12/09/2018
Caros, clientes e amigos. Depois de algum tempo sem falar com vocês, acho que está na hora de descrever o que aconteceu neste último um ano e meio de escritório, que já tem mais de dois anos e meio de vida, como costumava fazer.
Quando pensei em abrir o escritório, tudo me era novo. Sonhava em criar um lugar onde as pessoas pudessem trabalhar de uma forma diferente e mais, atingindo os melhores resultados e transformando, ao mesmo tempo, o mundo em um lugar melhor.
Não sabia que pessoas vinham e iam. E a dor da ida sempre é pior, pois você só sente falta daquilo que você teve. E, claro, o folego se foi. Porém, todas elas – e falo com convicção, TODAS - fizeram o escritório ser o que é hoje. Direta ou indiretamente.
Tive algumas grandes vitórias jurídicas - sempre na defesa daqueles que se achegaram até mim e confiavam, ainda que não inteiramente, nas ideias de um jovem advogado louco para mudar a forma com que o direito é praticado no país -, porém, ao longo do tempo, dificuldades e desafios se apresentaram de maneira singular e admito que não tive capacidade de lidar com muitos deles. Inexperiência é uma das razões.
Porém, foi na perda que achei o singular. Foi no apoio que eu encontrei companheirismo. Foi no choro, que eu encontrei um reforço ao propósito que tenho, pois, na lição de Simone de Beauvoir, “em todas as lágrimas há uma esperança”. De onde eu menos imaginava, saiu a surpresa do incrível acontecendo.
Me lembro até hoje de um dia, ainda este ano, que sai do consultório de um médico. Era o começo da noite, em uma terça-feira. A recomendação era me abster do trabalho, por 60 dias, justo em meio a uma crise de quase falência. Comecei a chorar. Subi a Rua Pamplona e, ao chegar na esquina parei. Ainda estava chorando. Tentei, mas não consegui. Simplesmente chorava. Indeciso, não sabia se ia para a direita, em direção à minha casa, ou se ia à esquerda, em direção ao escritório. E veja, eu não tinha qualquer razão para voltar para o escritório, porém, era para lá que o meu coração queria ir. Ao chegar lá, olhava para cada detalhe. Tudo estava se desfazendo. Tentei parar de chorar, mas não consegui. E foi naquele dia que eu decidi que valia a pena doar tudo de mim para fazer algo incrível. A Bia, o Pérsio, o Tássio e o Rodolfo me deram a força que eu precisava para continuar e, te garanto, não foi fácil.
Hoje, ao mudar a marca e o nome do escritório, chorei novamente. O que fazer? Sou esse bobo chorão que se apega a coisas pequenas, mas desproporcionalmente especiais.
Inicia-se uma nova fase no escritório. A fase do “mata,”. Mas não se engane, a vírgula não é erro de ortografia. Ela representa tudo e todos que nos tornam, tranquilamente, o melhor escritório para se trabalhar, alcançando os melhores resultados, em um mundo melhor.
Jamais me esquecerei desta época e de todos que me fizeram – e ainda fazem - uma pessoa melhor. Vou nomeá-los, cronologicamente, para que não haja erro! Ricardo Smith, Job Pitthan, Breno Guedes, Tássio Barroso, Ricardo Barbin, Rodolfo Abizares, Kaique Fibla, Jonathan Cavalcante, Pérsio Jacomassi, Stéfano Silveira e Beatriz Trad: vocês trilharam, alguns em grande, outros em menor proporção, ou mesmo continuam trilhando ainda um caminho que não pediram. Muito obrigado! No final deste caminho – se é que ele tem um final, prometo que não terá nada muito impressionante, pois acreditem, a trajetória vai ser muito mais f**a!
Que venha esta nova fase! A fase de sermos melhores do que já antes fomos. A fase da terceira etapa do nosso Sonho Grande. Clientes e amigos: meu muito obrigado pelo apoio e pelas muitas mensagens. Vocês me fazem uma pessoa melhor. A cada dia!
Raul Mata, fundador.