06/08/2026
Achar que o dinheiro sumiu só porque foi para a conta da empresa? Um erro clássico.
Muitos empresários e profissionais liberais acreditam que, para blindar o patrimônio no divórcio, basta deixar o dinheiro "escondido" no caixa da pessoa jurídica ou simular empréstimos para a própria empresa.
Só que a Justiça não é boba.
No regime de Comunhão Parcial de Bens, embora a empresa tenha uma personalidade jurídica própria, as cotas dessa sociedade e os lucros acumulados durante o casamento pertencem aos dois.
Como a verdade aparece no processo:
Desconsideração Inversa da Personalidade Jurídica: Se houver indícios de que o ex está usando a empresa para ocultar patrimônio pessoal, o juiz pode quebrar essa barreira e buscar o dinheiro direto na conta da firma.
Perícia Contábil e Ofícios: Cruzamento de notas fiscais, faturamento real, prolabore maquiado e movimentações bancárias suspeitas deixam rastros claros para um advogado especialista.
Apuração de Haveres: O cônjuge que não faz parte da gestão tem direito a receber o valor equivalente à metade das cotas sociais e dos lucros retidos no período da união.
Tentar asfixiar financeiramente o outro lado usando a estrutura da empresa pode configurar fraude e gerar penalidades graves no tribunal.