22/08/2026
A operação “Master Capixaba”, estruturada pela Apex Partners para viabilizar a compra de uma participação de 15,5% na CVC, está sob questionamentos relacionados às regras do mercado financeiro.
Segundo a reportagem do Times Brasil | CNBC, a Anbima afirmou que “qualquer promessa de rentabilidade certa em produtos de investimento não está em conformidade” com as regras de autorregulação do setor. A CVM também afirmou que pode abrir uma apuração sobre o caso.
Na análise jurídica, Marcos Poliszezuk, sócio do Poliszezuk Advogados, afirma que a estrutura da operação levanta questões importantes sobre a exposição dos investidores ao risco.
Segundo o advogado, a Resolução CVM nº 175/2022 exige que os materiais de distribuição deem destaque à possibilidade de exposição à renda variável e que prometer rendimento mínimo garantido em um produto com essa exposição “constitui publicidade enganosa”.
Marcos também analisa a possível responsabilização do BTG Pactual em relação à due diligence realizada sobre o produto e pondera que a solidariedade “depende da demonstração de nexo de causalidade entre a omissão e os danos”.
A reportagem reúne ainda manifestações da Anbima, da CVM e de outros especialistas sobre os possíveis desdobramentos administrativos, civis e penais do caso.
Quer entender melhor as questões jurídicas envolvendo o “Master Capixaba”? Acesse o link e leia a reportagem completa no Times Brasil | CNBC.
https://timesbrasil.com.br/empresas-e-negocios/master-capixaba-cvm-anbima-apex-partners/