20/03/2026
O dia seguiu uma rotina intensa, como de costume. Mal percebi o tempo passar e, quando me dei conta, já era 03h da manhã.
A sala de casa virou extensão do escritório. No conforto do lar, já não se escuta barulho de telefone nem de campainha. Agora o silêncio reina, interrompido apenas pelo som ritmado, frenético e quase que impaciente, das teclas do meu notebook (confesso, às vezes eu queria conseguir digitar na mesma velocidade das ideias.)
Ufa! Mais uma defesa finalizada com estratégia, estudo, técnica… e, acima de tudo, responsabilidade.
E, ao fechar o computador, com aquela sensação maravilhosa de dever cumprido, me peguei refletindo que, ainda assim, há quem diga que honorários são caros.
Mas será mesmo verdade? Eu, particularmente discordo:
• Caro é o prejuízo de uma decisão mal conduzida.
• Caro é o risco não calculado.
• Caro é o comprometimento de estar aqui, independentemente da hora ou das circunstâncias, finalizando uma defesa que pode impactar diretamente a vida e o patrimônio de alguém.
Então reforço, honorários não remuneram apenas o trabalho visível.
Remuneram o preparo constante, a análise estratégica, a responsabilidade silenciosa… e a dedicação que ninguém vê, mas que sustenta cada resultado.
No fim das contas, advocacia nunca foi sobre preço.
É, e sempre será, sobre responsabilidade.