25/10/2023
🧹 Um dos grandes desafios para a erradicação do trabalho infantil doméstico é a sua invisibilidade e naturalização pela sociedade. As crianças e adolescentes que prestam serviços dentro do ambiente residencial, seja em sua própria casa ou na de terceiros, constituem um grupo invisível que se insere no espaço da esfera privada da família, dificultando a fiscalização e a sua identificação.
As promessas de melhoria de vida e o falso discurso de pertencimento à família empregadora atraem milhares de crianças e adolescentes para uma situação de exploração e vulnerabilidade, tornando-a sujeitas a diversas formas de violência, entre elas a condições análogas à de escravo, marcadas por longas jornadas de trabalho, exposição a abusos físicos, psíquicos e até mesmo se***is, afastamento da família e da convivência comunitária; e violação aos direitos à educação e ao lazer.
🤚🏾 Todas essas violações são faces da invisibilidade e da naturalização do trabalho infantil doméstico.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, de 2004 a 2023, aproximadamente, 980 crianças e adolescentes em condições de trabalho degradantes foram resgatados(as) do trabalho infantil análogo ao de escravo no Brasil.
Não existe final feliz com o trabalho infantil doméstico. 🛑
Mas nós podemos mudar essa realidade.
👉 Denuncie o trabalho infantil doméstico! Disque 100 ou acesse mpt.mp.br e ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br. Uma campanha do MPT (), OIT (), JUSTIÇA DO TRABALHO e MTE (). Apoio FNPETI ().