Advogada Marilene de Mello

Advogada Marilene de Mello A advogada Marilene de Mello é idealizadora do projeto Mulheres Encarceradas.

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07/01/2026

Mais uma vez tentativa de golpe com o meu nome, não atendam números de telefone diferente do meu, quem me conhece tem meu número!

30/10/2025

Por Quem Dobram os Sinos: Reflexão Jurídico-Social sobre a Chacina no Rio de Janeiro
“A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim.”: John Donne (1624)
O dia 28 de outubro de 2025 ficará marcado por um paradoxo trágico. Na data em que o Brasil celebra o Dia do Servidor Público, símbolo do compromisso estatal com o bem comum e com a defesa da vida, o Estado brasileiro protagonizou uma das operações mais letais de sua história recente.
A chamada Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, resultou em dezenas de mortes entre civis, suspeitos e agentes de segurança. Moradores e organizações de direitos humanos denunciaram execuções sumárias, desaparecimentos e ausência de socorro às vítimas.
No mesmo dia em que se homenageavam servidores públicos aqueles que, por vocação e dever, deveriam servir à coletividade e proteger a cidadania, o Estado fez soar o sino da morte em comunidades historicamente esquecidas. É o retrato mais doloroso do descompasso entre a função pública idealizada pela Constituição e a realidade concreta da violência institucional.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 1º, inciso III, consagra a dignidade da pessoa humana como fundamento da República. Essa dignidade, contudo, não pode ser seletiva nem condicionada ao CEP, à cor da pele ou à origem social. Quando o Estado utiliza sua estrutura de poder para eliminar vidas sob o pretexto da segurança pública, viola o devido processo legal (art. 5º, LIV), o direito à vida (art. 5º, caput) e esvazia o próprio sentido de República.
Sob o ponto de vista jurídico, a chacina do Rio de Janeiro configura grave violação de direitos humanos e possível responsabilidade internacional do Estado brasileiro por omissão e excesso. O Pacto de San José da Costa Rica, ratificado pelo Brasil, impõe o dever de investigar, punir e reparar abusos praticados por agentes públicos. A impunidade transforma o Estado em autor coletivo da barbárie, corroendo a confiança pública e deslegitimando as instituições.
Mas a dimensão mais profunda do episódio é simbólica.
No dia destinado a enaltecer o serviço público, o Estado demonstrou sua face mais contraditória: a que serve à morte em vez da vida. Cada servidor público, seja policial, professor, magistrado ou defensor é, por essência, guardião do interesse coletivo. Quando parte dessa máquina se volta contra o próprio povo, é a legitimidade do serviço público que se desfaz.
A lembrança de John Donne ecoa com força neste contexto: “a morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade.”
Cada vida perdida nas favelas do Rio de Janeiro é uma ferida aberta na estrutura moral do Estado e um espelho do quanto nos distanciamos da noção de humanidade compartilhada. O sino que dobrou naquela manhã não anunciou apenas o fim de vidas individuais, dobrou pela falência ética das instituições que deveriam proteger, e não eliminar, o seu povo.
Por isso, não é necessário perguntar por quem dobram os sinos. Eles dobram por todos nós, e também pelo próprio Estado, que, ao matar, morre um pouco em seu ideal de servir.
O Dia do Servidor Público, que deveria celebrar o compromisso com o bem comum, converteu-se, tragicamente, em um lembrete de que sem humanidade, o serviço público perde sua razão de existir.
Reafirmar o valor da vida e exigir responsabilização não é ato de oposição: é dever jurídico, constitucional e ético.
Porque enquanto houver sinos dobrando nas favelas,
dobrarão também por um Estado que esqueceu o sentido de servir.

01/06/2025

“Quando uma mulher acende a própria fé, ela também clareia o caminho de outras.”

18/05/2025

Por que, com frequência, o oprimido que se *ilude* ao pensar que superou a opressão acaba sendo usado como instrumento de opressão por aqueles que *jamais deixaram* de oprimir?

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04/04/2025

Advogada, especialista em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus. Professora na FAZP e coordenadora do Escritório de Assistência Jurídica (EAJ/FAZP), onde atua na formação de novos profissionais e na prestação de serviços jurídicos à comunidade. Presidente da Associação de Ex-Alunos da FAZP, dedica-se ao fortalecimento da inclusão e do acesso à educação jurídica.

Com sólida experiência em Direito Tributário, Empresarial com foco no Terceiro Setor, Civil e Direito de Família, oferece assessoria jurídica estratégica para empresas de diferentes portes, garantindo segurança fiscal e otimização tributária.

Além de sua atuação no campo jurídico, cursou Contábeis na PUC-SP e possui vasta experiência no setor corporativo, tendo atuado como controller e consultora tributária em empresas nacionais e multinacionais do ramo de auditoria.

Confira em meu site - https://marileneadv.com/about.html

29/12/2024

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]A Receita Federal informou que o Portal do Simples Nacional estará aberto durante todo o mês de janeiro de 2025 para que contribuintes possam realizar pedidos de...

Advogada e especialista em Direito Constitucional  Experiência em consultoria tributária e assistência jurídica. Profess...
23/11/2024

Advogada e especialista em Direito Constitucional Experiência em consultoria tributária e assistência jurídica. Professora Universitária.

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07/09/2024

Gratidão!

31/08/2024

Nunca procure um/a advogado/a para fazer vingança, mas para fazer "Justiça", que significa a paz social.

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10/08/2024

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Paz não é apenas a ausência de guerra entre os países. Paz é garantir que todas as pessoas tenham moradia, comida, roupa, educação, saúde, amor compreensão, ou seja, boa qualidade de vida. Paz é cuidar do ambiente em que vivemos, garantir a boa qualidade de água, o saneamento básico, a d...

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05/08/2024

Não é somente a advocacia que me seduz, mas a forma como algumas pessoas unem e empregam a ciência como uma missão, isso faz muito bem à minha alma:
Ana Coradazzi, médica oncologista clínica e paliativista. Apaixonada desde sempre pela escrita e seu impacto na vida das pessoas, decidi transformar as inúmeras experiências valiosas com pacientes oncológicos em histórias, que divido aqui com todos vocês.

“A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace”. (Victor Hugo)     A Berê* tem pouco mais de …

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01/08/2024

PRATICA DE RACISMO - CRIME NO QUAL, INDEPENDENTE DE SENTENÇA FAVORÁVEL PARA A VÍTIMA, TODOS PERDEM, EM ESPECIAL A VÍTIMA E A SOCIEDADE!

Foram necessárias várias interpelações como essa para que a justiça finalmente fosse PARCIALMENTE FEITA:

URGENTE CORREÇÃO DA CAPA DOS AUTOS CRIME DE INJÚRIA RACIAL – RACISMO (ocorrido no início de Abril/2023), após a vigência da na Lei Nº 14.532 de 11 de janeiro de 2023.

Notem que desde a comunicação do crime até a denúncia, foram nove meses!!! Isso é justo?

E como o crime ocorreu DENTRO DO AMBIENTE DE TRABALHO, a vítima ainda teve que lutar para obter a RESCISÃO INDIRETA, ou seja, ela demitiu a empresa, pelo crime de injúria racial = racismo.

Endereço

Avenida Paulista, 1636, Sala 1105/1127 – São Paulo/SP
São Paulo, SP
01019-000

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