Mude Meu Nome

Mude Meu Nome Prazer, somos a Mude Meu Nome. Uma assessoria de identidade e inclusão, especializada em mudança de nome, gênero e sobrenomes. Mudamos vidas. Realizamos sonhos.

Saiba mais em www.mudemeunome.com

Em 1976, o IBGE fez uma pesquisa simples: perguntou às pessoas como elas descreveriam a própria cor da pele.Sem caixas p...
21/11/2025

Em 1976, o IBGE fez uma pesquisa simples: perguntou às pessoas como elas descreveriam a própria cor da pele.
Sem caixas para marcar. Sem opções pré-definidas. Apenas: “Como você se vê?” O resultado foi algo que, até hoje, impressiona: 136 respostas diferentes. Entre elas, palavras como “jambo”, “canela”, “morena roxa”, “crioula”, “alva”, “enxofada”. Algumas poéticas. Outras dolorosas. Todas carregadas de história.

Esses 136 jeitos de existir revelam uma verdade profunda: quando o assunto é identidade, ninguém cabe em uma categoria estreita. Cada pessoa é um universo tentando se nomear.

Hoje, oficialmente, o IBGE trabalha com cinco classif**ações: branco, preto, pardo, amarelo e indígena. Elas são importantes. São necessárias, mas não dão conta da riqueza, das camadas, das dores e das belezas que existem dentro de cada resposta de 1976.

E é impossível não pensar na Mude Meu Nome quando vejo isso.
A Mude nasceu para resolver um processo jurídico. Mas na prática, todos os dias testemunhamos algo muito maior acontecendo: gente encontrando coragem, gente se reconhecendo, gente se libertando de um nome, de um rótulo, de uma história que não cabia mais.

Porque mudar um nome não é só atualizar um documento. É dizer ao mundo: “Eu sei quem eu sou e agora você também vai saber.”

Os 136 tons daquela pesquisa me lembram que o Brasil sempre foi plural. E que cada pessoa que passa pela Mude carrega a mesma força: a força de existir do próprio jeito, com a própria cor, com a própria verdade, com o próprio nome.

É por isso que fazemos o que fazemos. E é por isso que continuar falando sobre identidade, de todas as formas possíveis, é tão urgente e tão necessário.

Aos 10 anos de idade, eu não tinha muita referência sobre quem eu era, muito menos compreensão sobre identidade, raça ou...
21/11/2025

Aos 10 anos de idade, eu não tinha muita referência sobre quem eu era, muito menos compreensão sobre identidade, raça ou negritude. Nos anos 90, essas discussões quase não existiam, principalmente entre crianças.
Mesmo assim, eu percebia que era a única da sala com a pele mais escura e o cabelo crespo. Todas as minhas amigas eram brancas, de cabelo liso. E, por muito tempo, isso me fez sentir diferente, mas de um jeito que doía.

Eu achava minhas amigas bonitas e me achava feia.
Porque o mundo berrava que o branco era bonito; o preto, feio.
Crescer nos anos 90 signif**ava ver, todos os dias, reforços dessa lógica:
filmes da Sessão da Tarde, a menina “feia” era sempre a de cabelos ondulados, cacheados, crespos e desgrenhados; a bonita tinha pele branca, cabelo liso e penteado. E, ao me olhar no espelho, eu me encaixava exatamente na personagem “feia” da historinha. Uma geração inteira de meninas negras, e eu, fomos induzidas a acreditar que não éramos bonitas.

Lembro vagamente de uma discussão na escola, eu tinha uns 10 a 11 anos.
O tema era Raça Negra. Naquela fase, minha própria jornada de autorreconhecimento era cheia de dúvidas:
Sou parda? Sou negra? O que eu sou?
Eu me via mais escura que minhas amigas, mas também via pessoas com a pele mais escura do que a minha. Tudo era confuso.

Pouco antes dessa aula, uma prima, mulher negra, mais velha e engajada no movimento de valorização e pertencimento, me disse algo que: não é apenas a cor da pele que define se você é negro ou branco, e sim o conjunto estrutural: cabelo, nariz, traços… e a pele também. De repente, tudo pareceu fazer sentido.
Naquele momento, eu entendi que era, sim, uma menina negra. E aquilo me trouxe um certo alívio, como se eu finalmente tivesse me encontrado.

No dia da discussão na escola, a professora me perguntou:
“Qual é a cor da pele com que você se identif**a?”
E eu, que até então dizia “parda” porque era o que estava escrito na minha certidão de nascimento, respondi com segurança: “Negra.”

Surpreendentemente, uma aluna retrucou imediatamente, dizendo que eu não era negra e que eu estava errada. Falou com uma firmeza que me calou, como se fosse ofensivo eu me identif**ar como negra, e pior ainda para ela, talvez, sentar ao lado de uma menina negra.

Aquela fala me desestabilizou.

Ali eu duvidei por um novo motivo: porque alguém, do lado de fora, dizia que o que eu era… não era digno.

Mas o lado bom é que, apesar desses conflitos internos, eu sempre tive boas amizades na escola e que perduram até hoje. Eu me sentia diferente por dentro, porque era o que o mundo me ensinava, não porque elas me excluíam. Pelo contrário: elas me incluíam, me acolhiam, enxergavam a minha beleza e me lembravam das minhas qualidades.

Foi assim, lentamente, que fui me autorreconhecendo. Entendendo que ser diferente não era ser feia. Que meu cabelo não era errado. E que eu tinha, sim, um lugar no mundo. Cada um tem seu tempo para se encontrar...

Esse foi o meu.

Por muito tempo, mesmo sendo uma mulher negra, sentia que falar sobre raça não era o meu lugar, talvez por não me sentir...
20/11/2025

Por muito tempo, mesmo sendo uma mulher negra, sentia que falar sobre raça não era o meu lugar, talvez por não me sentir pronta, talvez por achar que faltava preparo.

Hoje entendo que o silêncio também comunica. Então, escolho, com consciência e coragem, começar a falar.

Esse processo de consciência também me faz olhar para o propósito da Mude Meu Nome. Ela nasceu para ajudar pessoas a reconhecerem quem realmente são e afirmarem sua própria identidade.

No início, eu via esse trabalho apenas como uma forma de garantir direitos.
Hoje, entendo que ele também é um espaço de cura, pertencimento e verdade.

Neste Dia da Consciência Negra, celebro o poder de existir inteira e de apoiar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Porque cada nome traz uma história.
E toda história merece ser vivida com respeito, coragem e amor.

Que a consciência nos encontre e que a gente nunca pare de se encontrar nela.

Monique Santos - Advogada na Mude Meu Nome

A árvore genealógica é muito mais do que um desenho com nomes e datas.Ela é uma linha viva que liga quem fomos, quem som...
11/11/2025

A árvore genealógica é muito mais do que um desenho com nomes e datas.
Ela é uma linha viva que liga quem fomos, quem somos e quem escolhemos ser.

Cada ramo carrega histórias, segredos e afetos. Mas também traz a liberdade de decidir quais raízes queremos manter, e quais já não fazem mais sentido.

Nem sempre pertencer signif**a permanecer igual. Às vezes, honrar a história da família é também escrever um novo capítulo, com o nosso próprio nome, com a nossa própria verdade.

Afinal, conhecer de onde viemos é importante. Mas reconhecer quem somos agora é essencial.

E você, já olhou para a sua árvore genealógica com os olhos de quem pode escolher o próprio lugar nela?

Uma história verídica...Há alguns anos, atendi uma mulher que procurava algo simples, mas muito simbólico: retirar o sob...
06/11/2025

Uma história verídica...

Há alguns anos, atendi uma mulher que procurava algo simples, mas muito simbólico: retirar o sobrenome do marido, incluído sem o seu consentimento no momento do casamento.

Ela só descobriu a alteração de seu sobrenome no dia da cerimônia, quando já era tarde demais para questionar.

E desde então, após anos de casamento, não se reconhecia mais naquele sobrenome.

O processo correu em 2020, uma época em que o ordenamento jurídico brasileiro ainda era muito engessado diante de temas como nome e identidade.

O olhar era técnico, distante, quase frio.

Mas por trás de cada pedido como aquele, há sempre uma história humana pedindo para ser reconhecida. Pediu-se, então, judicialmente, o direito de voltar a usar o nome com o qual ela se identif**ava: o seu nome e sobrenome de nascimento.

Mas o pedido foi negado.

A sentença entendeu que o “desconforto pessoal” com o sobrenome não era motivo suficiente para mudar o registro civil, ou seja, a mulher deveria ser obrigada a usar o sobrenome do marido, mesmo contra a sua vontade. Uma decisão, no mínimo, arcaica, machista e retrograda.

Bom, cinco anos se passaram, e o ordenamento jurídico evoluiu em relação ao tema. Hoje, falar de nome e identidade é falar de pertencimento, de liberdade, de verdade interior.

E aí vem o melhor (e mais irônico) desfecho.

Enquanto eu preparava, indignada, o recurso de apelação, ela decidiu pedir o divórcio. E me disse, com leveza e um sorriso:

“Agora sim, posso me sentir inteira outra vez.”

No fim, ela descobriu que o problema não era o sobrenome. Era o casamento.
E que a verdadeira mudança que precisava acontecer não era no papel, mas na vida.

A Justiça negou o pedido. Mas a vida concedeu algo muito maior: liberdade.

O nome e o sobrenome são mais do que formalidades. São formas de existir no mundo.

E, às vezes, mudar um nome é só o primeiro passo de uma transformação muito mais profunda.

E você, já pensou se o seu nome ou o seu sobrenome ainda representa quem você é?

Conta pra gente nos comentários.

05/11/2025

Você já pensou no signif**ado do seu sobrenome?
Qual o signif**ado do seu sobrenome pra você?
Conta pra gente 👇

PARTE 2) Quando o propósito encontrou o nomeEm 2018, finalizei um curso de criatividade com o Murilo Gun e surgiu o nome...
04/11/2025

PARTE 2) Quando o propósito encontrou o nome

Em 2018, finalizei um curso de criatividade com o Murilo Gun e surgiu o nome da empresa:

✨ Mude Meu Nome.

Na época, o Código de Ética da OAB não permitia divulgar um nome comercial, mas logo a vida se encarregou de abrir o caminho.

No mesmo ano, uma alteração na lei possibilitou que pessoas trans pudessem retif**ar nome e gênero diretamente no cartório.
No início fiquei apreensiva, pois pensei que talvez meu trabalho deixasse de ser necessário, uma vez que a mudança de nome e gênero do transexual deixava de ser atuação privativa do advogado.
Mas a burocracia continuou existindo, e percebi que ainda havia muito o que fazer. A partir de então, começaram a surgir cada vez mais demandas de pessoas transexuais.

E foi aí que o Mude Meu Nome ganhou força.

Em 2022, firmamos nossos primeiros contratos com empresas.
A retif**ação de nome e gênero passou a ser oferecida como benefício corporativo, dentro das políticas de diversidade e inclusão.

Foi um divisor de águas.

Em 2023, com a nova alteração da lei, ampliamos nosso trabalho para qualquer pessoa que desejasse mudar o nome, e não somente pessoas trans e tr****tis.

E em 2024, acrescentamos psicoterapia aos nossos serviços, entendendo que mudar o nome, nome e gênero e sobrenomes vai muito além de documentos: é sobre identidade, acolhimento e sensibilidade.

Hoje, em 2025, já são 20 contratos com empresas parceiras e muitos clientes pessoa física que atendemos com o mesmo carinho de sempre.

E foi só agora, depois de 12 anos de histórias com nomes, que pude, enfim, atuar exclusivamente com aquilo que amo.

Esses dias um colaborador de uma das empresas que atuamos me chamou de “fada madrinha”.
E talvez seja isso mesmo. Eu faço questão de atuar diretamente com cada colaborador e cada cliente pessoa física.

Todo nome que ajudamos a mudar é uma pequena transformação no mundo.
A vida escolheu por mim e que sorte a minha!

Por isso o nosso lema é:
Mudamos vidas. Realizamos sonhos. 🧡

O peso e o prazer de um sobrenomeJá refletiu sobre isso?!Há quem carregue o sobrenome como um fardo.E há quem o pronunci...
03/11/2025

O peso e o prazer de um sobrenome

Já refletiu sobre isso?!

Há quem carregue o sobrenome como um fardo.
E há quem o pronuncie com orgulho, como quem conta uma história bonita.

O sobrenome fala sobre origem, pertencimento, continuidade.
Mas também pode falar sobre escolha, sobre quem queremos ser a partir de agora.

Mudar ou incluir um sobrenome não é apenas um ato burocrático, é, muitas vezes, um gesto simbólico de amor próprio, de reconciliação com a própria história ou de reconstrução dela.

Algumas pessoas desejam incluir o sobrenome de um avô que foi inspiração.
Outras sentem vontade de carregar o nome de uma mãe, de uma avó, de um ancestral que deixou marcas profundas.

Há também quem se reconheça em um sobrenome que sempre achou bonito, elegante, sonoro e que agora pode, finalmente, fazer parte da própria identidade.

Mais do que letras, o sobrenome é um elo. É a ponte entre o que fomos e o que escolhemos continuar sendo. Entre a origem e o destino.
Entre o passado que nos formou e o futuro que queremos honrar.
Porque, no fim das contas, não se trata apenas de mudar um documento.
Trata-se de se sentir inteiro quando alguém pronuncia o seu nome completo e sorrir por dentro, com o prazer de saber: “esse nome é realmente meu.”

PARTE 1 - Quando os nomes começaram a me escolherNão sou muito de escrever aqui, mas uma conversa com um colaborador da ...
30/10/2025

PARTE 1 - Quando os nomes começaram a me escolher

Não sou muito de escrever aqui, mas uma conversa com um colaborador da Arteris (estou compartilhando só um trecho dela) me inspirou a vir contar um pouco sobre a minha trajetória profissional.

Ele me perguntou se trabalhar com mudanças de nome sempre foi a minha vontade desde a faculdade.

E após uma breve reflexão, percebi que…
os nomes foram aparecendo na minha vida, e a minha vida foi me direcionando para eles.

No início da faculdade, fui aprovada para estagiar na assistência judiciária da faculdade, atendendo a população de baixa renda de São Bernardo do Campo. Eu amava aquele trabalho, ajudávamos pessoas e aprendíamos ao mesmo tempo.

Depois vieram os estágios na Delegacia da Receita Federal do Brasil e nas Procuradorias da Fazenda Nacional, em São Paulo e Santo André. Eu admirava os procuradores que me supervisionavam e comecei a pensar em concursos públicos.

Estagiar na Fazenda Nacional despertou em mim um interesse por direito tributário, tanto que escolhi essa área na 2ª fase da OAB e fiz minha pós-graduação nessa área também.

Em 2013 comecei a advogar, atuando na área cível de forma autônoma.
Gostava da liberdade que isso me dava, além de financeiramente ser mais interessante do que atuar num escritório.

Trabalhava com uma grande amiga, até que, do nada (literalmente rs), chegaram até nós pessoas interessadas em corrigir sobrenomes.
Estudamos o tema e aceitamos o desafio.

Logo depois, uma família de italianos nos procurou para ajustar o sobrenome e agilizar o processo de cidadania. Me recordo até hoje no momento de distribuir o processo no e-SAJ do TJSP, a petição mais documentos somavam quase 200 folhas.

E assim, os nomes foram surgindo, sem marketing, sem planejamento.
A vida foi nos empurrando para esse caminho.

Nós duas nos dávamos muito bem com esse tipo de processo, apesar da burocracia e das exigências.
Em pouco tempo, já era o nosso tipo de caso preferido.

Em 2017, comecei a considerar atuar somente com mudanças de nome, porque era algo que realmente me fazia feliz.

Continua…

O poder de um nome…Sempre me fascinou o poder que um nome tem. Um nome é uma das primeiras coisas que recebemos quando c...
29/10/2025

O poder de um nome…

Sempre me fascinou o poder que um nome tem. Um nome é uma das primeiras coisas que recebemos quando chegamos ao mundo. É o que nos apresenta, o que nos chama, o que nos ancora. Mas ao longo da vida, nem sempre o nome que recebemos é o que realmente nos representa.

O nome é som, é símbolo, é história.
É o lugar onde cabem memórias, afetos e identidades. Por isso, quando alguém decide mudar o próprio nome, o que está acontecendo não é apenas um ato burocrático, é um gesto de coragem, de recomeço, de afirmação.

No meu trabalho, eu vejo isso acontecer muitas vezes. Pessoas que chegam tímidas, em dúvida, carregando o peso de uma história que não combina mais com quem são. E, pouco a pouco, à medida que o processo avança, algo dentro delas começa a se reorganizar. É como se o simples fato de poder ser chamado pelo nome certo abrisse espaço para respirar, existir, florescer.

Sempre que acompanho alguém nesse processo, percebo que o nome não é só uma palavra, mas, sim, território de reconhecimento, é um abrigo onde a pessoa finalmente se encontra.

Já me disseram que pareço mais psicóloga do que advogada, e talvez seja verdade rs.
Porque, antes de olhar para documentos, eu olho para pessoas. E é impossível não se deixar tocar pela beleza que existe nesse encontro entre o jurídico e o humano, entre o formal e o essencial.

Acolher alguém em um momento de transformação é também se transformar.
É aprender a enxergar além do que está escrito no papel, e entender que cada nome traz uma história de luta, de busca e de amor próprio.

Talvez por isso eu acredite tanto que o direito pode ser um caminho de cura.
Quando o nome certo aparece em um documento, não é só o registro civil que muda, é a vida que se realinha, é a alma que se reconhece.

No fim das contas, o poder de um nome está em devolver à pessoa o direito de ser chamada por quem ela é.
E não existe nada mais bonito do que isso.








Quando a justiça encontra a empatia: o caso que transformou minha forma de advogarEm 2021, um caso me marcou profundamen...
29/10/2025

Quando a justiça encontra a empatia: o caso que transformou minha forma de advogar

Em 2021, um caso me marcou profundamente.

Atendi o Fernando (nome fictício), que buscava mudar seu prenome e sobrenome, uma demanda que, à primeira vista, parecia impossível dentro da rigidez do ordenamento jurídico da época.

Mas bastou ouvi-lo para entender que não era “apenas” uma mudança de nome. Era uma busca por identidade, dignidade e pertencimento.

Filho, neto e sobrinho de militares, Fernando havia herdado o nome do pai, o mesmo pai que, ao longo da infância, usou esse nome como símbolo de controle, violência e rejeição. Desde cedo, ele foi reprimido por ser sensível, por gostar de dançar e por simplesmente não corresponder ao que a família dele esperava de um homem.

Aos 17 anos, reuniu a coragem necessária para contar à família que era homossexual. A reação do pai foi dura e o marcou profundamente:

“Você manchou o meu nome e o nome da minha família.”

Para Fernando, aquele nome carregava dor. Ele queria poder ser reconhecido por quem sempre foi.

Diante de um sistema ainda arcaico, usei todos os instrumentos jurídicos possíveis à época: a Lei 6.015/1973, o direito à personalidade, o princípio da dignidade da pessoa humana, o direito à busca da felicidade e a analogia com o Provimento 73/2018 do CNJ, declarações testemunhais...
..e obtivemos êxito.

Depois de 26 anos de sofrimento, Fernando, enfim, conquistou o seu próprio nome.

E naquele dia, ele não mudou só um registro, ele mudou a própria história.

Desde então, esse caso me lembra todos os dias por que a Mude Meu Nome existe: para que cada pessoa tenha o direito de ser reconhecida, chamada e celebrada por quem é.

Cada caso é um lembrete de que o Direito também pode curar. 🧡

Você já se perguntou como funciona o alistamento militar para pessoas trans? Esse é um tema que ainda gera muitas dúvida...
24/10/2025

Você já se perguntou como funciona o alistamento militar para pessoas trans? Esse é um tema que ainda gera muitas dúvidas, principalmente depois da retif**ação de nome e gênero nos documentos oficiais.

Afinal, o que muda na prática e quem precisa se apresentar ao Serviço Militar?

De acordo com o Ministério da Defesa, a obrigatoriedade de alistamento é para homens transexuais entre 18 e 45 anos. Isso signif**a que, após a retif**ação, o homem trans deve se apresentar ao Serviço Militar e o prazo depende da idade em que ocorreu a alteração:

-Antes dos 18 anos: deve se apresentar no ano em que completar 18;
-Com 18 anos: deve se apresentar em até 30 dias após a retif**ação;
-Entre 19 e 45 anos: também deve se apresentar em até 30 dias após a retif**ação.

Já para mulheres transexuais e tr****tis, a regra é diferente:
-Se a retif**ação ocorrer antes dos 18 anos, não há necessidade de se apresentar às Forças Armadas;
-Se a retif**ação ocorrer após o alistamento ou serviço militar, o documento comprobatório torna-se dispensável, não sendo mais exigido.

Importante: após o novo registro civil, toda a vida da pessoa tr****ti ou transexual passa a ser regida pelo gênero reconhecido oficialmente nos documentos.

E se não fizer o alistamento?

Quem tem gênero masculino nos documentos e não se alista dentro do prazo f**a em débito com o Serviço Militar, o que pode gerar diversas restrições, como:
-Não conseguir obter ou renovar passaporte;
-Não poder assumir cargo público ou trabalhar em órgãos ligados ao governo;
-Impedimento para matrícula em escolas ou universidades;
-Dificuldade para obter carteira profissional ou registro de profissão;
-Não poder assinar contrato com o governo;
-E nem mesmo receber prêmios ou benefícios públicos (inclusive loterias!).

Além disso, há uma multa simbólica para quem perde o prazo.

Em caso de guerra ou convocação:
Em situações de conflito armado, se houver convocação de cidadãos do gênero masculino, a mulher transexual ou tr****ti deve apresentar seus documentos ou decisão judicial à Junta Militar para comprovar sua condição e não ser obrigada a servir.

Endereço

Rua Serra De Botucatu, 878/Sala 1503
São Paulo, SP
03317000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 19:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
Sexta-feira 09:00 - 19:00
Sábado 09:00 - 12:00

Telefone

+5511977674859

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Mude Meu Nome posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar