20/04/2022
O que muitas vezes é esquecida, é a relação de equivalência que deve existir entre a busca de Direitos, e cumprimento de Deveres. Sem defender um lado ou outro dessa relação, é importante que ambos tenham equilíbrio em suas reivindicações perante a outra parte e consciência daquilo que está oferecendo. Sempre que uma das Partes busca ganhar vantagem sobre a outra, essa relação perde forças, respeito e causa abalo e perdas para ambos os lados. Isso ocorre em qualquer relação que temos em nossas vidas: casamento, filhos, irmãos, familiares. Quando um dos lados entrega mais do que o outro, e a relação se desequilibra, começa a desestabilizar, muitas vezes chegando ao fim. É complicado avaliar dessa forma as relações de emprego, pois é encarada de forma mais fria (quero dizer não tão afetiva, consideradas as exceções). Isso leva a busca desenfreada por direitos que muitas vezes são notórios serem inexistentes, mas nossa Justiça do Trabalho, concede. Obviamente, temos muitos casos em que os deveres foram entregues e os direitos são legítimos. O que é importante, é sabermos, de forma individual, onde começam e terminam nossos Direitos e Deveres, isso para ambos os lados. Enquanto a conscientização não ocorre, vamos ensinando e traçando medidas e estratégias para disciplinar essa relação entre empregados e empregadores, mantendo-os burocratizados e assegurando-os de não perder (ou deixar de ganhar) aquilo que lhes pertence. Cada vez mais gastando tempo de produtividade em criação de planejamento e adequações para demonstrar o equilíbrio existente entre as exigências do empregador e a entrega de seus colaboradores, evitando assim, prejuízo para um lado e benefício para outro.