02/06/2023
“Nosso artigo, publicado hoje - 02/06/23 -, no Diário de Santa Maria, intitulado “Não se preocupem, é só uma narrativa direitista”
Segue a versão em word para facilitar a leitura dos amigos que desejarem me honrar com a leitura, análises, comentários, críticas, etc.., tudo dentro do espírito democrático e republicano:
NÃO SE PREOCUPEM, É SÓ “NARRATIVA DIREITISTA”
Na década de 60, a geopolítica no planeta era a de dois blocos de poder em disputa, de um lado os EUA e de outro a URSS. Cada um dos lados da força intencionava estender seu raio de influência para o maior número de aliados possíveis. Enquanto o plano dos EUA era levar a doutrina liberal, a qual está alicerçada em preceitos democráticos, livre mercado, liberdade de imprensa, de opinião e democracia, o outro bloco liderado pela URSS intencionava também expandir sua influência e levar a doutrina comunista, com partido único, sem liberdade, inexistência de liberdade econômica, com uma economia totalmente controlada pelo Estado, além de controle com mão de ferro da população e todo o horror representado por uma ditadura comunista.
A esquerda brasileira e seus intelectuais de araque, até hoje negam a intenção e a forte presença de agentes soviéticos, especialmente da KGB, em território brasileiro e a intenção de se instalar uma ditadura do proletariado no Brasil, mesmo que após a queda do Muro de Berlin – 1989 – e a derrocada da URSS, vários arquivos das antigas repúblicas soviéticas foram abertos, com documentos que comprovam a forte presença de agentes da KGB no Brasil na época, a negativa continua, pois seria apenas uma “narrativa direitista”.
Embora com o descortinamento para o mundo ratificando o fracasso da doutrina socialista/comunista a partir de 1989, o “ovo da serpente” nunca morreu, embora isto também sempre é taxado de “narrativa direitista”.
Na década de 90 é fundado o Foro de São Paulo, a partir de encontro entre partidos de esquerda da América Latina, sendo que até pouco tempo se negava a existência de tal Entidade, sempre se creditando à “narrativa direitista”, quando hoje se fala abertamente sobre sua existência e seus objetivos, que é instalar o socialismo nos países do Continente Sul-americano.
Hugo Chaves é retirado da prisão e levado à Presidência da Venezuela, assumindo um país próspero a partir da riqueza proporcionada pelas maiores reservas de petróleo do planeta. Chaves passa a usar o dinheiro do petróleo para sustentar uma agenda socialista e implementar o que ele chamou de socialismo do século XXI. Conseguiu destruir a economia venezuelana, transformando o que era chamado de Arábia Saudita da América, em um país pobre, além de ter destruído todos os fundamentos democráticos e culminando com a hoje conhecida ditadura de Nicolas Maduro, que cada vez mais leva à Venezuela e seu povo a um estado de calamidade, com a maior fuga de população de um país da América de todos os tempos.
Enquanto isto, as redações de jornais, classe artística comprada com verbas estatais e pseudos intelectuais que idolatram os preceitos socialistas, mas não vivem sem todo o luxo e conforto que só o capitalismo é capaz de proporcionar, asseguram que socialismo ou comunismo é “apenas narrativa direitista”.
Em sua obsessão de implementar o socialismo na América Latina Hugo Chaves fundou a URSAL – União das Republicas Socialistas da América Latina -, cujo objeto é justamente implantar o socialismo na América Latina, mas segundo os “progressistas” tupiniquins, isto não passa de “narrativa direitista”.
Lula, com inúmeras condenações e com farta prova de diversos crimes, após confirmação de sua condenação por três instâncias do Judiciário, o STF o retira da prisão, tal como Chaves, e é reconduzido à Presidência em uma eleição onde STF e TSE foram verdadeiros aliados partidários, sendo que a principal agenda do atual Presidente é financiar países aliados da agenda socialista com recursos do BNDS, mas não se preocupem, socialismo/comunismo é só uma “narrativa direitista”.