Joana Rodrigues - Trabalho em Foco

Joana Rodrigues - Trabalho em Foco Advogada, professora e mãe. Te ensino a usar as lentes de gênero na advocacia trabalhista.

10/08/2026

‼️Repitam comigo:
A instrução processual qualificada é essencial para o acesso à justiça!!

E, em processos que envolvem assédio moral, assédio sexual ou discriminação, ouvir a parte autora se torna fundamental para a própria reconstrução dos fatos.

Isso porque, em situações de violência no trabalho, é muito comum que não existam testemunhas diretas, e-mails, gravações ou documentos capazes de contar, sozinhos, o que aconteceu.

É justamente por isso que o depoimento da vítima é meio de prova e deve ser considerado na instrução e na valoração probatória, especialmente quando analisado em conjunto com outros elementos indiciários capazes de conferir verossimilhança à narrativa.

O que não parece compatível com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ é transformar a ausência de uma “prova ideal” em ausência de prova. Como eu e Veruska Wolney Schmidt vemos com frequência! 👀🤦🏽‍♀️

Ou, ainda, ouvir a parte apenas formalmente e, depois, desconsiderar o contexto, a dinâmica das relações de trabalho e os elementos que emergem do próprio depoimento.

Isso não significa presumir que a violência aconteceu.
Significa compreender que determinadas violências exigem uma forma adequada de produzir e valorar a prova.

Por isso, quando um magistrado de primeiro grau se recusa a ouvir a vítima de uma situação de assédio ou em determinados casos de discriminação, ou quando deixa de considerar adequadamente o seu depoimento na construção da decisão, não estamos diante de uma questão meramente procedimental.

Estamos falando da própria possibilidade de o processo conhecer, reconstruir e julgar os fatos que lhe foram apresentados. Estamos falando de comprometimento de um princípio muito caro todas as pessoas que atuam na JT: acesso à justiça!!

É sobre isso que falo no vídeo! E você, sabe o que fazer quando a(o) magistrada(o) se negam a ouvir o depoimento da sua cliente, vítima de assédio? Me conta nos comentários!!
No mais, palmas para o Excelentíssimo Desembargador!! 👏🏽👏🏽👏🏽

07/08/2026

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha mudou a forma como o Brasil reconhece e enfrenta a violência contra as mulheres.

Mas, neste aniversário, quero propor uma reflexão que também precisa atravessar o Direito do Trabalho: uma mulher consegue romper um ciclo de violência se não tiver condições materiais para sair dele?

A violência doméstica não termina na porta de casa.

A dependência econômica pode limitar escolhas, dificultar o rompimento com o agressor e tornar ainda mais complexo o processo de reconstrução da própria vida.

Por isso, falar em enfrentamento à violência contra as mulheres também exige falar de trabalho, renda, igualdade de oportunidades e autonomia econômica.

Garantir que uma mulher possa acessar, permanecer e progredir no mercado de trabalho em condições dignas também é uma forma de protegê-la.

E garantir que, quando ela procure o sistema de Justiça, encontre uma atuação livre de estereótipos, discriminações e revitimizações também faz parte desse enfrentamento.

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, celebramos uma conquista histórica. Mas sabemos que ainda há muito a avançar.

Que essa data também renove o nosso compromisso.

Que a gente continue lutando, denunciando desigualdades, capacitando a advocacia sobre a urgência dos Protocolos do CNJ e do TST, enfrentando as diferentes formas de violência de gênero e construindo caminhos para que cada vez mais mulheres tenham autonomia, proteção e acesso efetivo à Justiça.

Seguimos fazendo esse enfrentamento: no Direito, no trabalho, nas instituições e onde mais for necessário. Porque uma vida livre de violência não pode ser privilégio. É direito.

‼️A propósito, ontem, participei de uma live pela Comissão da Mulher Advogada BA em celebração ao aniversário da LMP, conversando sobre a norma e suas relações com o Direito do Trabalho. Foi massa!! Estive com Daniela Abreu Chagas | Advogada e Tatiana Bandeira Assistam e depois me contem aqui se gostaram. 🌹

07/08/2026

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha mudou a forma como o Brasil reconhece e enfrenta a violência contra as mulheres.

Mas, neste aniversário, quero propor uma reflexão que também precisa atravessar o Direito do Trabalho: uma mulher consegue romper um ciclo de violência se não tiver condições materiais para sair dele?

A violência doméstica não termina na porta de casa.

A dependência econômica pode limitar escolhas, dificultar o rompimento com o agressor e tornar ainda mais complexo o processo de reconstrução da própria vida.

Por isso, falar em enfrentamento à violência contra as mulheres também exige falar de trabalho, renda, igualdade de oportunidades e autonomia econômica.

Garantir que uma mulher possa acessar, permanecer e progredir no mercado de trabalho em condições dignas também é uma forma de protegê-la.

E garantir que, quando ela procure o sistema de Justiça, encontre uma atuação livre de estereótipos, discriminações e revitimizações também faz parte desse enfrentamento.

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, celebramos uma conquista histórica. Mas sabemos que ainda há muito a avançar.

Que essa data também renove o nosso compromisso.

Que a gente continue lutando, denunciando desigualdades, capacitando a advocacia sobre a urgência dos Protocolos do CNJ e do TST, enfrentando as diferentes formas de violência de gênero e construindo caminhos para que cada vez mais mulheres tenham autonomia, proteção e acesso efetivo à Justiça.

Seguimos fazendo esse enfrentamento: no Direito, no trabalho, nas instituições e onde mais for necessário. Porque uma vida livre de violência não pode ser privilégio. É direito.

‼️A propósito, ontem, participei de uma live pela Comissão da Mulher Advogada BA em celebração ao aniversário da LMP, conversando sobre a norma e suas relações com o Direito do Trabalho. Foi massa!! Estive com Daniela Abreu Chagas | Advogada e Tatiana Bandeira . Assistam e depois me contem aqui se gostaram. 🌹

05/08/2026

Às vezes, até o básico precisa ser dito.

A proteção jurídica à maternidade está longe de ser um tema novo ou simples. Ao longo dos anos, os Tribunaia Superiores (STF e TST) têm construído importantes entendimentos sobre a proteção da gestante, da trabalhadora mãe e sobre os limites impostos ao poder de dispensa do empregador.

São temas que envolvem debates jurídicos complexos, precedentes relevantes e, não raras vezes, muita controvérsia.

Mas existe uma contradição que ainda precisamos enfrentar: enquanto o Direito avança na construção de uma tutela mais efetiva da maternidade, o básico ainda é desconhecido e, sobretudo, ainda é descumprido.

Muitas trabalhadoras ainda não sabem que a gravidez garante estabilidade no emprego desde a confirmação da gestação até cinco meses após o parto. E muitas ainda escutam, direta ou indiretamente, que engravidar pode significar perder o emprego.

Não pode!!📣

A maternidade não pode ser tratada como um problema a ser eliminado do ambiente de trabalho.

Embora o vídeo destaque os riscos físicos e ergonômicos, vale registrar: a proteção à saúde da gestante também envolve sua saúde mental e sua segurança psicológica. Afinal, diante da realidade de tantas mulheres que enfrentam o medo da dispensa após a gravidez, não podemos falar em um ambiente de trabalho saudável sem considerar também esses aspectos.

Por isso, este vídeo fala do básico.

Não porque a proteção à maternidade seja um assunto básico. Pelo contrário: ela envolve questões jurídicas, sociais e econômicas profundas.

Mas porque, infelizmente, às vezes o básico ainda precisa ser dito. E informação sobre direitos também é uma forma de proteção.

📲 Salve este conteúdo. Compartilhe com uma trabalhadora. E, se você conhece alguém que está passando por uma situação assim, ajude essa pessoa a conhecer os seus direitos.

‼️Este post inaugura uma série sobre maternidade (do básico aos grandes debates), inspirada também no que desenvolvi no capítulo “Direito à maternidade, paternidade e tutela ao trabalho reprodutivo”, do livro que será lançado em setembro, no CONAT. Vou compartil

“Criar filhos enquanto tenta crescer na vida é uma das batalhas mais silenciosas que existem.”Li essa frase no início de...
03/08/2026

“Criar filhos enquanto tenta crescer na vida é uma das batalhas mais silenciosas que existem.”

Li essa frase no início de julho e fiquei pensando que uma frase nunca dá conta de uma vida inteira, mas algumas conseguem iluminar um pedaço muito verdadeiro dela.

Ela não resume quem sou, nem poderia. Mas talvez traduza, com uma precisão bonita, uma parte importante do que têm sido esses meus 44 anos, há exatamente um mês do meu aniversário.

Um ano de batalha na advocacia que me move, de muito trabalho, esforço, incertezas e conquistas. Ao mesmo tempo, dois erês crescendo diante dos meus olhos, justamente em fases tão importantes de aprendizagem, descoberta e formação.

Duas vidas que me convocando diariamente a acompanhar, ensinar, cuidar, acolher e, sobretudo, aprender a deixá-los crescer. E eu mesma, na vida profissional, ainda me perdendo em alguns trajetos, amadurecendo ao melhor selecionar minhas lutas e celebrando conquista ora baixinho e ora com um megafone para ver se chega em outras mulheres: Sim!! Coragem não obedece limite de idade. Prossiga!

Enfim, julho chegou intenso, com conquistas silenciosamente arquitetadas, encontros, abraços empertados, esperas, vitórias na vida e no Tribunal (rs) e muito sangue no olhos, embora às vezes aguado por lágrimas de emoção.

Por ora, só prometo viver agosto sem pressa. Logo ali está a primavera. O caruru. As velas e o sopro que inaugura um novo caminho. Como diz Anitta 🎤 , “Sigo meu peito faço ele de norte. Muito distante é um lugar que não existe não.” 💃

Corpo fechado coração abundante! 🌹


Sabemos que o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica é celebrado em 27 de abril. Mas a data de hoje também é importante ...
22/07/2026

Sabemos que o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica é celebrado em 27 de abril. Mas a data de hoje também é importante para a categoria: é reconhecido como o Dia Internacional do Trabalho Doméstico.

Mas você sabe qual é a origem dessa data?

Conta uma das narrativas mais conhecidas que, em 1921, um trabalhador doméstico, nos Estados Unidos, teria inventado um feriado — o “Dia do Serviçal” — para convencer seus empregadores a lhe conceder um dia de descanso e permitir que visitasse a família. Para isso, teria afirmado que os patrões que negassem a folga poderiam ser punidos pela Corte.

Essa história acabou se consolidando como uma das explicações simbólicas para a origem da data.

Anos depois, o 22 de julho foi apropriado pelos movimentos feministas latino-americanos como um dia de luta por reconhecimento, direitos e valorização do trabalho doméstico.

No Brasil, porém, essa narrativa está longe de explicar a realidade da categoria. 👀

Aqui, o trabalho doméstico remunerado foi historicamente construído a partir da escravidão, da colonialidade e da destinação desse trabalho às mulheres negras. A feminização, a racialização e precarização peculiar não são coincidências: fazem parte da própria formação social brasileira.

Sem falar que, por aqui, muitas vezes os “patrões” continuam sem temer o Tribunal.

Por isso, falar sobre trabalho doméstico remunerado exige compreender as especificidades dessa categoria em nosso país. Mais do que conhecer a origem simbólica da data, é preciso reconhecer a história que moldou essa profissão no Brasil.

No Brasil, ela precisa ser contada a partir das marcas da escravidão, do racismo estrutural e da divisão racial e sexual do trabalho.

E talvez o dado mais revelador seja justamente este: ainda hoje, o trabalho doméstico segue aparecendo entre os resgates de trabalhadoras submetidas a condições análogas à escravidão.

Quando uma categoria permanece convivendo com esse tipo de violação mais de um século depois da abolição formal da escravidão, não estamos diante de exceções. Estamos diante da permanência de uma estrutura que insiste em transformar direitos em privilégios e dignidade em concessão. F**a a reflexão!!

Denunciar um assédio quase nunca é um caminho fácil. Muitas mulheres perdem relações, são desacreditadas, questionadas o...
20/07/2026

Denunciar um assédio quase nunca é um caminho fácil. Muitas mulheres perdem relações, são desacreditadas, questionadas ou pressionadas a “deixar isso pra lá”. É uma jornada que, muitas vezes, se torna profundamente solitária.

Ter alguém que acredita na sua palavra, acolhe sua dor e permanece ao seu lado pode ser o suficiente para mudar totalmente o rumo da história.

Recentemente, atendemos (eu e Verus) uma trabalhadora vítima de assédio sexual e moral que só conseguiu romper o silêncio e deixar um ambiente de trabalho adoecedor porque um colega (Sim. Um homem) percebeu o que estava acontecendo. Em vez de minimizar a violência ou fingir que não viu, ele a colocou em contato com alguém que pudesse orientá-la juridicamente.

Esse gesto foi decisivo para que ela encontrasse acolhimento e tivesse condições de agir. 🔺Fazer uma denúncia assistida. 🔺Coletar provas ainda na vigência do contrato.🔺Ser orientada acerca da possibilidade da rescisão indireta.

Infelizmente, essa não é a regra. Mas hoje, no Dia da Amizade, vale lembrar que, no trabalho, amizade também pode ser isso: enxergar a violência, não normalizá-la e estender a mão a quem já não consegue caminhar sozinho.

E aí? 👀 Será que você pode contar com amigos(as) no trabalho? Me conta aqui nos comentários. 😉

19/07/2026

Como uma boa virginiana, apesar de atrasada, não poderia deixar o último trimestre para trás.
Segue comigo aqui e se liga no Giro de abril e maio!!👇🏾

Abril e maio juntos revelou algo muito interessante: enquanto o Brasil cria mais mecanismos de proteção para as mulheres, a violência e a desigualdade continuam exigindo cada vez mais dessas respostas.

Nos últimos dois meses tivemos:
✔️ aprovação do Cadastro Nacional de Condenados por Violência contra a Mulher
✔️ novas leis fortalecendo o combate à violência, incluindo a violência vicária e o monitoramento de agressores
✔️Norma sobre licença paternidade
✔️Legislação determinando maior compromisso de empregadores com a saúde de seus trabalhadores
✔️ crescimento do emprego feminino
✔️ uma mulher alcançando, pela primeira vez, o generalato do Exército Brasileiro
✔️Discussões políticas sobre fim da escala 6x1
✔️Início da vigência da nova NR11
✔️ recorde de medidas protetivas concedidas pela Justiça

Mas também tivemos a confirmação de algo que já sabemos há muito tempo: mais mulheres trabalhando não significa mais igualdade.
Mais leis não significam, automaticamente, mais proteção.
E mais presença feminina em espaços de poder não elimina desigualdades estruturais.

📣Esse é o Giro Feminista de abril e maio. E já já venho junho e julho!

Todo mês, eu reúno os principais acontecimentos que impactam a vida das mulheres e faço uma leitura jurídica e crítica para além das manchetes.
Porque acompanhar notícias é importante.
Mas entender o que elas revelam sobre a nossa sociedade é ainda mais.

‼️🤨Qual dessas notícias mais te chamou atenção?

Há conquistas que não pertencem a uma única pessoa. São fruto da coragem de sonhar, da persistência de quem acredita e d...
17/07/2026

Há conquistas que não pertencem a uma única pessoa. São fruto da coragem de sonhar, da persistência de quem acredita e da disposição de muitas mãos para construir o que nem sempre parece tangível.

Ontem foi um desses dias.

A OAB Bahia deu um passo importante ao formalizar o Fórum Interinstitucional Permanente de Gênero e Justiça, reunindo inúmeras instituições comprometidas com a implementação efetiva da Resolução CNJ nº 492/2023 e com a construção de um sistema de justiça verdadeiramente comprometido com a igualdade.

Por acaso, ainda tensa, no início da cerimônia, olhei para a sala cheia de autoridades e vi a pastinha com o lema da OAB e dentro, o documento a ser assinado. 😍 O lema da nossa gestão é cuidar, inovar e transformar. E acredito que os lemas só fazem sentido quando deixam de ser palavras e passam a orientar escolhas.

Fique pensando como aquele lema se conectava com o que estávamos fazendo ali.

Com este Fórum, a OAB cuida, porque reafirma seu compromisso com a proteção e a promoção dos direitos das mulheres.
Inova, porque compreende que os grandes desafios não se enfrentam isoladamente, mas por meio da cooperação institucional.
E transforma, porque cria um espaço permanente de diálogo e articulação capaz de produzir mudanças concretas na forma como a perspectiva de gênero é incorporada ao sistema de justiça.

Tenho uma alegria muito particular por ver esse projeto finalmente nascer. Acompanhei sua construção desde as primeiras conversas, acreditando que somente com atuação coletiva conseguiremos tornar efetiva uma justiça mais sensível às desigualdades estruturais que ainda atravessam a vida das mulheres.

Meu agradecimento à OAB Bahia, na pessoa da Presidente Daniela Borges Daniela Borges, pela sensibilidade, liderança e compromisso com essa pauta. Às parceiras do Comitê, pelo empenho e por seguir acreditando. E a todas as instituições que aceitaram caminhar juntas nessa construção.

Que este seja apenas o primeiro de muitos passos!! Cuidar é compromisso. Inovar é ter coragem. E transformar é escolher, todos os dias, fazer da justiça um instrumento real de igualdade.

Corpo fechado, coração abundante!!🌹Vumbora!!!

“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem; somente o trabalho poderá garantir-lhe...
15/07/2026

“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem; somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.” (Simone de Beauvoir)

Poucas frases escritas há tantas décadas permanecem tão atuais. Ela está no início de muitos dos meus materiais de aula. Se o trabalho é um dos principais caminhos para a autonomia das mulheres, não é coincidência que tantos mecanismos de violência incidam justamente sobre esse espaço.

O assédio laboral, especialmente, não pode ser compreendido apenas como um comportamento individual ou um conflito interpessoal. Ele integra uma lógica mais ampla de manutenção das desigualdades de gênero. Ao silenciar, constranger, adoecer e afastar mulheres dos espaços de trabalho, de decisão e de poder, restringe sua permanência e enfraquece sua autonomia econômica.

Nancy Fraser demonstra que a justiça de gênero exige enfrentar não apenas a desvalorização cultural das mulheres, mas também as estruturas econômicas que produzem e reproduzem desigualdades. É a partir dessa perspectiva que propomos refletir sobre o assédio, as dispensas discriminatórias, a discriminação no acesso e na permanência no emprego e outras formas de violência laboral como mecanismos de expropriação econômica das mulheres. Mais do que violar direitos individuais, essas práticas restringem sua liberdade material, comprometem sua autonomia econômica e perpetuam relações historicamente desiguais de poder.

Combater o ass é, portanto, muito mais do que assegurar um ambiente de trabalho saudável, uma pauta feminista urgente!!

Sim, no Brasil, falar de feminismo ainda incomoda mais do que combater a violência contra as mulheres.
Mas estruturas não se sustentam apenas pela violência. Sustentam-se, também, pelo silêncio.

📣Por isso, seguimos ocupando espaços, produzindo conhecimento e ampliando esse debate. Se você acredita em relações de trabalho mais justas e em uma sociedade mais igualitária, ajude essa discussão a chegar mais longe. Bora?🌹

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