18/12/2025
Terminando o ano judiciário ao lado de grandes referências na advocacia criminal brasileira.
Aproveito para fazer uma breve, mas importante reflexão.
Algumas pessoas ainda não entenderam o trabalho de quem faz a defesa de um acusado de um crime e insistem, por variadas razões, em confundir a pessoa do advogado ou advogada criminalista com os seus clientes ou, pior, compará-los aos crimes pelos quais eles são acusados.
É profundamente contraditório sair às ruas pedindo a defesa da democracia e, ao mesmo tempo, criticar um dos mais básicos direitos que toda sociedade que se diz democrática deve sempre fortalecer: o direito de defender os direitos daqueles de quem não gostamos e daqueles com quem não concordamos. Sim, pois um advogado ou uma advogada criminalista não defende uma pessoa, muito menos o crime pelo qual essa pessoa está sendo acusada, mas sim os direitos que essas pessoas têm. E os direitos são universais: valem para quem a gente gosta e para quem a gente não gosta; valem para quem votamos ou fizemos oposição; valem para o culpado e para o inocente; para o acusado de um crime grave ou de um pequeno delito.
Defender a presunção de inocência e o respeito ao direito de defesa de toda e qualquer pessoa é um dos marcos civilizatórios mais importantes de uma sociedade verdadeiramente democrática.
Ah, Augusto, e o jatinho?
Sou um profissional liberal. Advogado Criminalista. Trabalho no escritório de advocacia que fundei, o Arruda Botelho Sociedade de Advogados.
Não sou funcionário público, não sou concursado, não tenho cargo público ou eletivo. Não trabalho para governos ou autarquias. Não sou membro de Conselhos de estatais, nem de instituições bancárias. Não tenho cargo comissionado, não sou agente temporário ou prestador de serviço para o Estado.
Bom final de ano para todo mundo ❤️