04/07/2026
💡A Inteligência Artificial faz parte da rotina de muitas empresas. Ela ajuda a automatizar tarefas, analisar dados, melhorar processos e apoiar decisões.
Mas esse avanço também traz uma preocupação importante: como usar essas tecnologias sem violar a Lei Geral de Proteção de Dados?
A LGPD traz princípios que devem ser respeitados também quando a empresa utiliza sistemas de Inteligência Artificial.
Isso significa que o uso da IA deve observar princípios como finalidade, necessidade, transparência, segurança, prevenção e responsabilidade. Em outras palavras, a empresa precisa saber por que está usando dados pessoais, quais dados são realmente necessários, como eles são protegidos e quem responde por esse uso.
Além disso, quando a Inteligência Artificial participa de decisões que podem afetar pessoas, como consumidores, clientes, colaboradores ou parceiros, o cuidado deve ser ainda maior.
A LGPD também prevê direitos relacionados a decisões automatizadas, especialmente no artigo 20. Por isso, é importante que as empresas adotem medidas de transparência, permitam a revisão de determinadas decisões e mantenham controles internos sobre o uso dessas ferramentas.
Nesse cenário, a governança em IA passa a ser essencial. Isso envolve criar regras internas, avaliar riscos, definir responsáveis, controlar o uso dos dados, revisar os sistemas utilizados e documentar as decisões tomadas pela empresa.
A ANPD também vem acompanhando esse tema e já destacou que a regulação da Inteligência Artificial deve caminhar junto com a LGPD, fortalecendo a proteção de dados e a responsabilidade das empresas.
Portanto, o avanço da Inteligência Artificial nas empresas deve ser acompanhado do devido cuidado jurídico e boas práticas de governança internas.