13/10/2026
A epidemia de assédio sexual, assédio moral, hostilidades e discriminações de gênero no mundo do trabalho não é um fenômeno isolado. É expressão de uma sociedade que historicamente subalterniza as mulheres, restringe sua autonomia e naturaliza relações de poder, controle e subjugação.
Enfrentar essa realidade exige mais do que responsabilizar agressores: exige compreender as estruturas que produzem essas violências, com lentes interseccionais de gênero, raça e classe. E isso também depende de uma conjuntura política comprometida com a igualdade e a emancipação das mulheres, não com projetos que reforçam hierarquias patriarcais, idealizam papéis rígidos de gênero e tentam restaurar relações de submissão, como faz a extrema-direita.
Temos dito; não se enfrenta a violência de gênero reproduzindo, na política, as estruturas que a sustentam.
É por isso que não podemos ser indiferentes aos projetos políticos que disputam os rumos da nossa sociedade. Candidaturas de extrema-direita, que reforçam relações de poder que subjugam as mulheres e se afastam do compromisso com a igualdade de gênero, não representam o horizonte de emancipação e justiça que defendemos para as mulheres. Os direitos das mulheres não podem ser usados como discurso: precisam ser um compromisso efetivo com a igualdade, a autonomia e a liberdade.
Atenção mulheres, não se enganem!! Sigamos atentas, conscientes e fortes! 🌹🌟