20/05/2026
Com a NR 1 e Portarias recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho passaram a aparecer de forma muito mais clara dentro da lógica de gerenciamento de riscos ocupacionais, o que coloca o assunto no campo da prevenção, da documentação e da responsabilidade empresarial.
A empresa não deve se preocupar apenas com a máquina, o ruído, o calor, o produto químico ou os riscos de acidente. A NR 1 determina que o gerenciamento dos riscos ocupacionais também abranja riscos relacionados a fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A norma exige, ainda, que a organização considere as condições de trabalho nos termos da NR 17, o que conecta a discussão diretamente à forma como o trabalho é organizado.
O foco jurídico está em fatores ligados ao próprio trabalho, como sobrecarga, assédio, pressão disfuncional, falhas de organização, metas incompatíveis, comunicação tóxica e desenho inadequado das atividades.
Saúde mental no trabalho não é mais assunto que pode ser tratado apenas como sensibilidade do RH ou iniciativa voluntária de bem-estar. Hoje, ela também conversa com compliance trabalhista, prevenção de passivo, gestão de risco e obrigação de organização adequada do ambiente de trabalho.
Quando a empresa ignora isso, o custo pode aumentar com afastamentos, conflitos internos, ações judiciais, que podem demonstrar que não houve prevenção real.