31/03/2021
"Como quase todos no Tribunal reconhecem hoje, conciliar os decretos do governador com nossas regras tradicionais da Primeira Emenda não é uma tarefa fácil. As pessoas podem se reunir em períodos prolongados em estações de ônibus e aeroportos, em lavanderias e bancos, em lojas de ferragens e lojas de bebidas alcoólicas. Não existe aparente razão pela qual as pessoas não podem se reunir, com restrições idênticas, em igrejas ou sinagogas, especialmente quando as instituições religiosas deixaram claro que
estão prontas, capazes e dispostas a seguir todas as precauções de segurança exigidas de atividades "essenciais" e talvez mais além.
A única explicação para o tratamento diferenciado das religiões parece ser um julgamento de que o que acontece lá simplesmente não é tão "essencial" quanto o que acontece nos espaços seculares. Na verdade, o governador é extremamente franco
sobre isso: Em seu julgamento, lavanderia e bebida, viagens e ferramentas, são todas "essenciais" enquanto os exercícios religiosos tradicionais não são. Esse é exatamente o tipo de discriminação que a Primeira Emenda proíbe." (Neil Gorsuch - US Supreme Court No. 20A87 - ROMAN CATHOLIC DIOCESE OF BROOKLYN,NEW YORK v. ANDREW M. CUOMO,GOVERNOR OF NEW YORK
ON APPLICATION FOR INJUNCTIVE RELIEFNovember 25,2020)