28/08/2026
Em muitos divórcios, alguém decide sair de casa antes mesmo de todas as questões estarem definidas. Às vezes, essa parece ser a forma mais rápida de reduzir o conflito. Mas uma dúvida costuma aparecer logo depois: “Ao sair, eu abri mão dos meus direitos sobre o patrimônio?”
A mudança de residência, por si só, não decide como os bens serão tratados no divórcio. A partilha depende do tipo de união, do regime de bens escolhido, da origem do patrimônio, do momento em que cada bem foi adquirido e de outras particularidades da família.
É importante separar duas decisões que costumam se confundir: reorganizar a rotina para que a convivência se torne possível e definir formalmente o destino do patrimônio construído durante a relação.
Uma casa pode ser, ao mesmo tempo, um bem, uma memória e o ponto mais sensível de uma separação. Por isso, decisões tomadas no impulso tendem a produzir mais dúvidas do que respostas.
Cada situação precisa ser compreendida com cuidado antes que escolhas provisórias se transformem em conflitos maiores.