19/08/2020
TEM ALGUÉM ROUBANDO SUA EMPRESA!
Sabe quem é? VOCÊ!
Se você, que é empresário, não individualiza os caixas da pessoa física e jurídica ou realiza retiradas constantes de valores, está cometendo um grande erro. Com isso, pode estar roubando o futuro do seu negócio.
A atividade empresarial precisa de vida própria, com possibilidade de investimento, manutenção de salários e pagamento de despesas e fornecedores.
Quando o sócio não possui controle sobre o caixa ou retira valores superiores àqueles que devem ser destinados ao pagamento do pró-labore, acaba inviabilizando o desenvolvimento da atividade da empresa.
A pressa em obter resultados pessoais e o esquecimento da individualidade da pessoa jurídica geram esse tipo de problema.
Esse erro é muito comum e auxilia nas estatísticas de fechamento das empresas, sendo que, em média, 20% fecham no primeiro ano de existência e 60% fecham até o quinto ano, segundo o IBGE.*
Quanto mais desenvolvida é a atividade da empresa, maiores valores de pró-labore podem ser pagos, sem prejudicar sua saúde financeira. Então, a empresa deve enriquecer antes do empresário. Essa é a lógica correta!
Portanto, o recomendável é que seja fixado um valor de pró-labore dentro do razoável e que isso seja seguido com rigor, sendo a única remuneração do sócio que trabalhe na atividade, como um salário fixo.
É possível, ainda, realizar a retirada de lucros em períodos determinados, o que é feito dentro das possibilidades da empresa e com base em um resultado real e anterior, também sem prejuízo da manutenção da atividade.
Essa retirada é mais segura, pois é feita sobre um excedente, devendo ser deixado em caixa o valor suficiente para a empresa sobreviver por alguns meses (de 3 a 6 meses é suficiente). Além disso, a retirada de lucros não sofre incidência de imposto de renda.
Caso seja observada essa dinâmica, as chances de obtenção de bons frutos e longevidade para os negócios se tornam muito maiores.