17/05/2020
ASPECTOS DO FATO DO PRÍNCIPE
Recentemente o Presidente Jair Messias Bolsonaro, ao tomar conhecimento da prorrogação das medidas de restrição ao comércio e indústria adotadas pelos Governos Estaduais e Municipais, alertou que estes poderiam ser responsabilizados pelo pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores eventualmente demitidos por consequência do desequilíbrio econômico que se agravaria.
E não deu outra. Referidas medidas já estão causando sérios problemas trabalhistas.
Tomando por base o artigo 486 da CLT a Rede de Restaurantes Fogo de Chão, na semana passada demitiu quase 700 empregados, e está transferindo a conta para o Governo do Estado, e o fez formalmente, justificando que tal decisão se deveu em razão do Coronavirus, e dos Decretos que a impede de exercer suas atividades.
Nas letras do referido artigo 486 da CLT, a paralização temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade Federal, Estadual ou Municipal ou por lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento de indenização, ficando esta a cargo do governo responsável.
Já imaginaram se isso vira moda?
Quem vai perder em todo esse embrulho é o trabalhador, pois, certamente a questão vai se arrastar por anos e anos, ficando o mesmo sem dinheiro e sem emprego.
Lembro de um comentário que vi na rede social, onde determinada pessoa questionava que temos que enfrentar filas para entrar no mercado ou loja, enquanto o trabalhador que depende de condução é obrigado a conviver com ônibus e trens lotados para comparecer ao seu ganha pão.
Segundo dados comentados pelo Ministro Paulo Guedes, 100 milhões de brasileiros não tem saneamento básico adequado, portanto, em muitas situações é mais seguro para o trabalhador o ambiente da empresa do que ser mantido em casa.
Não custa aos nossos governantes terem um pouco de bom senso, e deixarem de ser oportunistas, seguindo o exemplo dos europeus ou dos asiáticos, reabrindo as atividades de forma paulatina e regulamentada, pois, caso contrário as mortes aumentarão, não pela pandemia, mas sim pela fome.