24/12/2021
Natal sempre foi minha época preferida do ano. Tempo de trocar presentes, rever parentes distantes (ou mesmo os de perto, que, por eventos da vida, acabamos não vendo ao longo do ano), de reunir a família para uma noite especial em volta da mesa sempre farta de comidas e bebidas. Esse foi meu modelo de Natal ideal por muitos e muitos anos, até que, em meados de 2020, descobri estar grávida e tudo mudou.
O Natal de 2020, meu primeiro enquanto gestante, foi diferente. Não pela pandemia, que acabou nos privando de festas com muitas pessoas, mas pelo significado que passei a dar para a data. Ora, como eu estive comemorando o Natal ao longo de toda minha vida, já não fazia mais sentido.
Refleti muito o porquê de Deus, em sua infinita bondade, nos mandar seu Filho amado para fazer o maior sacrifício já testemunhado, para então comemorarmos seu nascimento de maneira tão pouco dedicada.
Essa pergunta só pôde ser respondida quando olhei para dentro de mim, para a vida que eu estava gerando. Olivia, minha filha amada, me trouxe não só a alegria de ser mãe. Ela me trouxe compreensão sobre o real significado da vida. Me presenteou com a dádiva do sacrifício. Por ela, entendi que abrir mão de quem eu sou, por alguém que eu posso ser, vale a pena.
Não foi em vão que Nosso Senhor mandou seu Filho para morrer na cruz. O sacrifício de Jesus foi, em verdade, o sacrifício do próprio Deus. Em prol da graça divina, da transcendência, do Éden. Deus se sacrificou por Ele, e por nós.
É chegado o tempo de nos sacrificarmos por nós e por Ele.
Um afetuoso abraço e que o Espirito Santo possa trazer paz ao seu coração nesse Natal. Ótimas festas.
Paula Farias.