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Hoje é dia de homenagear quem transforma números em informação, organização e decisões mais seguras.Aos contadores e pro...
22/09/2026

Hoje é dia de homenagear quem transforma números em informação, organização e decisões mais seguras.

Aos contadores e profissionais da área, nosso reconhecimento pelo trabalho essencial e pela parceria que fortalece tantos negócios. 📊

🏠 Em contratos de locação, é comum que o locatário realize obras e reformas no imóvel durante a vigência do contrato. Qu...
21/09/2026

🏠 Em contratos de locação, é comum que o locatário realize obras e reformas no imóvel durante a vigência do contrato. Quando a locação chega ao fim por inadimplemento, surge a discussão sobre a possibilidade de permanecer no imóvel até ser indenizado pelas benfeitorias realizadas.

O art. 35 da Lei nº 8.245/1991 (Lei do Inquilinato) prevê, em determinadas hipóteses, a indenização pelas benfeitorias e o direito de retenção. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), contudo, decidiu que o locatário inadimplente não pode utilizar esse direito para permanecer na posse do imóvel.

No julgamento do REsp 2.233.373/GO, sob relatoria da ministra Nancy Andrighi, o colegiado destacou que o direito de retenção pressupõe posse de boa-fé. Embora o locatário possa manter eventual direito à indenização pelas benfeitorias comprovadamente realizadas, esse crédito não lhe permite reter o imóvel como forma de garantia.

No caso concreto, a locatária deixou de pagar os aluguéis devidos, mas pretendia permanecer no imóvel até o recebimento da indenização pelas benfeitorias. O STJ entendeu que o inadimplemento da obrigação principal do contrato de locação impede que o próprio descumprimento seja utilizado como fundamento para prolongar a posse.

A decisão não afasta eventual direito à indenização pelas benfeitorias, mas apenas impede sua utilização como fundamento para retenção do imóvel. O entendimento reforça, ainda, que o direito de retenção não é absoluto e deve observar a boa-fé objetiva e a vedação ao enriquecimento sem causa.

Do ponto de vista contratual, a decisão reforça a importância de disciplinar de forma clara a realização, autorização e indenização de benfeitorias, especialmente em locações empresariais, nas quais os investimentos na adaptação do imóvel podem ser significativos.

🔍 Fonte: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial nº 2.233.373/GO.

✍️ Por: Nicole Finger Corrêa - OAB/RS 137.580

Que o orgulho de ser gaúcho esteja sempre presente e que nossas tradições sigam fazendo parte do nosso dia a dia.Feliz D...
20/09/2026

Que o orgulho de ser gaúcho esteja sempre presente e que nossas tradições sigam fazendo parte do nosso dia a dia.

Feliz Dia do Gaúcho! 🧉

Que o orgulho de ser gaúcho esteja sempre presente e que nossas tradições sigam fazendo parte da nossa história. Feliz D...
20/09/2026

Que o orgulho de ser gaúcho esteja sempre presente e que nossas tradições sigam fazendo parte da nossa história.

Feliz Dia do Gaúcho! 🧉

🏠 O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Terceira Turma, decidiu ser legítima a cobrança de taxas por condomí...
16/09/2026

🏠 O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Terceira Turma, decidiu ser legítima a cobrança de taxas por condomínio constituído em parcelamento irregular quando demonstrado que o proprietário do imóvel teve ciência dos encargos e anuiu expressamente, por escrito, com a obrigação de contribuir.

O caso teve origem em ação de cobrança proposta para o recebimento de cotas referentes a período aproximado de cinco anos. Embora o pedido tenha sido inicialmente julgado improcedente, o Tribunal de origem reformou a sentença ao reconhecer que a proprietária havia manifestado expressamente sua concordância com a cobrança das taxas.

No julgamento do recurso especial, o STJ afastou a aplicação automática dos entendimentos consolidados no Tema 492 do Supremo Tribunal Federal e no Tema 882 do próprio STJ. Segundo o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a aplicação de precedentes exige a verificação de sua efetiva aderência aos elementos fáticos e jurídicos do caso concreto.

Os precedentes invocados pela proprietária protegem, em regra, a liberdade de associação daqueles que não anuíram à obrigação de contribuir com entidades associativas. No caso analisado, entretanto, o Tribunal verificou a existência de consentimento voluntário e expresso quanto à assunção da obrigação, circunstância suficiente para distinguir a situação concreta dos entendimentos anteriormente firmados pelas Cortes Superiores.

O relator também afastou a alegação de coisa julgada, destacando que a nova cobrança estava relacionada a período posterior e fundamentada em fatos e circunstâncias jurídicas distintos daqueles analisados no processo anterior.

Com isso, o STJ reafirmou a relevância da autonomia da vontade e da manifestação expressa das partes na constituição de obrigações. Demonstrada a anuência voluntária do proprietário, a obrigação assumida contratualmente pode legitimar a cobrança, ainda que a discussão envolva entidade constituída em contexto diverso do condomínio edilício tradicional. Leia o texto completo no site. Link na bio 🔗

✍️ Por: Tatiany Palma Cohen - OAB/RS 141.780

🏠 O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Terceira Turma, decidiu ser legítima a cobrança de taxas por condomí...
16/09/2026

🏠 O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Terceira Turma, decidiu ser legítima a cobrança de taxas por condomínio constituído em parcelamento irregular quando demonstrado que o proprietário do imóvel teve ciência dos encargos e anuiu expressamente, por escrito, com a obrigação de contribuir.

O caso teve origem em ação de cobrança proposta para o recebimento de cotas referentes a período aproximado de cinco anos. Embora o pedido tenha sido inicialmente julgado improcedente, o Tribunal de origem reformou a sentença ao reconhecer que a proprietária havia manifestado expressamente sua concordância com a cobrança das taxas.

No julgamento do recurso especial, o STJ afastou a aplicação automática dos entendimentos consolidados no Tema 492 do Supremo Tribunal Federal e no Tema 882 do próprio STJ. Segundo o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, a aplicação de precedentes exige a verificação de sua efetiva aderência aos elementos fáticos e jurídicos do caso concreto.

Os precedentes invocados pela proprietária protegem, em regra, a liberdade de associação daqueles que não anuíram à obrigação de contribuir com entidades associativas. No caso analisado, entretanto, o Tribunal verificou a existência de consentimento voluntário e expresso quanto à assunção da obrigação, circunstância suficiente para distinguir a situação concreta dos entendimentos anteriormente firmados pelas Cortes Superiores.

O relator também afastou a alegação de coisa julgada, destacando que a nova cobrança estava relacionada a período posterior e fundamentada em fatos e circunstâncias jurídicas distintos daqueles analisados no processo anterior.

Com isso, o STJ reafirmou a relevância da autonomia da vontade e da manifestação expressa das partes na constituição de obrigações. Demonstrada a anuência voluntária do proprietário, a obrigação assumida contratualmente pode legitimar a cobrança, ainda que a discussão envolva entidade constituída em contexto diverso do condomínio edilício tradicional. Leia o texto completo no site. Link na bio 🔗

🔍 Fonte: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial nº 1.899.963/SP.

✍️ Por: Tatiany Palma Cohen - OAB/RS 141.780

🌱 O Conselho Monetário Nacional (CMN), em 4 de setembro de 2026, editou a Resolução nº 5.340/2026, que autoriza as insti...
10/09/2026

🌱 O Conselho Monetário Nacional (CMN), em 4 de setembro de 2026, editou a Resolução nº 5.340/2026, que autoriza as instituições financeiras a criar linha de crédito rural destinada à composição de dívidas que não foram enquadradas na Resolução nº 5.330/2026.

A nova resolução contempla operações que haviam sido prorrogadas nos termos da Resolução nº 5.330/2026, mas que posteriormente se tornaram inadimplentes em razão da não formalização da composição dentro do prazo de 30 dias previsto na regulamentação. Também são alcançadas operações renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, com vencimento entre 15 de agosto de 2026 e a data de publicação da nova resolução, que tenham entrado em inadimplência nesse período.

Nessas situações, a nova linha de crédito deverá observar, em regra, os limites, encargos e prazos previstos na Resolução nº 5.330/2026, conforme o porte do produtor, permanecendo necessária a comprovação das perdas e da redução da renda por meio de laudo técnico. A contratação, contudo, está sujeita à análise e às condições estabelecidas pela instituição financeira.

Outra possibilidade relevante é a utilização de recursos livres para a composição das dívidas quando os recursos controlados estiverem esgotados. Nessa hipótese, os encargos financeiros poderão ser livremente pactuados, com taxas prefixadas ou pós-fixadas. A nova linha poderá ter prazo de reembolso de até oito anos, com primeira amortização do principal dois anos após a contratação.

A Resolução estabelece, ainda, regras específicas para determinadas renegociações envolvendo operações dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNE, FNO e FCO). São contempladas algumas operações renegociadas ou prorrogadas entre 1º de junho e 15 de julho de 2026, além de determinadas operações contratadas até 31 de dezembro de 2025 que permaneciam inadimplentes em 15 de julho de 2026. Veja o texto completo no site. Link na bio 🔗

✍️ Por: Alyce de Souza Cruz – OAB/RS 140.082
🔍 Fonte: Resolução CMN 3.540/2026

🔸 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça definiu, por maioria de votos (3 a 2), que a regra de impenhorabilida...
09/09/2026

🔸 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça definiu, por maioria de votos (3 a 2), que a regra de impenhorabilidade das quotas-partes de cooperativas de crédito não impede que a própria instituição promova a constrição judicial desses valores, para quitar débitos do associado devedor.

A penhora de quotas de cooperativas era aceita pela jurisprudência brasileira, até a promulgação da Lei Complementar 196/2022, que alterou a legislação do setor para torná-las impenhoráveis, buscando proteger o sistema associativo da intervenção de terceiros. Contudo, prevaleceu a tese do relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, de que essa blindagem legal serve unicamente para evitar o ingresso forçado de pessoas estranhas ao quadro de cooperados.

Como, no caso analisado, a cobrança é realizada pela própria cooperativa, a medida desenvolve-se no âmbito interno da relação associativa. Assim, a decisão autoriza a penhora, desde que sejam observados os estatutos sociais e as exigências do Banco Central sobre a preservação do patrimônio mínimo, uma vez que, de acordo com a Corte, a previsão legislativa não pode impedir que a própria instituição faça a constrição, para quitar dívida de seus cooperados.

O entendimento delimita o alcance da impenhorabilidade prevista na LC 196/2022, fixando um novo parâmetro para a interpretação do tema e para a gestão das relações no sistema cooperativo.

🔍 Fonte: REsp 2.210.161/SP.

✍️ Por: Raphaella Scheffer, OAB/RS 131.065 - Núcleo Societário

💳 A Receita Federal informou que a implementação obrigatória do split payment nas operações entre empresas (B2B) ocorrer...
03/09/2026

💳 A Receita Federal informou que a implementação obrigatória do split payment nas operações entre empresas (B2B) ocorrerá apenas em 2028, e não mais em 2027, como inicialmente previsto. Isso porque, apesar de a plataforma tecnológica do Fisco estar prevista para o início de 2027, a obrigatoriedade dependerá da integração gradual dos meios de pagamento e das instituições financeiras ao sistema.

Para além disso, é importante destacar que, durante o período de transição, a Receita Federal disponibilizará o Recolhimento pelo Adquirente (RAD), modalidade em que o comprador recolhe diretamente o tributo da operação, permitindo a apropriação mais rápida dos créditos tributários.

Já no que se refere aos demais prazos e obrigatoriedades estabelecidos pela Reforma Tributária, cabe destacar que a CBS permanece com previsão de implementação no início de 2027, e as empresas optantes pelo Simples Nacional que desejarem aderir ao regime híbrido, com aproveitamento de créditos, com a exigência de formalizar essa opção até o final de setembro de 2026 para produção de efeitos no primeiro semestre de 2027.

O adiamento do split payment, portanto, representa apenas a postergação da nova sistemática de arrecadação, e não da implementação da reforma tributária. Na prática, a medida concede mais tempo para que empresas, instituições financeiras e meios de pagamento adaptem seus sistemas e processos, sem alterar o cronograma de entrada em vigor da CBS e das demais obrigações decorrentes da reforma.

✍️ Bruno Rodrigues Dias - OAB/RS 141.478 - Núcleo Tributário

📑 É comum que o empresário, ao alugar um imóvel para instalar seu negócio, precise investir em reformas ou até construir...
02/09/2026

📑 É comum que o empresário, ao alugar um imóvel para instalar seu negócio, precise investir em reformas ou até construir estruturas do zero, como no caso de um terreno vazio. Muitos contratos de locação já preveem que o locatário renuncia ao direito de ser indenizado por essas melhorias ao final do contrato, e o STJ reconhece que essa cláusula é válida. A dúvida é se essa renúncia também vale quando o locatário constrói algo novo, e não apenas reforma o que já existia.

Juridicamente, há diferença entre “benfeitoria” (melhoria feita em algo que já existe) e “acessão” (construção nova, erguida do zero). A lei determina que cláusulas de renúncia devem ser interpretadas de forma restrita, ou seja, na dúvida, o locatário tem direito a ser indenizado por aquilo que construiu.

No caso julgado pela Quarta Turma do STJ (REsp 1.899.963/SP, em 4 de agosto de 2026), o locatário alugou um terreno vazio e construiu quadra, vestiários, loja, depósito e banheiros. O contrato falava apenas em renúncia a “benfeitorias”, sem mencionar construções novas. Ainda assim, o STJ entendeu, por maioria, que a cláusula abrangia tudo o que foi construído e negou a indenização ao locatário.

A decisão mostra que o risco não está apenas em saber a diferença técnica entre reforma e construção nova, mas também em como o contrato foi redigido. Antes de investir em melhorias ou construções em imóvel alugado, vale revisar o contrato com atenção e, se necessário, deixar claro por escrito o que será ou não indenizado ao final da locação.

Veja o texto completo no nosso site. Link na bio 🔗

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