21/08/2026
Um pai teve o corpo e o rosto queimados e perdeu 100% da visão de um dos olhos. Uma criança também foi atingida e está internada.
E tudo isso aconteceu em um contexto que, segundo o relato do caso, já era marcado por conflitos envolvendo a convivência paterna e uma intensa tentativa de alienação parental.
Justamente na primeira vez em que esse pai conseguiu exercer a convivência com o filho, no momento da entrega da criança, a genitora teria jogado uma substância contra ele. O líquido também atingiu a própria criança.
Ela foi presa em flagrante. Mas, para além da responsabilização criminal, existe uma pergunta que precisa ser feita:
Essa criança continuará sob a guarda dessa mãe?
Será que, mesmo depois de um episódio dessa gravidade, esse pai ainda terá que percorrer um longo processo para demonstrar o desequilíbrio materno, a obstrução da convivência e os riscos físicos e psicológicos aos quais seu filho pode estar submetido?
Esse caso escancara uma realidade que muitas vezes é ignorada: muitos pais enfrentam processos intermináveis, humilhações, acusações, impedimentos e, em situações extremas, colocam até a própria integridade física em risco simplesmente para conseguirem permanecer presentes na vida dos filhos.
Alienação parental não é uma simples “briga entre ex”.
Quando uma criança é utilizada como instrumento de conflito, é a segurança e o desenvolvimento dela que estão em jogo.
Ser pai presente não deveria exigir que um homem colocasse a própria vida em risco.