20/12/2021
Dia 20 de dezembro é o dia internacional da solidariedade.
Histórias de solidariedade que surgem em momentos difíceis como o atual parecem lampejos de esperança em meio ao turbilhão de informações duras, frias e, muitas vezes, tristes. Mas o que leva as pessoas a terem atitudes solidárias? A resposta não é fácil.
De forma geral, entendemos que o primeiro passo para a solidariedade é a empatia, que segundo Dayse, é o ato de “tentar ‘experimentar’ de forma objetiva e racional o que o outro sente. Em outras palavras, tentar “se colocar” no lugar do outro de maneira a se sensibilizar com sua dor (se este for o caso)”. A psicóloga reforça que a empatia sempre vai estar relacionada à visão de mundo, experiências de vida e traços de personalidade de cada pessoa.
Esse movimento interno de se colocar no lugar do outro provoca a solidariedade, que se concretiza na ação de tentar ajudar, amenizar ou diminuir a dor ou necessidade de alguém. A atitude solidária é a “doação de si e um desprendimento, seja de ordem afetiva/emocional ou material. E uma forma de exercitar a empatia e tentar manter o olhar de afeto sobre as necessidades de outras pessoas”, reforça Dayse.
Segundo a psicóloga, o comportamento solidário pode ser gerado por diversas razões desde a necessidade de fazer algo que seja “politicamente correto” até ações que passam pelo processo de empatia e envolvem “compaixão e compreensão dos sentimentos do outro e um propósito genuíno em contribuir, sem esperar algo em troca”.
“Algumas décadas atrás, Michel Foucault falou do ‘cuidado de si’ como cuidado do outro, ideia muito inspiradora para tempos como o nosso, em que diante do inimigo oculto que é o Covid-19, somos chamados ao autocuidado sanitário, seja com o simples uso de máscaras, seja com a nossa reclusão domiciliar. Quando assim agimos e cuidamos de nossa saúde, também estamos cuidando da saúde alheia. Eis um ato profundamente solidário”, reflete Emmanoel.
fonte: ifpb.edu.br