15/11/2025
Essa minissérie Tremembé…
Com toda a licença poética que a arte se permita, aquilo para mim parece menos obra e mais peça publicitária de criminoso. Dá até para desconfiar que, se insistirem mais um pouco, alguém vai lançar uma linha de produtos “inspirada” neles. Camiseta, caneca, bonequinho.
Mostrar o lado Humano...
Essas pessoas estão aí, vivíssimas, circulando como quem só atrasou um boleto. Jovens, bem-dispostos, com tempo de sobra para recomeçar.
Eles têm seguidores nas redes sociais.
Tem gente cuja vida foi rasgada ao meio, pela crueldade desses assassinos.
Tem o filho que vai crescer com um eco no lugar dos pais.
Tem pais que enterraram filhos e que agora convivem com o tipo de silêncio que não se resolve nem com terapia, nem com fé.
Tem uma mãe que teve a existência destroçada e só está se reerguendo porque é forte.
Enquanto isso, os assassinos levam uma rotina quase pedagógica: restaurante japonês, shopping, negócios novos, vídeos no Instagram.
E não, não sou defensor de pena de morte, tortura, nada bárbaro. Mas também não sou obrigado a engolir esse folheto de “redenção premium”. Isso aí não é justiça. É só um filme comercial, que talvez fale até mais da plateia do que dos protagonistas.