19/08/2026
Quase 1 milhão de pedidos de benefícios foram negados pelo INSS somente em junho de 2026.
Foram 938.180 indeferimentos no mês, o maior volume mensal do primeiro semestre.
Entre janeiro e junho, o total chegou a 4,3 milhões de pedidos negados, superando inclusive as 4,24 milhões de concessões registradas no período.
O aumento chama atenção: a taxa de indeferimento passou de 41,6% em 2025 para 50,5% no primeiro semestre de 2026. Nos benefícios por incapacidade, o percentual de negativas chegou a 53%.
O Ministério da Previdência afirma que parte desse movimento está relacionada ao maior volume de processos concluídos e também identificou peritos com índices de negativa muito acima da média.
Mas receber uma negativa não significa necessariamente que o segurado perdeu o direito ao benefício.
O primeiro passo é entender exatamente o motivo do indeferimento, revisar a documentação apresentada e verificar se faltaram provas, informações ou algum requisito específico.
Dependendo do caso, pode ser possível apresentar recurso administrativo ou discutir a decisão judicialmente.
A própria Previdência enfrenta hoje centenas de milhares de processos em que o segurado já obteve decisão favorável em recurso, mas ainda aguarda a implementação do benefício.
Por isso, diante de um benefício negado, não basta simplesmente fazer um novo pedido. É importante identificar o problema que levou à negativa e definir a medida adequada para aquele caso.
Cada situação previdenciária exige análise individual.