19/03/2026
Alessandra Moja Cunha foi presa em 8 de setembro de 2025, acusada de associação ao tráfico.
Mas criminalistas renomados como Cecilia Galicio denunciam que, em processos no mesmo contexto que levou à prisão de Alessandra, os elementos não se sustentam.
Vocês já viram associação para o tráfico sem tráfico? Já viram organização criminosa sem crime?
Pois é.
O grande contexto destes processos (também) é a Comunidade do Moinho. E Alessandra Moja Cunha é ninguém menos que a fundadora da Associação de Moradores da Favela do Moinho, que desde 2005 precisa brigar com o Poder Público para conseguir aquilo que a Constituição Federal dá de graça a todes, todos e todas.
Alessandra foi presa, curiosamente, quando reivindicava que a saída dos moradores do terreno fosse feita chave a chave, casa a casa, pois a CDHU está atrasando todos os atendimentos habitacionais, o que força a saída em condições precárias.
Alessandra, que em mais de 20 anos à frente da associação, nunca teve quem lhe acusasse sequer de pedir fiado na padaria, de repente virou uma grande mente criminosa cósmica no Moinho.
A prisão dela veio pouco depois de uma série de "reportagens" publicadas por "jornais" como Folha e Metrópoles; curiosamente, estes "jornais" também veiculam bastante publicidade paga pelo governo estadual.
Alessandra Moja Cunha é - pasmem - uma mulher negra, que dedicou mais de duas décadas de sua vida a fazer o Estado cumprir a Constituição Federal.
A regra é essa, e deveria ser para todas as pessoas. Ela está na briga por isso.
E essa ousadia foi paga com uma prisão injusta, esdrúxula e sim, política.
Porque a regra nunca se aplica a pessoas como Alessandra.
Ao menos, não enquanto depender de Tarcésio e sua trupe radioativa.