16/10/2019
Alguma vez você já ouvi a frase: "estamos sem moedas, você aceita balinha de troco?" ou se não "estou sem troco, posso ficar te devendo?".
Esta prática é mais comum do que imaginamos, mas traz uma série de consequências danosas à todos que com o tempo tornaram-se impercetíveis, tais como:
▶Coagir o consumidor a aceitar àquela forma de troco, sob a condição de que ao não aceitar será reprovado socialmente por outras pessoas que esperam na fila do caixa
▶ A não devolução de valores de troco menores do que 5 centavos, sob o pretexto de que o estabelecimento não possui moedas de 1 centavo
▶ Constrangimento de consumidores ao terem de exigir a devolução do troco envolvendo moedas de 1 centavo
Todos nós ja pensamos alguma vez: "É só um centavo, não irá fazer diferença" ou então "tudo bem, são só algumas balas". No entanto, sob uma análise mais profunda, essa mentalidade surgiu a partir deste tipo de prática de várias empresas que "educaram" seus consumidores a pensarem assim.
No entanto, diferente do raciocínio de 99% dos consumidores, a realidade nestes casos é essa: se uma loja retiver diariamente R$ 0,01 centavo de troco de 3.000 consumidores, em um ano, obterá um fluxo de caixa extra de R$ 9.900,00 reais, somado esse valor a 400 lojas de uma mesma rede comercial (hipermercados etc) teremos uma renda bruta não declarada de R$ 3.960.000,00 reais durante este 1 ano.
Sob o ponto de vista da lei as coisas mudam.
Estas práticas podem configurar não apenas o delito de apropriação indébita, mas também o de lavagem de capitais, uma vez que o valor pego indevidamente dos consumidores será ocultado ou reaproveitado pelo estabelecimento comercial que tem o preço psicológico como estratégia de marketing.
Se você foi coagido a aceitar as famosas balinhas como troco, constrangido de qualquer forma por exigir o seu troco correto, ou não recebeu o seu troco, entre em contato através do WhatsApp (11) 95166-4892.
Lembre-se: as empresas só têm este tipo de comportamento porque 99% dos consumidores permitem. Faça parte daquele 1% que muda a forma como as empresas nos enxergam.