZY?si=9Erdu5he8wCq1YZx) informando que acabou de requisitar uma prestação de contas ao fundo.

Porém, ainda que parte do dinheiro f**asse para a família, qual seria o problema? Não sabíamos que o capitalismo estava vedado apenas aos Bolsonaro e não à família Marinho, dona da Globo.

Bem, acho que até o afegão médio já entendeu que trata-se de uma falsa crise (sem ilegalidade ou imoralidade), crise esta cujo vazio transborda como substância histérica.

A inveja pe***na antecipada da esquerda com o filme se deve a que será rodado em escala mundial, todos vendo a ditadura que ocorre no Brasil e tem grande possibilidade de arrecadar milhões, muito diferentemente do filmeco sobre Lula que ninguém foi ver.

Porém, uma outra pergunta f**a no ar: todos se perguntam por que foi solto o caso agora e a resposta clara é, como bem observou o leitor Pedro Lehnen: os ditadores da "democracia de constitucionalidade relativa do STF" serão acionados para impedir a exibição do filme, como fizeram antes com o filme sobre Adélio, deixando, no entanto, passar aquela porcaria de propaganda eleitoral claríssima da escola de samba no desfile sobre Lula.

Flavio perdeu muitos pontos. Ou seja, todos aqueles pontos que f**am entre uma inteligência sensata e o QI médio de 83 do brasileiro...

Felix Soibelman

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