Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais - AATR/Bahia

Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais - AATR/Bahia A AATR presta assessoria jurídica popular às organizações e movimentos populares no estado, com especial atenção aos trabalhadores rurais.

A ação da AATR visa fortalecer duas dimensões presentes em sua atuação: uma dimensão associativa e outra de assessoria popular. O associativismo é trabalhado, sobretudo, através do Programa de Estágio e da criação de espaços coletivos de reflexão, colaboração e deliberação do corpo associativo, como assembléias, reuniões ampliadas, Semanas da Terra, elaboração de textos, realização de etapas de ed

ucação jurídica popular, entre outros. Já no campo da assessoria popular, buscamos atuar através de quatro eixos:


Educação Jurídica Popular
Políticas Públicas e Participação Popular
Reforma Agrária e Direitos Territoriais
Desenvolvimento, Trabalho e Justiça Ambiental

Todos os nossos programas são desenvolvidos de modo articulado entre si, abarcando 05 (cinco) linhas de ação: Formação e educação jurídica popular, Articulação e fortalecimento de parcerias, Assessoria Judicial-administrativa, Uso jurídico-político da comunicação e Fortalecimento institucional. E, dentro de todos os programas e linhas de ação, trabalhamos com 4 elementos estruturantes que permeiam transversalmente toda a atuação da AATR: classe, raça, gênero,etnia.

No Brasil, a segregação racial não foi formalizada por um regime de apartheid, como na África do Sul, no entanto, a legi...
21/03/2026

No Brasil, a segregação racial não foi formalizada por um regime de apartheid, como na África do Sul, no entanto, a legislação brasileira criou uma série de barreiras para impedir o acesso igual de pessoas negras a direitos.

A lei de Terras de 1850, determinava que a única forma de adquirir terra era por meio da compra, fechando os olhos para a posse histórica e o trabalho de pessoas negras e indígenas. Essa lei oficializou o monopólio da terra nas mãos das elites, criando um abismo que persiste até hoje como uma ferida aberta: o racismo fundiário, conceito proposta pela professora Tatiana Emília Dias Gomes:

"Considerando todos esses elementos, proponho a ideia de racismo fundiário para tratar dessa complexa rede que articula ações violentas dos(as) brancos(as) contra os corpos, as culturas, os territórios e bens ambientais de negros(as) e índios(as), as formas jurídicas limitadoras e ceifadoras dessas cosmovisões, os estrangulamentos orçamentários e políticas estatais vocacionadas a fortalecer seus empreendimentos predatórios, a pilhagem secular de corpos, minérios, saberes etc. e projetos de mundo." Tatiana Emília Dias Gomes, “Racismo fundiário: a elevadíssima concentração fundiária no Brasil tem cor”, disponível em

Como resultado, as comunidades negras, quilombolas e indígenas do foram excluídas do acesso à terra e empurradas para as periferias e áreas de risco, onde são as primeiras vítimas de desastres ambientais e das de ameaças resultantes das mudanças climáticas.

Exigir justiça racial é, inevitavelmente, exigir reforma agrária, titulação dos territórios quilombolas, de povos e comunidades tradicionais e recursos para enfrentar o racismo ambiental e fundiário.

ERRAMOS: Nesse material, há um conceito desenvolvido pela professora Tatiana Emília Dias Gomes, , assessora jurídica popular, afirmamos nosso respeito à produção acadêmica e ao destacado trabalho feito pela professora e intelectual, não só no âmbito acadêmico, mas também no campo das lutas sociais. Pelo ocorrido, pedimos desculpas.

Vitória Geraizeira 👩🏾‍🌾🧑🏾‍🌾✊🏾O dia raiou com a justiça se fazendo valer para as/os geraizeiras/os de Formosa do Rio Pret...
20/03/2026

Vitória Geraizeira 👩🏾‍🌾🧑🏾‍🌾✊🏾

O dia raiou com a justiça se fazendo valer para as/os geraizeiras/os de Formosa do Rio Preto, Oeste da Bahia, em um litígio iniciado há 5 anos. “Havendo dúvidas razoáveis, fundamentadas em contradições testemunhais e em um contexto de hostilidade declarada que antecede os fatos, a ordem constitucional impõe a aplicação do princípio do in dubio pro reo (“Na dúvida, a favor do réu”). Assim, o juízo da Vara Agrária de Formosa do Rio Preto absolveu os/as Geraizeiros/as de denúncia realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em 2021.

Essa é uma vitória emblemática dos/as Geraizeiros/as em face das reiteradas tentativas de criminalização das comunidades na sua luta pelo território. A sentença, além de reconhecer o ambiente de hostilidade vivido pelas comunidades, sobre a acusação ainda afirma que: “a jurisprudência pacífica dos Tribunais Superiores exige que tais relatos sejam firmes, coerentes e amparados”.

Além da invasão do território que remonta à década de 70, há mais de 20 anos, as comunidades convivem com um litígio sobre o território tradicional e criminalização das lutas em relação ao empreendimento Condomínio Cachoeira do Estrondo.

Agora as comunidades, que vivem no centro da expansão da Fronteira Agrícola, têm convivido com o avanço da especulação e compra ilegais das terras dentro do território. Trata-se das comunidades rurais tradicionais geraizeiras de Cachoeira, Marinheiro, Cacimbinha/Arroz, Gatos e Aldeia/Mutamba, todas localizadas à margem direita do Rio Preto, zona rural do município de Formosa do Rio Preto.

🔌🌿 Encontro - Linhas de TransmissãoNo dia 07 de março, a AATR marcou presença em atividade realizada pelo Instituto Regi...
18/03/2026

🔌🌿 Encontro - Linhas de Transmissão

No dia 07 de março, a AATR marcou presença em atividade realizada pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA). Na ocasião, pudemos falar com as comunidades presentes sobre Consulta Prévia, Livre e Informada (Convenção 169 da OIT) no contexto de Linhas de Transmissão.

Durante o encontro, realizado na zona rural de Juazeiro- BA, a Educação Jurídica Popular foi vivenciada na prática através do compartilhamento de saberes que potencializam a resistência comunitária frente aos diversos assédios para permanecerem em seus territórios.

Falamos ainda sobre a diferença entre consulta e audiência pública, os desafios da regularização fundiária e os riscos escondidos em contratos unilateralmente vantajosos que são apresentados por grandes corporações.

Um dos pontos mais importantes foi a oportunidade de, a partir da escuta das comunidades, encontrar ferramentas para que elas tenham autonomia de realizarem a análise de risco e como proceder a partir daí. Com o diálogo junto à assessoria jurídica da AATR sobre Protocolos de Consulta e licenciamento, as lideranças saíram mais fortalecidas para atuarem na defesa de seus direitos. ✊🏾⚖️

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  🙎🏽‍♀️👩🏾‍🌾✊🏾Tecendo o futuro Com tradição e habilidade, as mãos das mulheres costuram e mantêm a união de seus territór...
08/03/2026

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Tecendo o futuro

Com tradição e habilidade, as mãos das mulheres costuram e mantêm a união de seus territórios há muitas gerações. Nossas ancestrais pintaram e bordaram para garantir a liberdade de seus corpos e direitos que nos garantem vez e voz.

Os desafios continuam se colocando como abismos que, por vezes, parecem intransponíveis. Mas assim como na arte do bordado, seguiremos, ponto a ponto, tecendo vitórias pela vida.

2026 tem exposto casos chocantes de violência, por outro lado, a Justiça se fez valer no caso de Marielle e aguardamos que também seja feita no caso de Mãe Bernadete, que será julgado em breve, e de Nega Pataxó, que aguarda julgamento. Esse ano também é decisivo na política institucional, onde ainda temos muita linha para bordar, uma vez que representamos menos de 18% das vagas do Congresso Nacional e somos apenas 2 mulheres entre 27 governantes.


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4º Encontro Juristas Leigos ⚖️👨🏾‍🌾🌿🧡Com entusiasmo e grande alegria, a AATR reuniu egressos e egressas do programa Juris...
27/02/2026

4º Encontro Juristas Leigos ⚖️👨🏾‍🌾

🌿🧡Com entusiasmo e grande alegria, a AATR reuniu egressos e egressas do programa Juristas Leigos, associados/as e representantes das organizações parceiras, comunidades e movimentos sociais para o 4º Encontro Juristas Leigos!

A iniciativa, que aconteceu em Salvador entre os dias 20 e 22 de fevereiro, foi marcada pelo calor dos abraços e reencontros emocionantes de quem navega pelo mesmo rio há muitas marés. Os/as participantes relembraram suas trajetórias e como a formação foi fundamental para o conhecimento e reconhecimento de seus direitos e a permanência de suas comunidades em territórios ameaçados pela grilagem e/ou outras violações.

O evento também foi uma oportunidade para a AATR ter retornos e avaliações sobre a metodologia trabalhada nas ações de educação jurídica popular e para ouvir propostas sobre o futuro do Juristas Leigos, que está rumo a completar 35 anos.

📍 O programa Juristas Leigos é desenvolvido pela AATR desde 1992 e já formou mais de 40 turmas, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Maranhão, Tocantins e Piauí.

⏩ Arraste para o lado e veja alguns registros do encontro!

🎊🥁 Desejamos boas festas a todas e todos!
12/02/2026

🎊🥁 Desejamos boas festas a todas e todos!

Saberes e Direitos Geraizeiros👨🏾‍🌾✊🏾A comunidade de Gatos, no município de Correntina, recebeu a quarta etapa do ciclo d...
11/02/2026

Saberes e Direitos Geraizeiros👨🏾‍🌾✊🏾

A comunidade de Gatos, no município de Correntina, recebeu a quarta etapa do ciclo de oficinas formativas "Saberes e Direitos Geraizeiros". A iniciativa aconteceu, entre os dias 29 e 30 de janeiro, com a participação e articulação entre as comunidades da Cacimbinha, Aldeia e Arroz.

O tema abordado foi "Segurança e autoproteção comunitária", que detalhou os níveis de proteção individual, comunitário e como ferramentas políticas, organizativas e jurídicas podem ser exploradas para fortalecer a capacidade de atuação da comunidade. A oficina contemplou também medidas essenciais de segurança digital e da informação, estabelecendo a relação da tecnologia com a proteção no território.

Para a advogada popular e assessora jurídica da AATR, Aryelle Almeida, os encontros formativos são trocas de saberes que fortalecem tanto a prática da advocacia popular, quanto os grupos envolvidos. "É importante que a comunidade se aproprie dos mecanismos de defesa para haver mais camadas de proteção. Esses momentos de formação reforçam a autonomia das comunidades. Importante enfatizar que o grupo tem sido protagonista no ambiente formativo, uma vez que a metodologia que usamos se baseia nos conhecimentos ancestrais, que permitem que os povos e comunidades tradicionais se mantenham vivos e atuantes há gerações", sintetizou.

📍 A proposta do curso é aprimorar os conhecimentos sobre direitos para que as comunidades envolvidas possam lutar pela garantia dos territórios e dos modos de vida tradicionais construídos e enfrentar à grilagem nas comunidades geraizeiras do Alto do Rio Preto.

📸 Aryelle Almeida/AATR


📌 Dia Internacional dos Direitos HumanosDiante da escalada crescente e persistente da violência contra a mulher, o Dia I...
10/12/2025

📌 Dia Internacional dos Direitos Humanos

Diante da escalada crescente e persistente da violência contra a mulher, o Dia Internacional dos Direitos Humanos nos convoca a refletir sobre a situação de mulheres e meninas no Brasil. É um dia em que não cabe apenas celebrações e comemorações irreflexivas, uma vez que o Brasil segue acumulando violações sistemáticas de gênero.

Para ser mulher no Brasil é preciso antes de tudo coragem. Uma vez que os números dão conta de uma estrutura de violências às quais as mulheres são submetidas e que já foram nomeadas pela lei Maria da Penha: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

As mulheres têm sido vítimas de todas as formas possíveis de opressão, para além dos dados estarrecedores de mortalidade. O Relatório Mundial sobre Desigualdade dá conta de que esse grupo trabalha 10 horas a mais que homens por semana, mas ganham um terço da renda deles. Dados do IBGE de 2021 mostraram que uma média de 40 meninas de até 17 anos se casaram, por dia, no Brasil.

Ser mulher e defensora de direitos humanos também pode ser mortal, tendo em vista que o país é um dos mais perigosos para defensores/as de direitos. Conforme o estudo “Na Linha de Frente — Violência contra Defensoras e Defensores de Direitos Humanos no Brasil”, a Bahia registrou 10 casos entre 2023 e 2024, sendo que Indígenas e quilombolas eram maioria das vítimas. Esse estado de coisas, ceifou a vida de personalidades como Mãe Bernadete e Nega Pataxó, assassinadas por protegerem seus territórios e suas comunidades.

O cenário é desafiador, mas as mulheres seguem em marcha pelas suas vidas e convocam o estado brasileiro a se comprometer com uma mudança estrutural na sociedade brasileira em relação às opressões de gênero.

✊🏾Mulheres vivas!

Fontes: Fórum Brasileiro de Segurança Pública| World Female Imprisonment List

📣Missão CNDH Entre os dias 20 e 26 de outubro, a AATR integrou o grupo participante de uma missão em diversas comunidade...
01/12/2025

📣Missão CNDH

Entre os dias 20 e 26 de outubro, a AATR integrou o grupo participante de uma missão em diversas comunidades baianas da região Sudoeste da Bahia, impactadas pelas atividades de grandes empreendimentos de mineração.

Promovida pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), a missão percorreu as comunidades de Antas, Palmito e Taquaril dos Fialhos, além de outras comunidades quilombolas localizadas nos municípios de Caetité, Licínio de Almeida e Pindaí. Na ocasião, foram coletadas evidências e dados para subsidiar ações de proteção e reparação dos direitos das populações visitadas.

A comitiva teve entre os seus principais objetivos realizar escutas ativas para documentar e verificar as violações de direitos humanos e os impactos socioambientais denunciados pelas comunidades tradicionais que ocupam historicamente esses territórios.

📌 Além da AATR, a missão foi acompanhada por lideranças das comunidades visitadas, representantes de movimentos sociais e das organizações da sociedade civil como o Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Cáritas N3, Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), Comissão Pastoral da Terra (CPT- Bahia) e de órgãos e secretarias do governo federal.

Marcha das Mulheres Negras ✊🏾👩🏾‍🦱Carregando a agenda “Esperança Garcia Vive: Mulheres negras em marcha por Justiça, Repa...
28/11/2025

Marcha das Mulheres Negras ✊🏾👩🏾‍🦱

Carregando a agenda “Esperança Garcia Vive: Mulheres negras em marcha por Justiça, Reparação e Bem Viver”, a AATR participou da Marcha das Mulheres Negras, que aconteceu em Brasília, no dia 25 de novembro.

A entidade foi representada por uma comitiva composta por advogadas populares e uma comunicadora. O grupo uniu-se ao ato coletivo que colocou em luta cerca de 300 mil mulheres uníssonas por uma vida plena, com direitos e possibilidades irrestritas.

A pauta, proposta pelas associadas integrantes do ato, é uma poderosa referência a Esperança Garcia, mulher negra reconhecida como a primeira advogada do Brasil. Sua trajetória remonta ao século XVIII, quando, apesar de sua condição de escravizada, escreveu uma petição denunciando as violências e violações de direitos sofridas por ela e sua família, um marco histórico de resistência e luta pela justiça.

“Andando pra frente, andando pra frente. Dizendo uma pra outra: vamos fazer diferente”, inspiradas no jingle composto por Larissa Luz, a delegação da AATR vai realizar em dezembro uma roda de conversa sobre o tema.

⏭️ Arrasta para o lado e confere algumas fotos do ato.

Futuro do Clima 🏜️🌿A AATR-BA está presente em Belém (PA), articulada com seus parceiros e com a Campanha Nacional em Def...
13/11/2025

Futuro do Clima 🏜️🌿

A AATR-BA está presente em Belém (PA), articulada com seus parceiros e com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, durante a Cúpula dos Povos, organizada em paralelo à 30ª edição da Conferência das Partes (COP30).

Realizada pela primeira vez na Amazônia, entre 10 e 21 de novembro, a COP30 é vista como uma das últimas oportunidades antes que os efeitos da crise climática se tornem permanentes e irreversíveis. A Cúpula busca articular e amplificar as vozes de movimentos sociais e comunidades, tradicionalmente excluídas ou marginalizadas nas negociações e eventos oficiais da COP.

Crítica à falta de agilidade e amplitude na implementação de medidas aprovadas em edições anteriores da COP, a participação da AATR-BA visa fomentar o enfrentamento popular às falsas soluções e discursos vazios por parte de nações e empresas que provocaram o caos climático e agora ‘se pintam de verde’.

Agenda:

▪️ 12/11 - Mesa "Cartografia das Águas Mortas do Oeste da Bahia", com o MAB e CPDA/UFF, na Casa do povo.

▪️ 13/11 - "A terra também é nossa: mobilizações de povos e comunidades tradicionais pela proteção jurídica e gestão dos seus territórios", cúpula promovida por MIQCB, FASE e MST.

▪️ 14/11 - Participação em enlaces e oficinas promovidas pela Agro é Fogo e da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.
- Plenária de apresentação de Articulação Agro é Fogo e da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado sobre os dados de incêndios, desmatamentos e desaparecimento das águas nos anos de 2024 e 2025.
- Oficina de Monitoramento de Incêndios - Sistema Alarmes.

Liberta✊🏾🌸A apropriação da comunicação como ferramenta de emancipação e luta foi tema das discussões com familiares do P...
30/10/2025

Liberta✊🏾🌸

A apropriação da comunicação como ferramenta de emancipação e luta foi tema das discussões com familiares do Projeto Liberta na 2ª etapa de formação sobre comunicação para direitos humanos. A ação, que aconteceu de 17 a 19 de outubro, visa fomentar atividades focadas em comunicação popular e incidências em políticas públicas para familiares e sobreviventes do cárcere.

“Somos um pouquinho de outras mulheres” com essa máxima a advogada popular, escritora e associada da AATR, Kota Gandaleci, deu as boas-vindas e iniciou a atividade de formação sobre comunicação popular na primeira parte do encontro. Kota convocou as mulheres a reconhecerem outras que foram/são importantes nas suas trajetórias, a fim de destacar experiências pessoais de cuidado e afeto.

A segunda parte da formação foi voltada para a prática da comunicação e as cursistas foram convidadas a produzir conteúdos autorais. O momento contou com a facilitação das comunicadoras populares e assessoras de comunicação da AATR, Daiane Santiago e Rebeca Bastos, que abordaram o módulo feito exclusivamente para a turma e trouxeram exemplos de uso de ferramentas de comunicação e propostas de atividades práticas como podcasts, fotos e vídeos.

O Projeto Liberta é uma iniciativa da AATR em parceria com o Fundo Brasil de Direitos Humanos, realizada com familiares da Frente Estadual pelo Desencarceramento e com integrantes do Coletivo de Familiares de Pessoas Privadas de Liberdade.

Leia a matéria completa e saiba mais informações sobre o projeto Liberta no site aatr.org.br. Link na bio!

📢 Juntas pela liberdade e por direitos!



Endereço

Rua Do Passo, 44/Santo Antônio Além Do Carmo
Salvador, BA
40301-408

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A ação da AATR visa fortalecer duas dimensões presentes em sua atuação: uma dimensão associativa e outra de assessoria popular. O associativismo é trabalhado, sobretudo, através do Programa de Estágio e da criação de espaços coletivos de reflexão, colaboração e deliberação do corpo associativo, como assembleias, reuniões ampliadas, Semanas da Terra, seminários, elaboração de textos, realização de etapas do Programa Juristas Leigos, dentre outros. Já no campo da assessoria popular, buscamos atuar através de quatro eixos: Educação Jurídica Popular Políticas Públicas e Participação Popular Reforma Agrária e Direitos Territoriais Desenvolvimento, Trabalho e Justiça Ambiental Todos os nossos programas são desenvolvidos de modo articulado entre si, abarcando 05 (cinco) linhas de ação: Formação e educação jurídica popular, Articulação e fortalecimento de parcerias, Assessoria Judicial-administrativa, Uso jurídico-político da comunicação e Fortalecimento institucional. E, dentro de todos os programas e linhas de ação, trabalhamos com 4 elementos estruturantes que permeiam transversalmente toda a atuação da AATR: classe, raça, gênero,etnia.