15/03/2018
As palavras "... condenadas desde sempre.." na chamada do texto desta reportagem nos leva a pensar e nos traz à lembrança o nosso Cecéu. Segundo Agrippino Grieco, "o artista de mais rica virtuosidade descritiva que já houve entre nós, o nosso primeiro regente de orquestra poética, o rei das cores e dos esplendores, mostrou-se também um sequioso de verdade, um esfomeado de justiça."
Nasce em 1847, em Cabaceira-BA, Castro Alves,o poeta dos escravos. Quando o Brasil ainda atravessava um período de agitações políticas, que perturbaram por vários meios a vida nacional até o sangrento desfecho da Revolução Praieira. Entre 1850 e 1860 o problema do negro tomara outros aspectos. Mas a condição humana AINDA não tinha mudado. Já repercutiam as vibrantes vozes que, dentro e fora do Parlamento, pregavam a extinção do cativeiro. O governo imperial, porém, se não permaneceu indiferente a tais clamores, estava advertido, por seus conselheiros, de que essa medida seria desastrosa à economia ainda incipiente do país, se fosse decretada de maneira radical. Era preciso esperar... Mas até quando? Será que o povo não está sequioso de verdade e esfomeado de justiça hoje, agora?
A História não mostra o povo brasileiro como carneiros indo para o abate - todo o tempo. Mas estamos numa crise de orfandade, desamparo, final de reta, a farinha acabou, a cerveja esquentou, perdeu, perdeu, foi uma bala perdida! (...) Desculpe, Cecéu. Fato é que a condição humana não tem coisa alguma de humanidade.
Las historia de una rapera, una profesora y una modista ilustran la lucha de las mujeres negras en Brasil, condenadas desde siempre al trabajo doméstico