10/03/2024
Pensei muito antes de publicar, porque não gosto de exposição, mas acredito que posso lançar algumas ideias para servir de reflexão, o que poderá auxiliar nossos educandos.
Hoje, ao completar 54 (cinquenta e quatro) anos de magistério, meus pensamentos se voltam a Escola Estadual Petituba, onde iniciei minha trajetória em 10.03.1970, pela mão do nosso saudoso Prof. Renato Alves da Luz, há época, Delegado de Educação e ao mesmo tempo Diretor da ESEF/FISC, da qual fiz parte como aluna da primeira turma, juntamente com sua querida filha, Tais Brandi da Luz.
Naquela época foram muitas as dificuldades, mas nada superou minha vontade de trabalhar e lutar por uma educação de qualidade, cujo lema me acompanha por todos estes anos, que circulei pelo ensino fundamental, médio, técnico e agora ensino superior.
Se me permitem, a educação não se faz como forma de auto promoção, com interesses estranhos a ela, ao contrário, precisa ser leve, e com um foco exclusivamente na pessoa humana, que está em desenvolvimento e que foi colocada em nosso caminho.
Importante dizer que educação de faz com empatia, acolhimento, amorosidade, generosidade, diálogo, fraternidade, enfim, todos os sentimentos que nos permite aproximar dos nossos alunos, sem deixar de lado a valorização pessoal do educando, quer seja na educação infantil, até o ensino superior, e como eu costumo referir, junto aos nossos “pequenos” ou “grandinhos”.
Também é necessário perceber quais as necessidades daquele que foi colocado em nossa trajetória, tais como limites, elogios, puxões de orelhas, aconselhamento, cobrança, ou um simples abraço, enfim ser sensível ao que este ser humano espera de você e da educação como um todo, lembrando que todos são completamente diferentes. Se não olharmos sob esta ótica, percebendo as diferenças, não estaremos seguindo nossa missão de educador.
Lembrando ainda que precisamos refletir se, somos professores ou estamos professores...Sugiro que não se filiem a ideia mal formulada: “se nada der certo, vou ser professor”, porque a frustração será inevitável e o resultado será uma tragédia.
Precisamos estar alertas a tudo que nos proporciona este mundo contemporâneo, onde a facilidade de comunicação provoca o transito livre das mais diversas informações, e que estas podem transformar muitas vidas, mas enquanto professores, precisamos ficar atentos, permitindo que nosso aluno confie, se sinta amparado e busque no professor, a melhor das alternativas, para suas escolhas.
Não quero dizer com isso que somos milagrosos que estamos em um patamar superior a qualquer sistema e programas, ao contrário, o que deve ser considerada é a experiência e a maturidade, que precisamos ter ao escolher ser professor, e isto deve ser visível a todos, para que possamos dar suporte a quem precisa de nosso amparo.
Dizer que precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, é muito importante, mas como mudar este mundo para que ele se torne melhor? Eu respondo com absoluta convicção, parafraseando Paulo Freire que só conseguiremos fazê-lo através da educação, porque “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”
Muitas vezes percebemos pessoas mal preparadas, com foco totalmente oposto à educação e ao educando, e digo isso porque observo muitas situações que me deixam deveras temerosa com o rumo que a educação possa ter, quando esta é utilizada absolutamente para fins comerciais, político partidário, eleitoreiros e o pior para promoção pessoal e que vem em prejuízo daquele que está em formação.