17/08/2026
Começar a semana também é lembrar que presença é uma escolha.
Em um trecho emocionante, Marcos Piangers fala sobre ter crescido sem a presença do pai e sobre algo que muitas crianças ainda esperam: um abraço, uma ligação, um passeio, um “eu estou aqui”.
No Brasil, milhões de mulheres criam seus filhos sozinhas.
E muitas delas carregam, além de todas as responsabilidades, uma culpa que não deveria ser delas.
A vergonha não é de quem ficou.
A vergonha é de quem abandonou.
E aqui existe também uma questão de Direito de Família: a parentalidade não termina quando um relacionamento acaba.
A criança continua tendo direitos.
Direito ao cuidado.
À convivência familiar.
À proteção.
Ao afeto e à presença responsável de seus pais.
Por isso, se você teve um pai presente, que esteve ao seu lado, que cuidou, ensinou e participou da sua vida, valorize-o.
Diga isso enquanto há tempo.
E para quem precisou criar um filho sozinha: sua força merece respeito, não julgamento.
Que esta semana comece com uma reflexão simples: Ser pai não é apenas estar no registro. É estar na vida.
Tatiane Alves | Advogada de Família