Gabriela Manssur Advocacia para Mulheres

Gabriela Manssur Advocacia para Mulheres Escritório de Advocacia

22/05/2026

A violência que termina em feminicídio raramente começa com agressões físicas.
Ela costuma surgir de forma silenciosa: no controle excessivo, na manipulação, no isolamento da família e dos amigos, nos abusos emocionais e psicológicos que enfraquecem a autoestima e fazem a mulher acreditar que está sozinha.

Quando percebe, muitas vezes já está presa em uma relação marcada pelo medo, dependência e violência crescente.
Por isso, reconhecer os sinais no início pode ajudar essa mulher a sair desse ciclo antes que a violência avance.
Informação, acolhimento e apoio especializado fazem toda a diferença nesse processo.

A atuação de profissionais especializados em direito e defesa das mulheres é fundamental para orientar, proteger e garantir que essa mulher tenha caminhos seguros para romper o ciclo da violência.

E essa responsabilidade também é coletiva.
Empresas, instituições e toda a sociedade precisam investir em informação, educação e conscientização por meio de palestras, debates e ações preventivas.
Falar sobre violência contra a mulher é uma forma de prevenção.
Conhecimento é poder.

Nenhuma violência começa grande. Mas toda violência precisa ser interrompida antes que termine em tragédia.

As novas medidas sancionadas pelo Governo Federal representam avanços importantes no enfrentamento à violência contra a ...
21/05/2026

As novas medidas sancionadas pelo Governo Federal representam avanços importantes no enfrentamento à violência contra a mulher.

Entre elas estão o fortalecimento das medidas protetivas, a ampliação das hipóteses de afastamento do agressor, a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher e diretrizes para combater a violência no ambiente digital.

A proteção das mulheres precisa ser tratada como prioridade permanente, com prevenção, responsabilização e garantia de direitos.
Informação também é uma forma de proteção.

Gabriela Manssur | Advogada especialista em Direito das Mulheres

20/05/2026

Álcool, dr**as e anabolizantes não podem servir de escudo para agressores.
Violência contra a mulher é uma escolha consciente de controle, humilhação e poder.

Substâncias podem intensificar comportamentos agressivos, mas não apagam a responsabilidade de quem agride.
O foco precisa estar na proteção das mulheres e na responsabilização dos autores da violência.

Créditos: Domingo Espetacular / Record

A aprovação do projeto pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher representa um avanço importante na proteção e auto...
19/05/2026

A aprovação do projeto pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher representa um avanço importante na proteção e autonomia de mulheres vítimas de violência doméstica.
A proposta permite que o divórcio ou a dissolução de união estável possa ser solicitado de forma unilateral em cartório, buscando reduzir a burocracia, o desgaste emocional e os riscos enfrentados por tantas mulheres em situação de violência.

Mas é importante esclarecer: o projeto AINDA NÃO É LEI.
O texto foi aprovado na Comissão e segue em tramitação na Câmara dos Deputados, passando ainda por outras etapas legislativas, incluindo análise da CCJ e votação no Congresso Nacional, antes de eventual sanção presidencial.

Avançar na proteção das mulheres é garantir dignidade, segurança e acesso à justiça.
Seguimos acompanhando cada etapa dessa pauta tão necessária.





18/05/2026

A violência doméstica não destrói apenas a vida da mulher.
Ela impacta famílias, crianças, empresas, o sistema de saúde, a segurança pública e toda a sociedade.

Os custos para o Estado e para as empresas são altíssimos: afastamentos do trabalho, queda de produtividade, adoecimento físico e emocional, internações, tratamentos psicológicos e sobrecarga dos serviços públicos.

Por isso, combater a violência contra a mulher não é apenas uma questão social.
É uma responsabilidade coletiva e também uma necessidade econômica.

Investir em prevenção é urgente.
Empresas precisam falar sobre o tema, promover palestras, capacitar lideranças, orientar funcionários e criar ambientes seguros para que mulheres saibam identificar sinais de violência e buscar ajuda.

Enfrentar a raiz do problema salva vidas, protege famílias e reduz impactos que atingem toda a sociedade.

17/05/2026

A ministra Cármen Lúcia mais uma vez demonstra firmeza e sensibilidade ao dar visibilidade a discriminações que muitas mulheres ainda enfrentam diariamente no ambiente de trabalho inclusive cobranças e exigências maiores do que as direcionadas aos homens.

Reconhecer essas violências é essencial para que elas deixem de ser naturalizadas.

Hoje a Justiça deixou uma mensagem importante: mulher vítima de violência não pode ser silenciada.A absolvição sumária d...
15/05/2026

Hoje a Justiça deixou uma mensagem importante: mulher vítima de violência não pode ser silenciada.

A absolvição sumária de Cíntia Chagas reafirma que denunciar, desabafar, incentivar outras mulheres a não se calarem e falar sobre violência doméstica não é crime.

É exercício de liberdade. É coragem. É sobrevivência.

Seguiremos lutando todos os dias para que nunca mais tentem inverter os papéis, transformar vítimas em rés ou usar o sistema de Justiça como forma de censura.

A liberdade de expressão vale para as mulheres também!

Violência contra a mulher é crime. Denunciar nunca será.

Leia a matéria completa nos links dos stories.

Há mais de seis anos, ainda como Promotora de Justiça, acompanhei as vítimas do caso Saul Klein. Pelo projeto Justiceira...
15/05/2026

Há mais de seis anos, ainda como Promotora de Justiça, acompanhei as vítimas do caso Saul Klein.
Pelo projeto Justiceiras, realizamos acolhimento, escuta especializada e atendimento psicológico de mulheres que carregavam dores profundas, medo e silêncio. Agora sigo como advogada delas.

Hoje, o recebimento da denúncia representa uma resposta importante do sistema de Justiça.

Muitas pessoas acreditavam que nada aconteceria. Mas esse caso deixa uma mensagem fundamental: ninguém está acima da lei.

Violência contra mulheres é crime.
E toda vítima merece ser ouvida, acolhida e protegida.

Quando uma mulher encontra coragem para denunciar e sua voz finalmente é escutada, todas nós avançamos!

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14/05/2026

Desinformação não é opinião.
Quando figuras públicas disseminam dados falsos sobre feminicídio e violência contra a mulher, o debate público é contaminado por narrativas perigosas que minimizam uma realidade gravíssima vivida diariamente por milhares de brasileiras.

Comparar o número de feminicídios praticados por homens contra mulheres com homicídios gerais de homens cuja maioria das mortes violentas também é causada por outros homens é uma manipulação estatística que distorce os fatos e desinforma a população.

O feminicídio possui contexto, motivação de gênero e dinâmica própria: controle, posse, violência doméstica, ameaça, perseguição e histórico de agressões.
Não se combate violência contra homens apagando ou relativizando a violência contra mulheres.

Espalhar dados sem responsabilidade fortalece discursos misóginos, desacredita políticas públicas de proteção e enfraquece o enfrentamento à violência de gênero.

Em um país onde mulheres ainda são assassinadas por serem mulheres, tratar o tema com seriedade não é militância: é responsabilidade social.

Gabriela Manssur
Advogada especialista em direitos das mulheres.

Créditos: Globo News.

13/05/2026

A exposição de conteúdos íntimos, o uso de inteligência artificial para criar montagens, deepfakes, perseguições virtuais, stalking e chantagens têm destruído a dignidade, a segurança e a saúde emocional de milhares de mulheres todos os dias.

E é importante lembrar: a internet não é terra sem lei.
Quem compartilha, ameaça, manipula ou divulga imagens sem consentimento pode responder civil e criminalmente.

Por trás de uma tela, muitas violências são praticadas em silêncio mas nenhuma mulher deve enfrentar isso sozinha.
Buscar orientação jurídica especializada faz toda a diferença para preservar provas, garantir proteção e responsabilizar os autores dessas violências digitais.

Informação, acolhimento e ação jurídica também são formas de proteção.

Gabriela Manssur | Justiça de Saia ⚖️







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Na decisão do REsp 2.138.877/MG, a Ministra Nancy Andrighi destacou que a contribuição indireta resultante do trabalho d...
12/05/2026

Na decisão do REsp 2.138.877/MG, a Ministra Nancy Andrighi destacou que a contribuição indireta resultante do trabalho doméstico não remunerado representa colaboração efetiva para o patrimônio e para a estabilidade econômica da família.

Em outras palavras: cuidar da casa, dos filhos, da rotina familiar e abrir mão, muitas vezes, da própria carreira para sustentar a estrutura do lar também é trabalho.
E esse esforço não pode ser ignorado em discussões sobre pensão, partilha de bens e reconhecimento patrimonial.

A decisão do STJ fortalece uma compreensão mais justa sobre o papel das mulheres dentro das relações familiares e combate a falsa ideia de que apenas quem recebe salário contribui financeiramente para o patrimônio construído durante a vida em comum.

Endereço

São Paulo, SP

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