13/05/2019
PERGUNTAM-ME POR QUE A ESCOLA de Altos Estudos em Ciências Criminais é só para promotores de justiça e juízes de direito? Porque esse é um curso específico para ambas funções públicas, estas que são em sua essência mais próximas (na França e Itália, o concurso é único e todos são chamados « magistrados ») com a deontologia a elas inerente. Minhas obras escritas, contudo, evidentemente, abertas a todos. A Escola, traz a ética da função pública a que me subordino, e me obriga a tratar o profundo de algumas questões com aqueles que tenham idênticas obrigações legais. Há quem não queira compreender. O que posso fazer?! Os milhares e bons advogados, defensores, acadêmicos, delegados, compreendem perfeitamente e me respeitam sobretudo pela coerência em que me tenho. Mas, enfim, uma preciosa notícia: neste ano, ainda, caso consiga, lançarei um belo e especial curso aberto a todos. E por que? Porque, sendo outro o modelo (aberto), não haveria fissura ética em ministrá-lo, pela forma que está sendo elaborado. Daí que, se hoje, em 2019, temos 150 promotores e juízes estudando em nossa Escola, poderemos ensinar acadêmicos, advogados, etc em outro tipo de curso, de igual excelência. Assim, há coisas que posso e devo dizer a promotores e juízes; há outras que a todos posso ensinar. Outras ainda, repito a mim no espelho de minha existência: “se alguns vierem a atacá-lo, os bons deverão segui-lo, por empunhares a bandeira ética, esta recebida de próprio punho de teu pai, esta que um dia teus filhos haverão de segui-la”! Meus filhos intelectuais são meus alunos, e a eles, tal como à sociedade, não decepcionarei jamais! É uma relação de compromisso e amor aos que me seguem, assim ajo com meus atuais alunos assim agirei com os que vierem, porque aos honestos e bons de todas as profissões e funções ficará sempre o legado de meu pensamento; aos ímprobos, se de meu pensamento se aproximarem e, acaso dele fizerem mau uso, terá sido contra a minha vontade e meu testamento moral. A sociedade por minha história saberá apontar: “ali vai um malandro, que não tendo professor, usurpou o pensamento alheio”!