08/03/2026
Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Mas será que temos, de fato, o que comemorar?
É verdade que, ao longo dos anos, avançamos muito na conquista de direitos, no fortalecimento de mecanismos de proteção e na ampliação do debate sobre a dignidade da mulher. Mas, se tantas vidas continuam sendo ceifadas, se os números da violência doméstica e do feminicídio seguem crescendo, então precisamos ter coragem de perguntar: onde estamos falhando enquanto sociedade?
De que adianta homenagear mulheres em uma data simbólica, se ainda falta respeito dentro de casa, proteção na prática, acolhimento na denúncia e consciência coletiva sobre a gravidade da violência que tantas enfrentam em silêncio?
O Dia da Mulher não deve ser apenas uma celebração. Deve ser também um momento de reflexão, responsabilização e mudança.
Nenhuma mulher nasceu para ser agredida.
Nenhuma mulher nasceu para ser humilhada.
Nenhuma mulher nasceu para viver com medo.
Toda mulher precisa entender o seu valor, a sua dignidade e a sua força. Deus, a fé e a espiritualidade não querem dor, violência ou humilhação para a vida de nenhuma mulher.
E para aquelas que ainda estão em silêncio: denunciem, busquem ajuda, peçam socorro. Vocês não foram feitas para viver violência.
Que esta data não seja apenas lembrada por palavras bonitas, mas por transformação real.
Porque respeitar, proteger e valorizar a mulher não é gentileza.
É dever.
É justiça.
É humanidade.